A famosa música do Led Zeppelin onde está faltando um pedaço, mas ninguém nota
Por Bruce William
Postado em 02 de janeiro de 2024
Quando foi lançado em 1970, o terceiro álbum do Led Zeppelin pegou muitos fãs de surpresa, que esperavam ter a ferocidade hard rock do seu antecessor, "Led Zeppelin II", mas se depararam com um trabalho que, embora traga várias canções com a forte pegada que a banda vinha mostrando até então, também trazia músicas acústicas com uma levada mais folk, no que acabou se tornando, com o passar dos anos, em mais um dos clássicos absolutos da banda.
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"Led Zeppelin III" começa com uma paulada chamada "Immigrant Song", que conforme revelou o vocalista Robert Plant, era para ser uma piada mas acabou se tornando um hino, trazendo inclusive um verso com a frase "The hammer of the gods will drive our ships to new lands" ("O martelo dos deuses conduzirá nossos navios para novas terras"), que levou muitos a chamar a canção de Led Zeppelin de "Hammer of the Gods", sendo que esta mesma frase acabou usada para dar título à famosa biografia da banda, "Hammer of the Gods: The Led Zeppelin Saga", de Stephen Davis (Amazon).
Em seguida entra "Friends", com um clima sombrio/oriental que seria explorado muitos anos mais tarde, na década de noventa, quando Plant e o guitarrista Jimmy Page se agruparam no projeto Page & Plant. A música, de autoria da dupla, foi escrita em 1970 em Bron-Yr-Aur, uma pequena cabana no País de Gales, e também existe em uma versão gravada por eles durante uma viagem para a India em 1972, junto com vários músicos locais.
"Friends" começa com ruídos de estúdio e termina com um zumbido, que se estende até a próxima faixa, "Celebration Day". E foi neste ponto que um incidente no estúdio quase impediu a música de entrar no álbum.
"Eu estava ouvindo pelos fones e nada estava saindo ali. Comecei a gritar 'Que diabos está acontecendo?'", contou Jimmy Page, conforme relata a Far Out. A resposta que ele recebeu deixou ele ainda mais irritado: "Percebi que a luz vermelha de gravação estava acesa onde costumava ser a bateria. O engenheiro de som havia gravado acidentalmente por cima da parte de John Bonham".
Por algum motivo, a gravação não poderia ser refeita e Page foi obrigado a pensar em uma solução, já que com aquele "defeito" a música acabaria sendo descartada. Mas ele achou uma saída, inserindo uma série de acordes de guitarra em loop acelerado sobre uma base criada por um drone monotônico feito num sintetizador Moog. "É por isso que você tem esse drone de sintetizador do final de 'Friends' que emenda e entra em 'Celebration Day' até a chegada da parte de bateria. Colocamos isto ali para compensar o pedaço que faltou. É o que é chamado de 'salvamento'", disse Page.
"Celebration Day" acabou se tornando uma das músicas mais clássicas e queridas do Led Zeppelin, a ponto de batizar também o filme/concerto e álbum ao vivo que traz a última aparição pública da banda, realizada no Arena 02 de Londres em 2007.
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