Donos da razão: Whiplash está virando um site de guerra?
Por Eduardo de Souza
Postado em 19 de julho de 2012
Como peço em todos os meus textos em que demonstro a minha opinião, antes de iniciar a sua leitura, abra a sua cabeça, deixe os preconceitos de lado e analise palavra por palavra para não se equivocar na interpretação, pois como diz um usuário do Whiplash...
"[..] digo pra todos, deixem os preconceitos de lado, sejam honestos e trabalhem duro, pois não somos eternos. O que fica é nossa obra." - Rômel Santos.
Acompanho o Whiplash há, mais ou menos, um ano, quando ainda eu nem pensava em colaborar com o site, apenas acompanhando os eventos diários dos meus músicos prediletos. Nesse tempo, os comentários direcionados as notícias com a utilização do Facebook como meio de comunicação começaram a se tornar mais frequentes. O que pôde-se observar é que os leitores se direcionavam com respeito, tanto ao autor da matéria (QUE DISPÕE DO SEU TEMPO PARA PUBLICAR MATÉRIAS SEM NENHUM TIPO DE REMUNERAÇÃO), quanto aos demais leitores. O que parece impossível nos dias de hoje acontecia. Eles comentavam expondo a sua opinião sem, ao menos quase, nenhum tipo de agressão verbal.

Com o passar do tempo, a rede social foi se popularizando e consequentemente adquirindo mais usuários, incluindo leitores do maior site de rock/metal do Brasil. Hoje, com a experiência de usuários com mais de 5 anos de acesso, analisa-se que o logo do site pode ser modificado para: "[...] maior site de guerra virtual do Brasil." Enfatizando o primeiro parágrafo, não pare de ler aqui. Não estou dizendo que a causa dessa catastrófica consequência é a demanda de usuários. Infelizmente o primeiro fator citado é desconhecido. Alguns atribuem ao fato de que algumas pessoas são impacientes, descontroladas, preconceituosas, orgulhosas, etc. Outras atribuem (do meu ponto de vista), de forma errônea, a idade.

Eu nasci no dia 14 de Abril de 1997, tenho 15 anos de idade. Já redigi alguns textos para o Whiplash e estive algumas vezes no TOP 15 dos autores mais lidos. Mas, de fato, isso realmente não importa, com exceção da minha data de nascimento. Eu nunca, NUNCA!, me redirecionei de forma baixa e gratuita à algum usuário do site ou músico retratado na notícia. Enquanto isso, desisto de ler a primeira palavra de um comentário quanto a banda FRESNO, com o seguinte conteúdo:
"tomar no c* hein.. ficar dando moral pra banda que AFUNDA o rock é ser imbecil [...]"
Não, não gosto do som da banda. Acho um produto barato da indústria musical, contudo, o que um usuário maior de idade quer demonstrar com um comentário vago e que já começa com um palavrão? O nível de seu ódio pela banda retratada? O quanto ele não aguenta mais ouvir a sua irmã de 8 anos falando da mesma? Ok, analisemos então a estrutura do comentário. Dispenso o primeiro período. A segunda parte se caracteriza como uma ofensa aos usuários que cedem a sua atenção a uma notícia direcionada a respectiva banda. Agora eu pergunto.. Qual o grau de imbecilidade de um garoto que cede cerca de 30 a 60 segundos do seu dia lendo (eu espero), redigindo e postando o devido comentário? Pensem.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Passei algumas horas tentando entender o lado dos usuários que comentam coisas neste grau de produtividade, pois que imensa covardia seria eu redigir uma matéria expondo um problema sem observar as duas faces do mesmo, não é? Pois bem, após observar alguns comentários do mesmo porte em outras matérias, cheguei a uma lista de fatores que podem influenciar tamanha "crueldade" com os alvos:
- Insatisfação com o conteúdo lançado pelo(s) artista(s) mencionado(s).
- Respostas ao primeiro item.
- Argumentação quanto ao fato de um usuário ouvir e gostar somente de uma música de uma banda específica.
Uma das consequências do último item é o surgimento do termo "poser". De acordo com o site Wikipedia.org, poser é um termo pejorativo, usado frequentemente nas subculturas punk, metal, gótico, entre outros, para descrever "uma pessoa que finge ser algo que ela não é", copiando vestimentas, vocabulário e/ou maneirismos de um grupo ou subcultura, geralmente para conseguir aceitação dentro de um grupo ou por popularidade em meio a vários outros grupos, mas que não compartilha ou não entende os valores ou a filosofia da subcultura.

O meu desejo é que o humano que criou essa, maldita, palavra sofra com as consequências de ter contaminado tantas pessoas com o "vírus da razão". Poser é um termo empregado de forma equivocada por 90% dos portadores do vírus. Certo dia estava em um festival de cultura alemã e passei por alguns adolescentes e me deparei com a seguinte frase: "[...]nossa, tu gosta de Du Hast? Seu poser!" A música citada é da banda alemã de metal Rammstein, uma das mais populares do álbum "Sehnsucht", também a melhor colocada nas paradas mundiais. A primeira impressão que eu tenho é que a epidemia está se tornando tão forte, mas tão forte, que está gerando conflitos no dia-a-dia de pessoas que pelo simples fato de gostar de uma música de uma banda, é considerada uma pessoa que finge ser algo que ela não é. Sim, isso não faz sentido. O erro está na utilização do termo e comprova a minha versão dos fatos.

Além disso, a palavra também gera conflitos dentro do Whiplash, pois uma pessoa que gosta apenas de ouvir Back In Black da banda AC/DC, ou Enter Sandman do METALLICA é criticada. Qual o problema? Esse fato acaba desencadeando uma série de fatores que prejudicam a vida pessoal do crítico? Isso poderá contribuir para uma terceira guerra mundial? O motivo de tantas perguntas pode ser respondido com apenas uma palavra: EGOÍSMO.
O barato de tudo isso é perceber que essas pessoas causadoras do "holocausto virtual" dentro do site não conseguem ler e/ou interpretar o seguinte texto destacado em vermelho logo acima da caixa de comentários:
Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR COLABORAÇÕES no topo do site e nos envie algo melhor ao invés de apenas ficar reclamando. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público e que você também não é perfeito. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)

O Whiplash é um espaço para todos, não um fórum com controle de acesso somente por usuários que, na percepção dos mesmos, "possuem um alto gabarito musical". Assim como há adultos que leem os seus comentários, há crianças e adolescentes em pleno desenvolvimento mental, do mesmo jeito que seus filhos, sobrinhos, netos, afilhados, etc. Se você quer mudar a opinião de alguém, comece pela sua. Gentileza gera gentileza, mude o seu mundo para depois mudar o dos outros.
Cheers.
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