Sunroad: qualidade mantida em sexto álbum

Resenha - Wing Seven - Sunroad

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Por Vitor Sobreira
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A banda goianiense Sunroad já possui um nome consolidado na cena do Metal e do Rock brasileiro, pois verdade seja dita: contabilizando um pouquinho mais de vinte anos de história e com seis full length (mais um EP e uma compilação) na bagagem, o reconhecimento não poderia ser menor. Tendo estreado oficialmente em 1999 com o álbum ‘Heat From the Road’, não tardou para que ‘Arena of Aliens’ fosse lançado em 2003, bem como ‘Flying n’ Floating’ (2006), ‘Long Gone’ (2009), ‘Carved in Time’ (2013) e finalmente o que venho modestamente a vos escrever ‘Wing Seven’ – que saiu em março de 2017.

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Com uma bonita arte de capa feita por Rogerio Paulo Menezes, o álbum apresenta treze composições cheias de pegada e feeling que quase esbarram na marca de uma hora de duração total. Com diversos momentos interessantes, peso e melodias bem distribuídas entre si, a banda se foca dedicadamente no Hard Rock e no Heavy Metal. Como novidade na formação, foi registrada a entrada do vocalista Andre Adonis, substituindo Harion Vex.

Uma atitude louvável foi a escolha de faixas energéticas e mais impactantes para a abertura do trabalho, como é o caso de "Destiny Shadows" e "White Eclipse", que mostram o poder de fogo do som com suas doses extras de Metal. A veia Hard pulsa em "In the Sand" e seus riffs maliciosos, enquanto que "Misspent Youth" já apresenta uma abordagem discretamente cadenciada, mas ainda pesada. Para acalmar os ânimos, a diferenciada introdução "Tempo (What is Ever)" – possivelmente com influências de Música Clássica -, mas a calma dura menos de 1 minuto, pois em seguida vem "Whatever" (que curiosamente apresenta um interlúdio de violão em seu meio, dando a entender que pode ter alguma ligação com a anterior – ou é apenas uma impressão mesmo) onde inclusive o vocalista chega a remeter um pouco ao eterno ex-Skid Row Sebastian Bach.

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Até aqui, percebe-se que além do cuidado com as composições, tanto a produção – assinada por Fred Mika & Netto Mello – quando o próprio desenvolvimento dos músicos, merecem atenção e destaque. O que falar das guitarras de Netto, que proporcionam um excelente trabalho nas seis (e também nas 7) cordas, que vão de riffs ganchudos até solos virtuosos, ou mesmo da bateria firme e consistente de Fred, independente se em seções mais rápidas ou mais contidas. Akasio Angels também sabe bem como prover de ótimas linhas de baixo as composições e o já citado vocalista Andre, dispensa comentários com timbres cheios de drives, força e igualmente limpos.

Retornando às músicas, é claro que não poderia faltar uma balada, e "Skies Eyes" não decepciona com suas belas melodias e arranjos – incluindo novamente a presença do violão em alguns instantes. Também seria bacana uma faixa instrumental, certo? Então fique bem servido com a super empolgante "Day By Day (Delaying)". Em certos casos, um track list discretamente mais extenso pode gerar alguma preocupação sobre a total qualidade das composições, mas as melodiosamente Hard’n’Heavy "Craft of Whirlwinds" e "Drifting Ships" provam que aqui, essa preocupação não tem espaço!

Após embarcamos nesta jornada e apreciarmos seu início e meio, agora chegamos ao último ato com as não menos ótimas "Brighty Breakdown" e as tocantes baladas "Pilot fo Your Heart" e "Last Sunray in the Road" – ambas com linhas de piano – encerrando o álbum de uma forma mais tranquila e por que não, reflexiva.

É música pesada e de qualidade feita em nossa terra! Vai encarar?

Faixas:

01. Destiny Shadows
02. White Eclipse
03. In the Sand
04. Misspent Youth
05. Tempo (What Is Ever)
06. Whatever
07. Skies Eyes
08. Day by Day
09. Craft of Whirlwinds
10. Drifting Ships
11. Brighty Breakdown
12. Pilot of Your Heart
13. Last Sunray in the Road.


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Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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