Resenha - Humaitá para Peixe (Sérgio Porto, Rio de Janeiro, 04/01/2000)
Por Marcelo Miurrause
Postado em 04 de janeiro de 2000
Nota: 10 ![]()
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Festival Humaitá para Peixe, Rio de Janeiro. Um evento que era clássico a alguns anos atrás retomou força e voltou a ser editado nesse ano de 2000. Na noite de abertura os gaúchos do Ultramen e os locais Autoramas.
Antes um festival um tanto quanto obscuro. Hoje cobertura da mídia, MTV, GloboSat e outros veículos de comunicação. Havia até a distribuição de refrigerante aos presentes, em grande maioria jovens. Era a retomada de um espaço para shows, o Sérgio Porto. Com o primeiro show marcado para as 20:30, por volta das 21:15 sobe ao palco o Ultramen.
Com seu "black metal" (segundo os próprios, a banda é influenciada por black music e heavy metal, resultando nessa fusão) mais tendente ao puro funk no início do show e alternando momentos de reggae raiz, ska e hardcore ao longo, os rapazes do Sul conseguiram fazer uma apresentação bem divertida, empolgando a galera que, em sua grande parte, desconhecia o som da banda. Tocaram também uma versão para uma música de Bob Marley. Percussões, guitarras bem colocadas e um baixo ritmado, a bateria com bastante swing e a voz no ponto. Assim foi o show do Ultramen. Eu não conhecia e gostei muito; seus integrantes também são bem acessíveis, como pode ser visto na entrevista feita minutos antes do show (confira na sessão de entrevistas).
Por volta das 22:30 sobem ao palco os Autoramas que já têm um público cativo na cidade, que conhecem seu som e cantam suas músicas. Apesar de um problema no som na primeira música, o show foi excelente, abrindo com chave de ouro o Humaitá para Peixe.
Com a guitarra de Gabriel alucinada, alternando riffs de surf music e rockabilly, o baixo distorcido e vibrante de Simone e a batida rápida mas perfeita de Bacalhau na bateria, acredito que tenha sido um dos melhores shows da banda que eu já tenha visto. No set list dezessete músicas, entre elas os já hits (mas não únicos) Ex-amigo, Catchy Chorus, Eu Não Morri e o cover "Be my Baby", já parte do repertório da banda e que parece ter sido composto por eles tamanha a interação que eles têm com a canção. Mas não foi o suficiente para o público sedento de música e de "dançar o rock dançante do Autoramas " (palavras de Bacalhau).
No final, no bis, tocaram covers de Rumbora, Little Quail e Hole, deixando em todos que assistiram ao show com um gostinho de quero mais e sedentos pelo CD de estréia, que sai 15 de Fevereiro pela Astronauta Records. É a volta do Humaitá para Peixe, que tem tudo para ser mais um sucesso.
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