Os 11 melhores letristas do black metal de todos os tempos, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de março de 2026
A jornalista Jillian Drachman publicou na Loudwire sua lista dos 11 melhores letristas do black metal, reunindo nomes que, segundo ela, elevaram o gênero a um patamar literário raro dentro da música extrema. Logo na abertura, a autora define o espírito da seleção: "Se o black metal é guerra, então devemos honrar aqueles cujas palavras são as maiores armas."
Sobre Malach Adonai, do Dødsengel, Drachman escreve que ele é "um estudioso, dono de um intelecto monstruosamente imponente". Para ela, seus textos "não são facilmente compreendidos, mas são infinitamente recompensadores", fluindo como "vinho doce e melodioso". A autora o descreve como um "visionário, puro e simples".
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Ao falar de Dani Filth, do Cradle of Filth, a jornalista o chama de "cerebral" e destaca que ele "extrai de múltiplas influências literárias", como Lord Byron e John Milton. Segundo Drachman, sua linguagem rica e evocativa "constrói universos fascinantes", marcados por eras passadas, horror, erotismo e atmosfera gótica.
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Sobre Jan Even Åsli, do Vemod, ela afirma que o músico "canaliza toda a sua erudição para destilar, sonora e linguisticamente, a majestade da natureza norueguesa". O resultado, segundo a autora, é "sublime e humilhante", no sentido de lembrar ao ouvinte sua pequenez diante do todo.
Já Maniac, ex-Mayhem, tem suas letras descritas como reflexo de um "gênio insano". Drachman ressalta o perfil intelectual do vocalista, citando suas leituras de Nietzsche, Jung e outros pensadores, o que se reflete em composições afiadas e conceituais.
Sobre Vicotnik, do Dødheimsgard, a autora dispara: ele é "o Proust do black metal". Suas letras, escreve, "expandem sua consciência e, às vezes, até sua compaixão", sendo fruto de uma busca pessoal por verdade e honestidade intelectual.
Hilde "Hildr" Nymoen, associada ao Tulus e ao Khold, é tratada como peça fundamental da identidade lírica dessas bandas. Drachman destaca seu "estilo norueguês antigo, elevado e hipnotizante", usado para evocar folclore, mitologia, história e morte.
O saudoso Dead, também ex-Mayhem, é descrito como o frontman definitivo do black metal. Segundo a jornalista, ele "imbuiu o gênero com uma marca especial de misticismo mórbido que não existia antes", ajudando a moldar a essência do estilo.
Fenriz e Nocturno Culto, do Darkthrone, aparecem como uma dupla cujos textos podem ser "caprichosos, coloridos, de outro mundo e imaginativos", mesmo dentro de uma sonoridade crua e sombria.
Completam a lista Ash, do Nargaroth; Ivar Bjørnson e Grutle Kjellson, do Enslaved; e Demonaz, do Immortal. Sobre Demonaz, Drachman ressalta que a criação do reino fictício "Blashyrkh" garantiu seu lugar definitivo na história do gênero, descrevendo sua obra como "profana e majestosa".
Ao final, a Loudwire resume o impacto desses artistas em uma frase direta: "Os feitos líricos criados por esses músicos cortam com a máxima precisão." Uma síntese que reforça o peso das palavras dentro de um estilo muitas vezes lembrado apenas pela sonoridade extrema.
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