Confira resenha faixa a faixa de "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden
Por Igor Miranda
Postado em 11 de agosto de 2021
Música de abertura inspirada pelo Tool, parceria Dickinson / Smith pegando fogo e composições de Steve Harris sempre com inícios lentos. Essas são algumas das características de "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden, de acordo com Joe DiVita, jornalista do Loudwire.
DiVita teve acesso antecipado ao disco, que será lançado apenas no próximo dia 3 de setembro, e fez uma resenha detalhada, onde descreve cada uma das 10 faixas do trabalho. Foram feitas análises sobre composições líricas e melódicas, além de um veredicto final de cada uma das canções.
A seguir, você confere a tradução dos principais comentários sobre cada música. O artigo original, em inglês, com a análise completa, pode ser acessado no Loudwire - se você tem boa compreensão do idioma, não deixe de acessar e prestigiar o trabalho do site.
1. Senjutsu (Smith/Harris) 8:20
Joe DiVita (Loudwire): "Uau, impressionante. Isso é muito diferente. A parceria Steve Harris / Adrian Smith é sempre atraente - o cara que escreve todas as músicas longas e o cara que leva jeito para as mais rápidas. A faixa 'Senjutsu' destaca cada um de seus pontos fortes. [...] Muitas pessoas provavelmente dirão que essa soa muito como Tool. A bateria facilita a comparação. [...] O ponto inicial de um álbum do Iron Maiden é uma coisa sagrada e, mesmo sem ouvir o resto do álbum, esse ponto parece perfeito para a faixa-título".
2. Stratego (Gers/Harris) 4:59
Joe DiVita (Loudwire): "E, finalmente, toda essa tensão acabou! Uma ansiosa linha de guitarra e um galope constante ajudam a tornar as coisas mais familiares. [...] Não há como se enganar - esta é uma colaboração de Janick Gers, evidenciada por ele tocando a melodia vocal na guitarra sob Bruce Dickinson. [...] Não há muitas canções curtas aqui e, felizmente, esta é ótima. Só porque as músicas do Maiden são mais longas hoje em dia, não significa que eles não possam continuar com essas faixas rápidas que sempre merecem o replay".
3. The Writing On The Wall (Smith/Dickinson) 6:13
Joe DiVita (Loudwire): "Três músicas no álbum e é impossível determinar uma direção. Com uma hora de música restante no 'Senjutsu', tudo parece possível. O tempo em 'The Writing on the Wall' é um pouco teimoso ou contido, o que transmite tensão suficiente para conectar com a letra. Isso definitivamente vai funcionar bem no palco, onde inevitavelmente será tocada um pouco mais rápido".
4. Lost In A Lost World (Harris) 9:31
Joe DiVita (Loudwire): "O que torna essas introduções acústicas empolgantes é a incerteza de como Steve Harris vai quebrar o silêncio. Com extrema urgência, essa inevitabilidade atinge - um riff robusto, no estilo de Steve Harris, sua marca registrada. [...] Alguns fãs por aí simplesmente nunca aceitarão que isso é o que Steve quer fazer, pelo menos quando deixado por sua própria conta. Por mais típicas que as introduções acústicas tenham se tornado em relação a músicas desse tamanho, esses épicos estão longe de ficar presos em qualquer tipo de zona de conforto. Diferenciá-los é uma tarefa difícil, especialmente depois de criar tantos como este. Mesmo assim, há frutas muito mais doces para serem degustadas em outras partes do 'Senjutsu'. Há um pouco de desconexão em algumas dessas partes".
5. Days Of Future Past (Smith/Dickinson) 4:03
Joe DiVita (Loudwire): "'Days of Future Past' é o tipo de música pesada, orientada para single, que esperamos e amamos sempre que Bruce e Adrian se juntam. [...] Aqueles fãs frustrados com as ambições progressivas do Maiden mencionadas anteriormente vão gostar dessa. Neste ponto, alcançamos o que é a música mais forte até o momento (e não apenas por ser curta). O álbum começa um rápido arco de ascensão".
6. The Time Machine (Gers/Harris) 7:09
Joe DiVita (Loudwire): "A abertura acústica me leva a 'The Talisman' de 'The Final Frontier', coincidentemente minha favorita daquele álbum. [...] Uma vez que toda essa divisão faixa por faixa é baseada nas opiniões de um jornalista megafã, não se importe por eu rotular 'The Time Machine' como minha favorita em 'Senjutsu'. Foi um destaque imediato na minha primeira audição e mantém seu status elevado depois disso. É simplesmente divertida. Queria que isso durasse 20 minutos - é tão cativante. Infelizmente, isso marca o fim das colaborações autorais de Janick".
7. Darkest Hour (Smith/Dickinson) 7:20
Joe DiVita (Loudwire): "De todas as músicas do 'Senjutsu', 'Darkest Hour' é a que melhor encapsula a enorme variedade e dinamismo do eterno Bruce Dickinson. Temos uma balada aqui? [...] Encaixaria perfeitamente em 'Accident of Birth' ou 'The Chemical Wedding', ambos discos solo de Dickinson ostentando a presença de Adrian Smith. É uma faixa muito atípica do Maiden e é emocionante. É raro ouvirmos Bruce realmente levar os holofotes sem muitos instrumentos competindo por atenção. Espero que esta faixa seja 'cultivada' pelos fãs que gradualmente irão apreciar seu esplendor".
