RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Os melhores álbuns de rock e metal lançados nesta década, segundo o Loudwire

As músicas do Opeth que Mikael Akerfeldt considera superestimadas

Muse anuncia "The WOW! Signal", seu décimo álbum de estúdio

As duas bandas consagradas que Robert Plant detonou: "Que porcaria rimada é essa?

Os 79 músicos que dividiram palco com Metallica e deixaram James Hetfield "bem nervoso"

O hit do Evanescence que é indireta de Amy Lee para o cantor do Seether, seu ex-namorado

Os 5 maiores hits de John Lennon nas paradas americanas de todos os tempos

Gus G. lança "Nothing Can Break Me", música que conta com participação de Doro Pesch

A banda que Robert Smith ignorou conselho da esposa e detonou: "É um completo idiota"

Black Veil Brides divulga single e anuncia novo disco, que será lançado em maio

Filhos imploraram para que Dee Snider não fizesse mais shows com o Twisted Sister

"In My Darkest Hour", novo livro de Dave Mustaine, será lançado em setembro

O ano da década de 80 que foi dominado por belos duetos, segundo a American Songwriter

O que Kurt Cobain realmente pensava sobre as letras do Nirvana, segundo o próprio

Show do Machine Head no Resurrection Fest 2024 é disponibilizado no YouTube


Bangers Open Air
Dish Carpens

A banda que gravou mais de 30 discos inspirada em uma única música do The Doors

Por
Postado em 06 de dezembro de 2025

Pouca gente leva a sério o Status Quo quando o assunto é "sofisticação". Durante décadas, a banda britânica carregou a fama de viver de três acordes e do mesmo andamento batido, como se tivesse gravado o mesmo disco dezenas de vezes. O curioso é que o próprio grupo sempre brincou com essa imagem: depois de quase trinta álbuns, eles lançaram em 2007 o irônico "In Search of the Fourth Chord", admitindo, na capa, o que muita gente jogava na cara há anos.

Doors - Mais Novidades

Foto: Reprodução - Rockin All Over The World
Foto: Reprodução - Rockin All Over The World
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O começo, porém, foi bem diferente do estereótipo. No fim dos anos 60, faixas como "Pictures of Matchstick Men" colocavam o Quo mais perto da psicodelia pop do que daquele boogie pesado, repetitivo e cativante que viria depois em músicas como "Down Down" e na versão de "Rockin' All Over the World". Em algum ponto da virada para os anos setenta, a banda abandonou de vez o colorido lisérgico e mergulhou naquele 12-bar básico que marcaria tudo o que veio depois.

Mas o gatilho para essa virada não saiu de um estúdio, e sim de um sistema de som de boate. Segundo Francis Rossi, foi numa noite em Bielefeld, na Alemanha, que o Status Quo literalmente tropeçou na fórmula que levaria adiante por mais de trinta discos. Ele e Rick Parfitt estavam num clube chamado X Club, observando um casal dançar, quando entrou "Roadhouse Blues", do The Doors. "Estávamos vendo um casal dançar, e quando 'Roadhouse Blues' começou a tocar eles passaram a se mexer de um jeito totalmente diferente. Muito sexy. O andamento era tipo 'uau!'", contou Rossi à Total Guitar (via Far Out).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Aquela resposta imediata da pista acendeu uma luz que não se apagaria mais. Ali ficou claro que aquele shuffle simples, direto e arrastado na medida certa servia exatamente para o tipo de banda que eles queriam ser dali em diante. "Ficamos hipnotizados pelo jeito como o cara e a garota se mexiam", lembrou o guitarrista. "A gente se olhou e disse: 'vamos pegar um pouco disso aí!'. Foi dessa música que nasceu o nosso boogie shuffle de doze compassos." A partir daí, o Status Quo passou a construir praticamente todo o repertório em cima daquela sensação: um riff quadrado, repetitivo, cheio de peso, pensando muito mais na reação das pessoas na frente do palco do que em agradar crítico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Nos álbuns seguintes, especialmente a partir de "Piledriver" (1972), a banda começou a engrossar o som dobrando guitarras em estúdio e refinando o encaixe entre Rossi e Parfitt. O próprio Francis explicou o segredo da parceria: "Fundamentalmente, o que fazia funcionar era o Rick tocando aquele ritmo e eu tocando por cima disso. Ele tocava muito no ataque para baixo e eu vinha com a batida mais solta, e as duas coisas funcionavam muito bem juntas". Ou seja, o "Quo boogie" era menos sobre inventar acordes novos e mais sobre um motor rítmico que parecia não cansar nunca.

Com o tempo, o grupo passou a ser acusado de repetir a mesma ideia à exaustão, mas nunca se mostrou muito preocupado em rebater isso. A lógica era justamente manter tudo simples o bastante para que a engrenagem funcionasse noite após noite, turnê após turnê, disco após disco. Enquanto bandas mais complexas se enroscavam em mudanças de direção, o Status Quo seguiu empilhando álbuns calcados no mesmo impulso que viu naquela pista de dança na Alemanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

No fim das contas, o que muita gente enxerga como limitação é, na prática, uma decisão consciente de apostar em um único terreno: um terreno descoberto quando "Roadhouse Blues" começou a tocar e dois guitarristas ingleses perceberam que dava para construir uma carreira inteira em cima daquele tipo específico de balanço.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS