RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual

O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica

Após quatro décadas, formação original do Slaughter se reúne

O álbum do Nirvana que Kurt Cobain mais se orgulhava de ter feito

As melhores músicas de cada álbum do Opeth, segundo a Loudwire

Kirk Hammett compara integrantes do Thin Lizzy a super-heróis

Ann Wilson (Heart) anuncia novo álbum do projeto paralelo Tripsitter

Fernando Ribeiro critica religiões e rejeita música como arma política

O álbum do Guns N' Roses que Axl Rose queria superar; "Quero crescer como artista"

O gigante do jazz que impressionou Angus Young; "um dos maiores músicos de todos os tempos"

Quando Geezer Butler descobriu o tamanho da influência do Black Sabbath

Geezer Butler não descarta chance de se reunir com Tony Iommi para escrever músicas inéditas

Black Sabbath foi rejeitado por seis gravadoras no início da carreira, segundo Geezer Butler

Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) detalham álbum em parceria

Whitesnake anuncia relançamentos em vinil dos seus álbuns mais bem-sucedidos


Eminence
Sepultura

O baterista que Neil Peart achava estar longe demais para alcançar

Por
Postado em 17 de maio de 2026

Neil Peart virou referência para bateristas de rock por uma combinação difícil de copiar: técnica, disciplina, força física, precisão e um jeito muito particular de pensar a música dentro do Rush. Ele não era apenas o sujeito atrás da bateria. Depois que entrou na banda, em 1974, substituindo John Rutsey, também passou a escrever as letras, ajudando Geddy Lee e Alex Lifeson a levar o trio para um terreno mais ambicioso do que o hard rock inicial da estreia.

Rush - Mais Novidades

Foto: Andrew MacNaughtan
Foto: Andrew MacNaughtan
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Por isso mesmo, é curioso notar como Peart falava de seus próprios ídolos. Ele tinha consciência do trabalho que fazia, mas raramente soava como alguém satisfeito em ocupar um trono. Em entrevistas, textos e projetos paralelos, voltava com frequência aos bateristas que o formaram de algum modo, especialmente aqueles ligados ao jazz e às big bands. Era um universo diferente do rock progressivo do Rush, mas ajudava a explicar parte da cabeça dele.

Entre esses nomes, Buddy Rich ocupava um lugar quase impossível de alcançar. Peart lembrava de vê-lo na televisão, especialmente no Tonight Show, e não tratava aquilo como uma influência comum, dessas que o músico absorve e logo tenta reproduzir no quarto. Para ele, havia uma distância real entre admirar Rich e entender o que estava acontecendo ali.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A fala, resgatada pela Far Out, é bem reveladora: "Naqueles mesmos anos, eu via Buddy Rich tocar na televisão, no Tonight Show, mas apenas balançava a cabeça - ele parecia longe demais para ser alcançado. Como Gene disse sobre Buddy: 'Há todos os grandes bateristas do mundo - e então há Buddy'. Levaria muito tempo até que eu começasse sequer a entender o que estava vendo e ouvindo quando Buddy tocava, mas, eventualmente, eu saberia tão bem quanto qualquer um por que ele era tão reverenciado."

Buddy Rich não foi apenas mais um baterista admirado por Peart. Em entrevista sobre o projeto Burning for Buddy, álbum tributo lançado nos anos 90, o músico do Rush fez questão de dizer que não se tratava de uma velha fantasia de fã finalmente realizada. Segundo ele, sua relação com Rich vinha principalmente das aparições na TV. Ainda assim, a conclusão era seca: "Ele era simplesmente o maior baterista do mundo, e era isso."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Essa admiração também ajuda a entender por que Peart, já consagrado, continuou estudando. Nos anos 90, ele procurou Freddie Gruber, professor ligado ao mundo do jazz e mentor de vários bateristas importantes, para repensar sua técnica. Em um texto de 1997, Peart afirmou que, depois de 30 anos tocando, sentia certa inquietação e precisava de novos desafios para não ficar estagnado. Para um músico que já era tratado como mestre por muita gente, isso diz bastante.

Geddy Lee comentou anos depois que essa mudança obrigou o Rush a se adaptar ao novo jeito de Peart tocar. A banda queria, em alguns momentos, que ele simplesmente virasse as baquetas e "sentasse a mão" como antes, mas Peart estava decidido a seguir por outro caminho, com mais balanço e outra relação entre força e fluidez. Segundo Lee, aquilo o tornou ainda mais impressionante: mais feroz, mas também capaz de "swingar" de repente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

No caso de Neil Peart, a grandeza talvez esteja justamente nessa mistura meio ingrata para quem tenta resumir o sujeito: ele era técnico sem tratar técnica como troféu, estudioso sem virar peça de museu, e famoso o bastante para ser chamado de lenda enquanto ainda olhava para Buddy Rich como quem vê uma montanha do outro lado da estrada. Para muitos bateristas, Peart já era essa montanha. Para ele, ainda havia alguém lá em cima, tocando rápido demais para caber numa explicação simples.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp

publicidadeGustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS