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Cedell Davis: Uma vida vivida plenamente até o último segundo

Resenha - Even The Devil Gets The Blues - Cedell Davis

Por André Espínola
Em 12/12/16

O novo álbum do bluesman CeDell Davis, Even The Devil Gets The Blues, cria conexões de diversas formas. Primeiramente (Fora Temer), o disco liga dois pontos extremos dos Estados Unidos, o sul, pela tradição do Delta Blues do Mississippi, e o noroeste, especificamente a cidade de Seattle, que foi onde o disco se originou e contou ainda com a participação de artistas bastante conhecidos da cidade. Seattle, a cidade que se tornou uma das mais conhecidas do mundo no início da década de 1990 com a explosão do grunge, nunca foi muito relacionada com a cena blues (exceto por ser a cidade natal de Jimi Hendrix), mas sua relação com o blues – e com o Mississppi – também é bem antiga, datando do início da década de 20, segundo o produtor e o baterista do disco, Barrett Martin, que também era o baterista da banda de rock alternativo Screaming Trees.

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É aí que o novo disco de CeDell Davis faz também o serviço de ponte entre diferentes gerações e estilos musicais. Para quem não o conhece, Davis está no auge dos seus 90 anos. Isso mesmo, nascido em 1926, Davis aprendeu a tocar guitarra cedo e logo estava transitando pela cena musical no Delta do Mississippi, relacionando-se com várias lendas do blues, inclusive gravando com Robert Nighthawk na década de 40 e 50. CeDell Davis ficou conhecido por um estilo bem peculiar de tocar guitarra, que ficou sendo chamado de "butter knife slide", ou seja, traduzido literalmente como "slide com faca de manteiga". Na maior parte de sua vida David trabalhou nas sombras e fez seu nome informalmente na cena local. Apenas durante a década de 90 é que CeDell Davis conseguiu gravar alguns ótimos álbuns (Cedell Davis e Feel Like Doin’ Something Wrong, ambos de 1994), seguidos por um retorno triunfante com dois outros lançamentos de grande qualidade, como When Lightnin’ Struck the Pine, de 2002, e – depois de sofrer um infarto em 2005, Last Man Standing, de 2015. É nesse contexto que surge Even The Devil Gets The Blues, que soa como um resumo definitivo de sua longa carreira, na qual Davis toca e canta antigos clássicos, além de curtas histórias de sua vida e carreira, sendo acompanhado por um grupo de músicos convidados. Diferente do que normalmente acontece em álbuns de blues, em que os convidados especiais são músicos com algum renome no gênero, Davis teve escolhas curiosas e heterodoxas para Even The Devil Gets The Blues, ligando gerações diferentes e dialogando com outros gêneros musicais. Além de Barrett Marting, ex-Screaming Trees e que já estava com Davis desde o seu ressurgimento em 2002, temos o guitarrista de Pearl Jam, Mike McCready, a vocalista Annie Janzter e Scott McCaughey, da banda R.E.M. As participações especiais são alternadas com músicas em que Davis canta sozinho, mostrando ainda o vigor de seus 90 anos. Essas alternâncias geram uma dinâmica bem interessante do álbum.

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A faixa de abertura "Play With Your Poodle" carrega várias referências sexuais na letra. "The Silverstone" conta a história da primeira guitarra comprada por Davis, que custou $2,50. "Love Blues" é uma das melhores do disco, com um dueto incrível de Davis, com sua voz que carrega todas as cicatrizes de 90 anos de vida, e da jovem cantora Annie Janzter, com sua voz limpa e bastante sensual, tudo isso conduzido por ótimos solos de Mike McCready. Muito bom. "Crap House Bea" é mais uma história contada por Davis, sobre a mulher que supostamente envenenou Robert Johnson e que assistiu a um show de Davis em Helena, Arkansas. "She’s Got The Devil In Her" é uma das mais conhecidas músicas de Cedell Davis, que já foi gravada por Buddy Guy. Ayron Jones, natural de Seattle, chega para acompanhar Davis em mais um dueto. O álbum conta também com várias clássicas do blues, como "Kansas City", com um solo de saxofone de tirar o fôlego, "Can’t Be Satisfied", "Dust My Broom", "Catfish Blues", também o Aryon Jones, e "Rollin’ and Tumblin’", com Annie Janzter e Mike McCready. Dentre as originais de Cedel Davis, outras que merecem destaque são a belíssima e sensual "Got To Be Movin’ On", em que também estão presentes Janzter e McCready, e a divertidíssima "Grandma Grandpa", em um dueto com Scott McCaughey, do R.E.M.

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Em "Ain’t Planing On Dyin’" Davis conta como viver uma vida plena. Aos 90 anos, Davis não planeja morrer e talvez por isso ainda esteja por aí viajando e fazendo shows mundo afora. Para alguém que está na luta há quase um século, que sobreviveu à febre amarela na infância, cresceu no Sul da segregação racial do Jim Crow, viu o surgimento do rock, a luta pelos direitos civis, e ainda resistiu a um infarto aos 79 anos, Even The Devil Gets The Blues parece de fato ser um registro de uma vida preciosa, intensa, dura, divertida e sofrida, vivida plenamente até o último segundo.

Tracklist:
01 – Play With Your Poodle
02 – The Silvertone
03 – Love Blues (Feat. Annie Jantzer & Mike McCready)
04 – Crap House Bea
05 – She’s Got The Devil In Her (Feat. Ayron Jones)
06 – Can’t Be Satisfied
07 – Kansas City
08 – Got To Be Movin’ On (Feat. Annie Jantzer & Mike McCready)
09 – People Of The Mountain
10 – Dust My Broom
11 – Cold Chills
12 – Catfish Blues (Feat. Ayron Jones)
13 – Grandma Grandpa (Feat. Scott Mccaughey)
14 – Ain’t Plannin’ On Dyin’
15 – Rollin’ And Tumblin’ (Feat. Annie Janzter & Mike McCready)

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Sobre André Espínola

André Espínola, recifense, estudante de História e apaixonado por música, quer levar um pouco de sua paixão para os outros, resenhando sobre novos lançamentos e pagando tributo aos clássicos e às nossas raízes musicais, sobretudo o Blues, Rock e Jazz, cuja missão básica é dizer aos quatro cantos: "a boa música nunca morrerá!". Possui o blog Filho do Blues, onde escreve e edita textos sobre as novidades musicais do mundo do rock, indie e blues.

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