Deep Purple: "por hora, nada de um novo álbum", diz Gillan
Por Felipe Augusto Rosa Miquelini
Fonte: BraveWords
Postado em 30 de março de 2009
O vocalista do DEEP PURPLE, Ian Gillan, está numa entrevista com Robert Gray, como parte de uma nova séria em Ultimate-Guitar.com, intitulada "Hit The Lights".
Ultimate-Guitar.com: Você disse que "One Eye To Morocco" tem suas raízes no final de dezembro de 2005. Você estava num café situado em Cracow, Polônia, e teve um encontro com seu amigo, Tommy Djiubinski. Como essa reunião inspirou o título do álbum?
Gillan: "Aquilo foi há aproximadamente quatro anos atrás, e foi onde eu ouvi a frase 'One eye to Morocco.' 'One eye to Morocco' era metade de uma frase completa, sendo a frase completa 'You have one eye to Morocco and the other to the Caucasus'. Na época, me parecia ser uma boa metáfora musical; o Cáucaso poderia ser equivalente ao Deep Purple, e 'Marrocos' o meu final de semana promíscuo por assim dizer. 'One Eye To Morocco', o álbum em si, foi gravado no último verão. A mãe do Roger estava muito doente, e faleceu de fato. Durante aquele intervalo, eu viajei para Buffalo, New York com as trinta e oito faixas que eu tinha gravadas. As faixas passaram por um processo de seleção, e foram enxutas. Em seguida, as músicas foram ensaiadas e gravadas num período curto de tempo".
Ultimate-Guitar.com: "One Eye to Morocco" é seu primeiro álbum solo com material original desde 1997. Como ele se compara aos discos que você lançou no decorrer dos anos?
Gillan: "Bom, cada álbum solo ficou musicalmente diferente. Eu gravei material de grupo como parte da banda GILLAN durante os anos 70 e 80, enquanto eu não estava na formação do PURPLE. Consequentemente, eu acho que trabalhar com uma banda de rock, ou músicos de rock, ou uma formação padrão, foi justamente natural ao nível de teclados, guitarras, bateria e baixo estarem no contexto. Em sequência, eu gravei algo totalmente diferente com o Roger Glover chamado 'Accidentaly on Purpose' (1988), que eu acho ter sido um dos melhores discos que eu gravei até hoje. A melhor jam que eu toquei foi testemunhada por apenas 40 pessoas, e o melhor disco que eu já gravei mal vendeu 5 mil cópias. Daí então, eu gravei um álbum chamado 'Dreamcatcher' (1997), que continha faixas boas realmente. No entanto, eu não tinha um contrato, nenhuma gravadora, e nem um produtor. Pessoas que sabem o que ocorreu fizeram comentários sobre as similaridades de 'Dreamcatcher' e 'One Eye To Morocco', com exceção da produção".
Ultimate-Guitar.com: Apesar de você poder falar sobre centenas deles, existe um ou outro show impressionante que você se lembra em particular?
Gillan: "(risos), Yeah. Na minha vida, o show mais importante para mim foi o meu primeiro show como parte do DEEP PURPLE, e isso ocorreu no London's Speakeasy Club em agosto de 1969. No máximo 40 pessoas estavam no público, ou talvez sessenta se você contar Keith Moon (baterista do THE WHO). Foi incrível no entanto. Eu olhei para o Roger e disse, 'Cara, isso é o que eu sonhei. Esse é o tipo de grupo no qual você pode batalhar por anos, anos, e mais anos para tentar entrar'".
Ultimate-Guitar.com: Você pode nos dar uma atualização em relação aos planos do DEEP PURPLE para os próximos meses?
Gillan: "Bem, nós temos shows agendados até janeiro de 2010... Eu passarei um ou dois dias em casa para cuidar das coisas. Faremos algumas noites em Bruxelas, Berlim e Dubai, e então iremos para o Japão, Rússia, e alguns concertos europeus. Nós temos shows agendados na África do Sul e América do Norte, como também uma turnê no Reino Unido em novembro. Então faremos a turnê na França no natal e em janeiro, e assim por diante".
Ultimate-Guitar.com: Há planos de gravar o décimo nono álbum de estúdio do DEEP PURPLE?
Gillan: "Não há planos, não. É como tudo acontece, eu acho. Nós não fazemos planos - simplesmente acontece".
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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