AirTrain: resenha sobre novo álbum direto do Chile
Resenha - AirTrain - AirTrain
Por Caio Siriani
Fonte: Site Oficial AirTrain
Postado em 02 de abril de 2015
Fora de sua boa cena de metal, honestamente tenho que reconhecer que o hard rock brasileiro não é um estilo do qual pude escutar muito no passado. Fazendo um esforço, me lembro de uma banda chamada Tempestt, banda bem reconhecida no Brasil e muito competente com um tempero ‘oitentista’ que em 2005 chegou em minhas mãos com um interessante trabalho que deve estar guardado em algum lugar da minha coleção. Depois disso, quase nada… até agora que chega o álbum da Air Train, banda independente que se lança na aventura de conquistar o público com esta obra prima homônima e que mostra a todos uma produção de nível bem profissional.
Entretenimento, para dizer o mínimo, é o que estes brasileiros nos podem oferecer neste trabalho, com composições nas quais o clima de festa e os ritmos contagiantes predominam. Com guitarras pronunciadas, com algumas passadas em coisas clichê ao estilo de som de bandas como Strypper, Motley Crue, também pitadas de heavy metal americano de bandas como Dokken e Twisted Tower Dire e mais algumas lembranças de Maiden. Apesar de sua sólida base hard, não se limitam a isso, pois souberam incorporar um toque de heavy metal que geralmente faz bem àqueles grupos que decidem explorar do que o ideário das velhas glórias daquela época.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Um bom vocalista, apesar de não ser tão acrobático, é Caio Siriani, que vem ladeado de uma formação muito boa. Dois guitarristas criativos como são Julio Machia e Arthur Santos (solos simples e com muito feeling, como se aprecia), mais o baixista Guilherme Delmolin e o baterista Ivan Rehder.
"Living for a love" é um excelente tema que facilmente poderia ter sido um ‘hit’ da década de 1980. Pesada e com ‘licks’ que grudam, aí há um toque de Accept. "Back to war" é mais pesada, mas sempre mantendo o rumo ‘heavy’ e melódico no qual estes brasileiros caminham muito bem. "Road to the Sky" é uma bela balada que traz uma introdução de cordas e que consegue ser comovente, o que se espera de uma música deste tipo.
A segunda metade do álbum contém outros temas que se ouve com o punho cerra ao alto. Um destes tema, "Shark Attack" com uma lufada mais germânica (como Accept ou os mais recentes Alpha Tiger), com um Siriani se valendo de recursos vocais que deixa claro que consegue se sair bem nas notas mais altas e exigentes. O toque americano a lá Dokken é ressaltado em "Julianne", composição mais ‘glamorosa’ e com intepretação excelente por parte de Siriani.
Situação que se mantém com o clássico "Rock the bones", que para mim destila algo do tradicional Rainbow (ainda que com coros mais influenciados pela cena germânica). Boa variedade e bom gosto é o que esta banda de São Paulo conseguiu imprimir em seu álbum de estreia. Com uma cena tão grande como sua geografia, era de se esperar que em algum momento este país sul americano seria capaz também de exportar material de qualidade, uma vez que não só de Angra e Sepultura se vive na terra do samba.
Nota: 8,5/10
Texto original disponível em:
http://mundorockheavy.blogspot.com.br/2015/03/air-train-air-train.html?m=1
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