Replacements: 35 anos do lançamento do maravilhoso quarto disco
Resenha - Let It Be - Replacements
Por Daniel Abreu
Postado em 17 de outubro de 2019
Nota: 10 ![]()
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Passou batido, mas no dia 2 de outubro completou-se 35 anos do lançamento do maravilhoso, e meu preferido, quarto disco dos Replacements. Para quem não conhece o quarteto da cidade de Minneapolis, Minnesota, os caras surgiram entre o final dos anos setenta e o começo dos oitenta. Influenciados por bandas punks como os Ramones, eles tiveram uma carreira regada a exageros, confusões, bebidas, drogas, mulheres, enfim, o clichê do rock, que durou até 1990. Vindo de três trabalhos que tinham um som mais no pé do punk e do hardcore americano, Let It Be aponta para uma nova direção, na qual definiria o som deles pelos anos que se viriam.
Gravado em 1984 na própria Minneapolis, no Blackberry Way Studios, Paul Westerberg, vocalista, guitarrista e principal compositor dos Mats, deu um passo adiante nesse novo trabalho, deixando um pouco de lado o som que tinha definido a cara da banda desde a sua formação, mais pesado, rápido e sem consequências.
Essa nova direção já pode ser notada na faixa que abre Let It Be. "I Will Dare" é uma daquelas canções prontas para o rádio, comercial, pop, com uma levada até country rock em alguns momentos. Acabou se tornando uma das favoritas dos fãs que conseguiram aceitar que os Replacements não eram apenas uma banda punk. "Unsatisfied" é outra que segue nessa linha mais comercial, uma balada com B maior, violões e uma performance vocal de Paul recheada de emoção. Obviamente eu não posso deixar de citar a música que fecha o álbum, "Answering Machine". Gravada intencionalmente para sua namorada, Westerberg canta sobre como é lidar com um relacionamento a distância através da tecnologia. Com vocais angustiantes, talvez seja uma das minhas músicas preferidas dos caras.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Com um pouco mais de meia hora e 11 faixas, o disco também tem seus momentos mais acelerados, claro. Em "Favorite Thing" o baixo de Tommy Stinson é proeminente, com um ótimo solo do irmão Bob. Falando dele, esse seja talvez o começo do fim do Stinson mais velho no conjunto. Bem mais fã dos álbuns anteriores, Bob não queria que os Replacements seguissem uma linha mais acessível. Dessa forma, sua participação aqui é menor. Para se ter uma noção, quem toca a guitarra solo em "I Will Dare" é Peter Buck do R.E.M., tamanho era o desconforto dele com as novas composições de Paul. Apesar disso, ele encontra momentos para solar brilhantemente, como em "We're Comin' Out".
Quando foi lançado, muitos críticos declararam que Let It Be mostrava um amadurecimento do quarteto. Eles conseguiam ser bem mais do que uma banda de três acordes e músicas de menos de dois minutos. Mas essa não foi a opinião de todos, principalmente de alguns fãs. Steve Albini, importante produtor, vocalista e guitarrista da banda de punk Big Black, na época chegou a externar seu descontentamento com o quarto disco de Paul e companhia. Disse que antes ele adorava os caras, mas que agora ele odiava a banda. Certamente essa veia mais pop não agradou muito fãs "raízes", porém eu acredito que os Replacements fizeram uma obra prima, que mistura o lado mais Big Star deles, como também o lado mais Sex Pistols.
Agora que eu já falei para você o que eu acho do disco e as músicas que compõem ele, quero contar a curiosa história por de trás do título do álbum. Quem ainda não reparou, Let It Be também é o nome do último trabalho de inéditas lançado pelos Beatles em 1970 e de um dos grandes sucessos na voz de Sir Paul McCartney. Pensado em nomes para o próximo disco, os caras resolveram nomear ele com a música que tocasse em seguida no rádio. De repente todos começaram a escutar Macca dizer, "When I find myself in times of trouble, Mother Mary comes to me...", pronto, o nome estava decidido. Ainda nessa linha Beatlemania deles, o quarteto chegou a tirar fotos atravessando uma rua em Minneapolis para a capa do álbum, porém acabaram ficando com a foto no telhado.
Lado A
"I Will Dare"
"Favorite Thing"
"We're Comin' Out"
"Tommy Gets His Tonsils Out"
"Androgynous"
"Black Diamond"
Lado B
"Unsatisfied"
"Seen Your Video"
"Gary's Got a Boner"
"Sixteen Blue"
"Answering Machine"
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