8. Death Of The Celts (Harris) 10:20
Joe DiVita (Loudwire): "Logo em seus primeiros segundos, 'Death of the Celts' soa uma sequência de 'The Clansman', favorita dos fãs no álbum 'Virtual XI'. [...] Este é um aceno muito mais forte para a era Blaze Bayley do que certas partes de 'Lost in a Lost World'. Alguns podem reclamar que esta é apenas uma versão reciclada ou 2.0 de 'The Clansman', mas com um catálogo tão profundo e temas tão ricos, por que se limitar a ter apenas uma música na mesma pegada?".
9. The Parchment (Harris) 12:39
Joe DiVita (Loudwire): "Há uma grande pegada misturando 'Powerslave' com 'The Book of Souls' em 'The Parchment'. O ritmo mid-tempo permanece uma constante por três quartos da música e Nicko McBrain mapeia cada batida de bateria perfeitamente com as melodias enigmáticas e sintetizadores orquestrais. [...] Sem estruturas musicais tradicionais, pode ser difícil lembrar quais seções vieram de quais músicas sem algumas audições extras. É simplesmente a natureza da besta, Harris não tem culpa. Outra faixa que deve ser 'cultivada', que você deverá ouvir mais vezes para pegar todas as nuances sutis".
10. Hell On Earth (Harris) 11:19
Joe DiVita (Loudwire): "A abertura tem flashes do álbum 'The Final Frontier', especificamente 'When the Wild Wind Blows', mas não soa cópia de si próprio. [...] Vocalmente, é outro ponto alto do 'Senjutsu', principalmente no final. [...] O melhor dos quatro épicos de Steve Harris, sem dúvida, e outro encerramento épico de álbum. A primeira reação ao ouvir 'Hell on Earth' foi: 'caramba, ele conseguiu, c***lho'. Admito que fiquei um pouco ansioso quando vi que 40% das faixas do álbum foram compostas apenas por Steve, que também teve outras duas co-composições. É muita criatividade para exigir de uma pessoa após 17 álbuns. Agora, me sinto envergonhado. Desculpe, Arry, isso não vai acontecer de novo".
Lembrando: o artigo original, em inglês, com a análise completa, pode ser acessado no Loudwire. Se você tem boa compreensão do idioma, não deixe de acessar e prestigiar o trabalho do site.
Iron Maiden - O álbum "Senjutsu"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
Deep Purple compartilha fotos de reencontro com Ritchie Blackmore
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Por que Glenn Hughes foi demitido do Black Sabbath, segundo Tony Iommi
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
Veja Ritchie Blackmore tocando "Smoke on the Water" com o Deep Purple após 33 anos
O ex-guitarrista de Ozzy que recusou convite para o show de despedida
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
O músico com quem Eric Clapton subiu várias vezes ao palco, apesar de serem "incompatíveis"
A pior faixa do clássico "Led Zeppelin IV", de acordo com a Classic Rock
Baterista não sabe até quando conseguirá tocar as músicas do Cannibal Corpse
Edu Falaschi reúne convidados nacionais e internacionais em superprodução em São Paulo
O cantor que Brian Johnson considera tudo o que um vocalista de rock deveria ser
Lemmy: sob investigação, em 2008, por exibir insígnia nazista
O hit dos Titãs com bordão de humorista que o fez voltar do ostracismo para a televisão
O dia que Roberto Justus disse a João Gordo que nunca bebeu uma gota de álcool na vida

Iron Maiden: "Senjutsu" é mais complexo e variado que "The Book of Souls", diz Bruce
Iron Maiden voltará à estrada com turnê "Legacy" e não com "Senjutsu", diz Bruce
Iron Maiden: novo álbum estava gravado desde 2019, mas pandemia atrasou lançamento
Iron Maiden: brasileiros que trabalharam no vídeo do single celebram emocionados
Confira mais informações sobre "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden
Veja nova foto promocional do Iron Maiden; Bruce Dickinson com novo visual
Do CD ao vinil, confira os formatos físicos de "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden
A reação de Bruce Dickinson ao ficar sabendo do título do próximo álbum do Iron Maiden
Adrian Smith dá primeira entrevista ao Brasil sobre "Senjutsu", novo do Iron Maiden
Iron Maiden: eles já nem ligam mais se uma nova composição dura 12 minutos, diz Nicko
O ponto fraco de "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden, na opinião de Bruno Sutter
Blaze Bayley revela o que achou de "Senjutsu", novo álbum do Iron Maiden
10 vezes em que o Iron Maiden deixou metal de lado e mergulhou no prog sem medo
"Comemore a felicidade, mas não pense que você a merece", diz ex-Iron Maiden
A banda jovem que superou expectativas de Slash: "Não sabia onde iam parar"
Blaze Bayley sobre o documentário: "Não era um filme do Iron Maiden feito por eles"
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
O álbum mais subestimado de Iron Maiden, Metallica e Slayer, de acordo com a Metal Hammer
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Os 10 momentos "mais prog" da carreira do Iron Maiden segundo a Classic Rock



