Rock e Metal: Haverá novas bandas revolucionárias?

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Por Daniel de Paiva Cazzoli
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Muito se tem falado sobre o futuro do Heavy Metal, mais amplamente falando, sobre o Rock. Recentemente lemos aqui no Whiplash.net, em texto publicado em 31.01.14, que o baterista do Metallica, Lars Ulrich, teme pelo futuro do gênero. E ele não está errado. Quando as grandes bandas encerrarem suas atividades - AC/DC, Rolling Stones, Aerosmith, Paul McCartney, Iron Maiden , Motörhead, Deep Purple e o próprio Metallica -, não haverá mais concertos em estádios ou grandes ginásios e suas obras viverão por meio de seus álbuns e vídeos. Salvo se alguma banda mais da "moda" emplacar um sucesso estrondoso que justifique lotar uma arena, o que dificilmente caracterizará o aparecimento de mais um gigante musical.

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As bandas consideradas menores, creio, continuarão na batalha, lançando seus álbuns e lotando casas menores, mas elas também terão um fim anunciado em breve, haja vista que muitas começaram nos anos 80 e 90.

Haverá uma nova grande banda? Um grupo que lance dois ou mais trabalhos de qualidade que possam ser apontados como revolucionários? Difícil... quase impossível. Obviamente que não falo aqui de novos Beatles ou clones de Zeppelin e Sabbath. Eles já estão eternizados e já desempenharam sua missão de influenciar as gerações que os sucederam. O que preocupa é a ausência de um artista que realmente exerça o fascínio pela relevância de algo novo, autêntico e que seja uma mola propulsora para novas bandas aparecerem.

Faltam nomes que possam modificar a história do Rock ou do Metal. Se avaliarmos as últimas décadas, é bem sereno afirmar que, talvez, o Pantera tenha sido a última banda que sacudiu o cenário e criou uma leva de grupos por ela influenciados. Sim, sei do grunge e do new metal, mas sinceramente, quais bandas continuaram na "crista da onda"? E quais efetivamente mudaram algo? Não estou dizendo que nos últimos anos não surgiram artistas com originalidade. System of a Down é um exemplo disso. Mas não basta se reinventar... é preciso ter algo mais.

A essência do Rock e seus subgêneros começa nas ruas, nas garagens. Se de lá ressurgirem músicos, jovens ou não, que tiverem paixão pela arte de fazer um som honesto e sem preocupações com as dificuldades da indústria, poderemos vislumbrar um renascimento da época em que apareciam gênios em cada esquina.

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Mas este não é um texto nostálgico... afinal, este gênero que tanto amamos não vai deixar de existir. Da mesma forma que não surgiram novos e relevantes compositores na música erudita, o Rock não morrerá jamais. Nossos aparelhos de som, toca-discos, iPods, ou seja lá o que for, continuarão tocando a trilha sonora da nossa existência.




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Sobre Daniel de Paiva Cazzoli

Daniel é bancário, professor de Inglês e Português, fanático por Rock'n'Roll em quase todas as suas vertentes, tendo como início de tudo o quarteto fabuloso de Liverpool.

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