Cinco fatos marcantes do rock e do metal que completarão 30 anos em 2026
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de julho de 2025
Já se passaram quase três décadas desde que o Sepultura lançou "Roots" (1996), seu disco mais emblemático e revolucionário. Clássico incontestável do metal, o álbum mescla peso extremo com influências de música tribal brasileira, criando uma identidade sonora única, brutal e inovadora.
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Embora tenha alcançado reconhecimento mundial, "Roots" também carrega uma ruptura dolorosa: durante a turnê de divulgação, o vocalista e guitarrista Max Cavalera deixou a banda, abalando profundamente a cena metal. A saída se tornaria um dos episódios mais discutidos da história do gênero.
Nesta seleção, relembramos esse e outros acontecimentos marcantes de 1996 que, em 2026, completam três décadas. Fatos que resistem ao tempo e seguem ecoando entre fãs e críticos. Boa leitura!
A morte dos Mamonas Assassinas
Fenômeno nacional nos anos 1990, os Mamonas Assassinas conquistaram multidões com irreverência, carisma e um talento inegável para unir humor e musicalidade em hits como "Vira-Vira", "Pelados em Santos" e "Robocop Gay". Lançado em junho de 1995, o álbum homônimo da banda explodiu nas paradas.
Contudo, a trajetória do grupo foi abruptamente interrompida. Em 2 de março de 1996, um trágico acidente aéreo tirou a vida dos cinco integrantes, além do piloto, copiloto e dois membros da equipe. Foi um dos dias mais sombrios da história da música brasileira.
Metallica dá adeus ao thrash metal com "Load"
Em junho de 1996, o Metallica surpreendeu o mundo ao lançar "Load", um disco que rompeu definitivamente com o thrash metal. Sucessor do icônico "Black Album" (1991), o trabalho mostrou uma sonoridade acessível, muito diferente da apresentada nos primeiros registros do quarteto.
Apesar das boas composições e da produção refinada, o álbum dividiu opiniões. Muitos fãs receberam a mudança com estranheza. Mal sabiam que, anos depois, viria "St. Anger" (2003), considerado por muitos como o ponto mais controverso da discografia da banda.
O último show do Alice in Chains com Layne Staley
Com sua voz inconfundível, Layne Staley se consolidou como um dos maiores nomes do grunge. Foi peça-chave na construção da identidade do Alice in Chains, eternizando faixas como "Man in the Box", "Would?", "Them Bones" e "Down in a Hole".
Em 3 de julho de 1996, Layne fez sua última apresentação com a banda, em Kansas City, Missouri (EUA). Seis anos depois, em abril de 2002, o vocalista faleceu em decorrência de uma overdose — exatamente oito anos após a morte de Kurt Cobain. Em sua última entrevista, confessou: "Eu sei que estou morrendo".
O adeus a Renato Russo
Fundada nos anos 1980, a Legião Urbana ajudou a redefinir o rock brasileiro com letras densas, sensíveis e atemporais. No centro de tudo, estava Renato Russo — letrista brilhante, vocalista carismático e a alma da banda.
Em 11 de outubro de 1996, Renato faleceu aos 36 anos, vítima de complicações causadas pela AIDS. Pouco tempo depois, a Legião Urbana chegou ao fim, encerrando um dos capítulos mais intensos e inspiradores da música nacional.
Max Cavalera fora do Sepultura
Encerrando a lista, um dos rompimentos mais emblemáticos do metal: a saída de Max Cavalera do Sepultura, em dezembro de 1996. Guitarrista, vocalista e fundador da banda, Max foi figura central na ascensão internacional do grupo.
O estopim foi um conflito interno relacionado à gestão da banda, à época sob responsabilidade de Gloria, esposa de Max. As tensões envolveram até mesmo seu irmão, o baterista Iggor Cavalera.
Após a separação, Max fundou o Soulfly, projeto que lidera até hoje. Já o Sepultura seguiu com Derrick Green nos vocais e, atualmente, está em sua turnê de despedida.
E aí, gostou da lista? Para ler conteúdos similares, acesse a coluna "Maiores e Melhores". Valeu!
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