Resenha - Pulley, Dead Fish, Carbona, Ack (Ballroom, Rio de Janeiro, 20/07/2003)
Por Marcelo Miurrause
Postado em 20 de julho de 2003
Num final de semana carregado de shows na cidade, com direito a Replicantes e Autoramas na véspera, o Rio de Janeiro recebeu os capixabas do Dead Fish e os americanos do Pulley que, acompanhados dos locais e já bem conhecidos ACK e Carbona, levaram um grande público ao Ballroom para uma noite do bom e velho punk rock.
Abrindo a festa, os veteranos do ACK apresentaram sua nova formação, com três, num show que empolgou a molecada presente. O garoto Guga, ex-Core Flakes, se juntou à Kindim e Sad nas guitarras da banda, numa formação inédita e que agradou a todos.
Levando músicas de seus dois primeiros discos, "Play" e "Granada Drive-In", além de músicas novas, a banda agitou o local por toda a apresentação. Músicas já consagradas e clássicas como "She Lost Control", "Happy Song" e "Você Não Gosta de Música" dividiram espaço com novos petardos como "Descontrole Emocional".
Aumentando ainda mais o clima de festa rock’n’roll, a participação de amigos por todo o show, como Bodão e Melvin, do Carbona, foi um adicional para o público. No final, a sempre pedida "Michael J. Fox" foi tocada, levando a casa abaixo.
Minutos depois, o pessoal do Carbona sobe ao palco com seu bubblegum, num show agitado e que mostra o quão entrosada a banda está, além do visível carisma do guitarrista Henrique. Depois de seis discos e mais de cinco anos de banda, com excelente retorno do público e com clip rodando na MTV, o Carbona ainda tem a energia mostrada no seu primeiro show e consegue levantar a todos com suas músicas de três acordes e refrões pegajosos.
Músicas do último disco, "Taito Não Engole Fichas", acompanhadas de sons antigos, como "Loly Pop", "Lemon Drops" e "Macarroni Girl" foram a tônica do show. Se, por um lado, a banda não decepcionou, correndo o tempo todo pelo palco e agitando, o público não deixou por menos, cantando e dando moshes que assustavam os seguranças presentes.
E, como aconteceu no primeiro show da noite, ACK e Carbona dividiram mais uma vez o palco, dessa vez cantando "All My Friends Are Falling In Love", música do trio bubblegum mas que foi regravado pelo ACK no seu último disco. Kindim, guitarrista do ACK assumiu o baixo, com PP, Guga e Fábio nos vocais, enquanto Henrique continuava a correr e levantar o Ballroom. Festança punk rock carioca de primeira.
Depois foi a vez dos capixabas do Dead Fish tocarem e mostrarem seu excelente repertório para os cariocas. E, para todos os presentes, foi essa a banda que realmente atraiu o pessoal que saiu de casa no domingo para o show. O número de seguranças não foi capaz de segurar o público, que subia e cantava no palco, sem, no entanto, representar perigo para os presentes. A agitação era total e tudo acontecia na maior tranqüilidade, sem brigas ou confusão. O povo queria mesmo era música. Prometendo voltar à cidade no ano que vem, o Dead Fish encerrou o show com um cover da banda Fugazzi, deixando a platéia esgotada, mas feliz.
Finalmente, os americanos do Pulley se preparam para tocar, com a responsabilidade de manter o nível mostrado pelas bandas nacionais. E, enfim, vindos de bandas de primeiro escalão como Strung Out, Face To Face e No Use For A Name, isso não parecia difícil. Pois é, mas foi.
Os gringos não conseguiram mostrar ao público tudo aquilo que era esperado deles. Começando o show com "Hooray For Me", "If" e "Cashed In", o Pulley não soube manter o povo presente no clima, talvez por cansaço ou por puro desinteresse mesmo. A verdade é que, diante de um show fraco, as pessoas iam esvaziando a casa. Talvez culpa fosse a concorrência desleal de uma nova apresentação de Wander Wildner, dessa vez sem os Replicantes, a poucos quarteirões do Ballroom.
O Pulley até que tentou manter a animação, mas, claramente decepcionados por um público cada vez menor e que recebeu bem as bandas locais, os americanos desanimaram e acabaram um show morno para pouco mais de 100 pessoas...
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
O que Ronnie James Dio disse a Scott Ian cinco anos depois de um envelope por baixo da porta
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
Vocalista reflete sobre onda de haters contra o Greta Van Fleet
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
O nome em "Livin' on a Prayer" que Jon Bon Jovi vetou: "Não posso cantar"
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
Os "aditivos legais" que Dave Lombardo consumiu durante as gravações de "Reign in Blood"
A forte canção de Raul Seixas que confronta dor, fracasso e esperança de seguir em frente
O sucesso colossal de Ozzy Osbourne que foi tocado em apenas um show do Madman
U2: as 10 melhores músicas de todos os tempos da banda

Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
Between the Buried and Me - um show especialmente feito para os metal geeks brasileiros
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Ginger and the Peppers - O novo Rock pulsa na Casa de Cultura
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



