O solo do Queen que Brian May achava complicado demais pra tocar ao vivo
Por Bruce William
Postado em 13 de maio de 2025
Brian May é tido como um músico detentor de uma precisão, criatividade e controle absoluto da guitarra. Dono de um dos timbres mais reconhecíveis do rock, é difícil imaginar que alguma técnica pudesse deixá-lo inseguro. Mas foi o que aconteceu quando resolveu experimentar algo novo e pouco familiar em uma música do "News of the World".
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Lançado em 1977, o álbum marcou uma fase de transição do Queen, que começava a absorver a energia do punk e da música mais direta. Em "It's Late", May se aventurou por um caminho incomum: usou o tapping, técnica que viraria febre com Eddie Van Halen, mas que, na época, ainda era pouco conhecida.
"Roubei de um cara que disse que tinha roubado do Billy Gibbons, do ZZ Top", contou May à On The Record em 1982, relembrou a Far Out. ."Ele estava tocando em um clube no Texas, fazendo essas coisas de martelar com os dedos. Fiquei tão intrigado que fui pra casa, brinquei com isso por dias e acabei usando na música."
No estúdio, o resultado ficou bom, mas ao vivo, a história era outra. "Era um problema fazer no palco", admitiu May. "Achei que ficava meio forçado... Se eu insistisse, talvez virasse algo natural. Mas não era um caminho que levava muito longe, na minha visão. É meio chamativo demais."
Embora o tapping já existisse desde os anos 60, e até fosse usado por Steve Hackett no Genesis em 1971, foi Eddie Van Halen quem deu nome e visibilidade à técnica. Quando o álbum de estreia do Van Halen saiu, em 1978, May já tinha deixado o tapping de lado — enquanto Eddie transformava a técnica em sua marca registrada.
O próprio May raramente voltou a usá-la nos palcos, mantendo sua preferência por solos melódicos e construídos com nuances mais próximas da composição clássica do que do virtuosismo exagerado. "Não era muito minha praia", resumiu. Ainda assim, o solo de "It's Late" entrou para a história como um dos primeiros registros do tapping no rock de arena.
Hoje, a música é vista como uma das joias escondidas do "News of the World". E embora May tenha considerado a técnica "um beco sem saída", acabou deixando ali uma curiosidade para os fãs mais atentos — e, sem querer, entrou na mesma conversa que envolveu Steve Hackett e Eddie Van Halen.
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