Sunroad: otimistas sob trilha de um Hard n' Heavy técnico e coeso
Resenha - Wing Seven - Sunroad
Por Bruno Rocha
Postado em 12 de julho de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mensagens otimistas e de esperança são, e sempre serão, bem-vindas no Metal, para acalentar e trazer ao menos alguma fagulha de confiança para o mundo e para as nossas vidas. Desde o ano de 1996 que a banda goiana SUNROAD vem fazendo a sua parte a fim de passar estas mensagens de afago, contra este mundo perverso e cruel em que habitamos.
Sempre capitaneado pelo baterista e letrista Fred Mika, a banda SUNROAD chega ao seu sétimo álbum de estúdio, intitulado "Wing Seven", numa clara referência a marca que a banda atingiu. Gravado no Musik Studio e no Drive Studio, em Goiânia, "Wing Seven" marca a estreia do vocalista e compositor André Adonis, dono de uma abordagem vocal bastante próxima a de nomes como o de Sebastian Bach, mas, sendo um vocalista que carrega a poeira da estrada, sabe trabalhar sua identidade em prol de sua voz e de suas linhas vocais. Completam a formação que gravou "Wing Seven" o guitarrista Netto Mello e o baixista de longa data Akasio Angels.
O álbum se apresenta bastante coeso e uniforme ao longo de suas treze faixas que totalizam quase uma hora de puro Hard n’ Heavy, pesado em alguns momentos, calmo em vários deles. Nota-se também influências do Metal Progressivo e alguma veia setentista, entregue por algumas timbragens de teclado ao longo da audição. A faixa mais agressiva, "Destiny Shadows", ficou logo no começo do álbum para dar aquela arrombada de porta no começo; destaque para as linhas vocais de Adonis e para a performance precisa de Fred Mika na bateria. A faixa seguinte, "White Eclipse", traz uma dose de Power Metal que é típico de bandas como EDGUY.
Pronto. A partir de então, a veia Hard Rock toma conta do álbum predominantemente até o seu fim. As faixas "In The Sand", "Misspent Youth" (onde o baixo se destaca pelo ótimo groove) e "Craft Of Whirlwinds" trazem a veia Metal oitentista em seus ritmos cadenciados e marciais. Em contraponto, as músicas "Whatever", "Drifting Ships" e "Brighty Breakdown" são mais animadas e festivas, lembrando bastante o Hard de WHITESNAKE e VAN HALEN.
Outros destaques vão para a instrumental "Day By Day (Delaying)", que mostra toda a técnica e perícia dos músicos e apresenta um duelo entre guitarra e teclado bonito de se ouvir, e a música "Pilot Of Your Heart", uma belíssima composição que lembra bastante "Dream On", do Aerosmith. Como é de se esperar em um álbum de Hard Rock, as baladas estão aqui representadas pelas músicas "Skies Eyes" e "Last Sunray In The Road".
A qualidade sonora de "Wing Seven" é pesada e cristalina e orgânica, com todos os instrumentos aparecendo com a devida evidência que merecem. Parabéns a Fred Mika e Netto Mello, que também foram os responsáveis pela produção e mixagem do disco. Netto Mello, diga-se de passagem, se mostrou aqui um baita de um guitarrista, técnico quando necessário, sentimental quando esta faceta exigia seu espaço. Akasio Angels é um baixista de mão pesada, não deixa buracos e cumpriu aqui um papel de verdadeiro pilar para a condução das músicas. Já falei de André Adonis, mas vale destacar também as linhas de teclado que ele executa em algumas músicas, sempre em posições certeiras, sem contar que ele assina ou coassina a composição da maioria das 13 faixas.
Somente senti falta de composições tão agressivas quanto as duas primeiras ao longo do disco. Esse detalhe causa um certo balanço no álbum, visto de um âmbito geral. A primeira parte mais Heavy Metal, a segunda parte mais Hard Rock pela presença das baladas e das músicas mais alegres. Mas tal observação não tira o selo de coesão do álbum; não temos diferenças gritantes entre as faixas. Outrossim, com mais de 20 anos de carreira, a banda SUNROAD tem os macetes e os traquejos necessários para se compor um disco empolgante, técnico e acima da média. Não é à toa que o SUNROAD já conseguiu feitos até mesmo internacionais graças a sua música otimista e competente.
A arte de capa é belíssima e rica, assim como o significado das cores dourado e prata, que aparecem unidas na arte, assinada por Rogério Paulo Menezes. Tão valiosas quanto as cores da capa são as mensagens difundidas pelo SUNROAD. Não pode haver combo melhor: letras que exalam confiança acompanhadas de música pesada, melódica e competente. Um disco altamente recomendado para quem deseja um alto-astral em seu dia, assim como um raio de Sol que ilumina um quarto escuro e traz vida àquele lugar. E também para quem deseja esquecer, ao menos por um momento, as mazelas e desgraças que inundam nosso mundo.
Wing Seven – Sunroad (Musik Records, 2017)
Tracklist:
01. Destiny Shadows
02. White Eclipse
03. In The Sand
04. Misspent Youth
05. Tempo (What Is Ever)
06. Whatever
07. Skies Eyes
08. Day By Day (Delaying)
09. Craft Of Whirlwinds
10. Drifting Ships
11. Brighty Breakdown
12. Pilot Of Your Heart
13. Last Sunray In The Road
Line-up:
Andre Adonis – vocais, teclados, violão
Netto Mello – guitarras, violão
Akasio Angels – contrabaixo
Fred Mika – bateria, percussão
Outras resenhas de Wing Seven - Sunroad
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"
O desafio que Cazuza fez Paulo Ricardo cumprir para provar que não tinha medo de sua AIDS
As atitudes do metaleiro que impedem estilo de crescer, segundo influencer Raphael Casotto
O guitarrista que foi chamado para os Stones por Mick Jagger mas rejeitado por Keith Richards


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



