AirTrain: Embarque também neste trem!
Resenha - AirTrain - AirTrain
Por Vitor Sobreira
Postado em 08 de novembro de 2018
A banda paulistana AirTrain lançou o seu debut, auto-intitulado, em 2015, com uma proposta musical nada nova, porém muito eficiente e agradável. Heavy Metal com Hard Rock… Poderia ser melhor?!
Com produção, mixagem e masterização feitas pelo experiente Tito Falaschi, as oito faixas de ‘AirTrain’ passam voando, em menos de 40 minutos de duração total, sendo todas elas muito boas. Logo já dá vontade de se ouvir novamente – um claro resultado de união de qualidade em todos os processos: gravação, banda e composições!
Caio Siriani (vocal), Julio Machia e Arthur Santos (guitarras), Guilherme Delmolin (baixo) e Ivan Rehder (bateria) deram conta do recado, com cada um se saindo bem em seu respectivo instrumento. Por vezes não é de se estranhar um breve "aroma" de Iron Maiden aqui e acolá, com as melodias memoráveis e climas atemporais que combinaram muito bem no AirTrain.
Como não poderia me esquecer de citar o lado visual do material: a arte de capa foi cortesia de Quinho Ravelli, enquanto que design e layout foram feitos por João Duarte. As fotos de Gabriel Valentim e Guilherme Delmolin mostram os músicos com um visual diferenciado, possivelmente com influências do chamado steampunk.
Destaques individuais? Acho que não, pois cada música traz algo de positivo à audição. A boa impressão já fica no ar com a abertura "Living For a Love", que é um Hard’n’Heavy bem bacana, para se colocar no carro enquanto vai para algum bar ou festa. "Back to War" já se foca um pouco mais no Heavy Metal (sinta o supracitado "aroma" de Iron Maiden) e logicamente mantém os ânimos aquecidos.
A audição ainda está apenas começando, e "German Night" chega com uma pegada discretamente cadenciada e uma boa interpretação nos vocais. "Road to the Sky" é uma balada – exatamente isso mesmo que você leu! -, mas uma balada muito bem feita e sincera, no entanto, um pouco longa demais. Mas fique tranqüilo você que está lendo estas linhas: nada que vá afetar ainda mais o seu coração despedaçado!
O instrumental memorável surge novamente no horizonte com "Shark Attack" – que, sinceramente, pelo título, pensei se tratar de uma composição mais Speed, mas está tudo certo, já que é uma faixa igualmente muito boa! Aqui é mais um caso onde os títulos podem enganar, e "Julianne" não é outra balada, entretanto fará a alegria dos amantes de um Hard Rock menos cafajeste. Entretanto, senti falta de alguns drives por parte do vocalista Caio Siriani, não só na dita faixa, mas em alguns outros momentos do álbum, além de uma pequena dose de agressividade nos instrumentos.
Um satisfatório fim se aproxima com dois lados opostos se atraindo: a empolgante "Rock the Bones" (com direito a coros de "oh oh ohhh" e uma bateria mais acelerada em seus segundos finais) e a – vamos dizer assim – relaxante "Into My Soul". Interessante audição… Confira você também!
Faixas:
01. Living For a Love
02. Back to War
03. German Night
04. Road to the Sky
05. Shark Attack
06. Julianne
07. Rock the Bones
08. Into My Soul.
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