Queen: em "News Of The World" mais que os hits óbvios
Resenha - News Of The World - Queen
Por Elias Rodigues Emidio
Postado em 11 de setembro de 2010
O final da década de 1970 foi o período mais produtivo na carreira do Queen. Após o lançamento do clássico "A Night At Opera" em 1975 a banda parecia ter finalmente encontrado a fórmula do sucesso ao aliar um Hard Rock de primeira com influências da música erudita como fica evidente na clássica "Bohemian Rhapsody".
Após o não menos clássico "A Day At Races" de 1976, o quarteto bretão lançou aquele que é considerado por muitos o seu melhor disco após "A Night At Opera", intitulado "News Of The World" mundialmente famoso pela dupla de hits matadora "We Will Rock You" / "We Are the Champions", talvez as canções do Queen mais conhecidas do grande público. Entretanto, "News Of The World" é muito mais do que apenas o álbum que tem "We Will Rock You" ou "We Are the Champions" e possui outras canções igualmente memoráveis, que infelizmente são desconhecidas de grande parte das pessoas.
O disco abre a todo vapor com sua dupla de hits. "We Will Rock You" é um momento mais experimental no disco composto pelo guitarrista Brian May com ritmo e melodia contagiantes marcados pelo uso de palmas e batucadas, a canção ainda tem um bom solo de guitarra quase ao seu final. Já "We Are the Champions" tem um clima mais operístico com os vocais mais arrastados de Freddy Mercury acompanhado apenas por piano com a explosão de energia típica da banda nos momentos do refrão, talvez o refrão mais famoso da história da música. Com o passar do tempo a música se tornou um verdadeiro hino das competições esportivas.
Já "Sheer Heart Attack" é um Hard Rock rasgado, rápido e sem firulas, comandado por um Riff de guitarra matador executado por May e pela batida certeira imposta pela bateria de Roger Taylor.
"All Dead All Dead" é um momento mais lírico no disco com a banda exercitando os vocais em arranjos maravilhosos acompanhados apenas pelo piano e por uma marcação simples da bateria.
"Spread Your Wings" começa com um clima ameno meio parecido com a canção anterior, rapidamente deixado de lado quando entra a bateria de Taylor e a guitarra de May que acrescentam peso à canção. Uma das melhores do disco.
Já "Fight Form The Inside" possui um clima mais Hard Rock com baixo e bateria impondo uma marcação mais pesada e com guitarra pautada na distorção.
"Get Down, Make Love" traz uma temática inovadora ao alternar passagens mais lentas com um casamentos perfeito entre baixo de Deacon e o piano de Freddy Mercury, com passagens mais rápidas encabeçadas por um poderoso riff executado por May, destaque também para o excelente trabalho vocal. m poucos termos: outro clássico absoluto do Queen.
Já "Sleep On The Sidewalk" é uma canção mais pesada que a faixa anterior, repetindo um conceito semelhante ao de "Fight Form The Inside".
"Who Needs You" é momento mais boêmio no disco mesclando uma típica percussão caribenha acompanhado de um violão que confere um clima bem bossa nova a canção, uma das melhores músicas no disco. Merece destaque a excelente atuação de Mercury nos vocais nesta faixa.
"It’s Late" é um rockão de primeira por um riff de guitarra matador e pela interpretação nervosa de Freddy Mercury com direito a impressionantes arranjos vocais no refrão da música e dois ótimos solos de Brian May, outro clássico.
Para fechar com chave de ouro "My Melancholic Blues" outro momento mais lírico com Freddy Mercury interpretando a canção de modo belíssimo com acompanhamento do piano e com uma marcação simples da bateria de Taylor.
"News Of The World" é mais um registro do grupo inglês Queen em sua melhor forma e inquestionavelmente um disco clássico que merece ser ouvido por fãs do e velho Rock & Roll.
A fase áurea do Queen compreenderia toda a segunda metade da década de 70 com os posteriores lançamentos dos clássicos "Jazz" em 1978 e "The Game" em 1979. Depois disso a banda tentaria um infrutífera incursão em direção a Dance Music em "Hot Spaces" de 1982, posteriormente se aventurando pela onda eletrônica que invadiu o rock dos anos 80 como se vê no álbum "The Works" de 1984. Entretanto, não há menor dúvida de que o maior legado de toda sua carreira é o conjunto dos álbuns lançados entre 1975 e 1979.
Essencial em boas coleções.
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