Sepultura: "Mediator" é o melhor disco desde "Roots"
Resenha - Mediator Between Head and Hands Must be the Heart - Sepultura
Por Fred Duba
Postado em 24 de outubro de 2013
E eis que o Sepultura lança o disco mais brutal de sua carreira. "The Mediator Between Head and Hands Must be the Heart" é o melhor trabalho do grupo desde Roots, de 1996. Isso não é uma resenha, é minha opinião:
Trauma of War: A música começa com uma intro que junta todas as linhas de bateria do álbum numa faixa só - nada a impressionar, mas também não ofende. Grunhidos de guitarra se transformam numa senhora rifferama, martelada por viradas cabulosas do garoto Eloy, pra logo em seguida descambar numa verdadeira pancadaria thrash metal digna das mais cabeludas rodas de mosh. Com certeza, a abertura mais violenta de toda a discografia do Sepultura. Não há o que destacar em particular aqui, é metal porrada na cara, nem solo tem. Andreas soltando riffs rapidíssimos, Eloy esmurrando o kit com a técnica impar - praticamente um gorila letrado - e o Derrick muito bem encaixado, literalmente se esgoelando ao final do som. Refrão pesadíssimo, e a famosa "parte legal" do meio de descolar a face da cara, culpa da bateria numa quebradeira de tempo que só disléxico compreende. Eloy, vai tomar no c*. 10

The Vatican: Intro cabulosa da porra, sinistrassa, aquele clima de "o capiroto chegou", massa demais. Curto essas coisas de medo/terror, haha. Na sequência, um riff marcadão e bem agressivo, daqueles que parecem pular pra fora das caixas, dá lugar a outro com muito groove, e junto com a bateria, vão construindo a expectativa de que a porrada vai comer solta ao final do compasso. E come! O Sepultura desce moendo mais uma paulada thrash maravilhosa que há tempos não se ouvia dos próprios. Que riff do caral..! Não bastasse essa moeção toda, na ponte e no refrão, os caras me soltam um death metal malvadão que eu até fiz careta de monstro e fiquei rosnando junto, manja? Pqp! Rola até uns vocais meio black metal por parte do Fumaça. E o Eloy tem que ir lá dar meia hora, filho da p*** do caral**. 10

Impending Doom: É a própria desgraça eminente mesmo, essa música é de um peso descomunal. Mais arrastadona, dá uma puxada no freio de mão da avalanche que foi o disco até agora. A parte do meio é bem interessante, pois as cordas ficam numa freqüência bastante distinta e você consegue escutar pra valer o baixo, que faz uma parceria muito bacana com a bateria. Simples e de bom gosto. 8
Manipulation of Tragedy: E o pau no c* do Eloy continua com seu plano "Ninguém nunca mais na vida vai tirar as músicas do Sepultura!" Hahaha! Essa é minha preferida. Começa com um riff cativante do Andreas, e uma levada legal pra cacete de bateria – com direito a uma parte só com a cozinha, baixo roncadão. Lindo. A estrofe me remete a alguma coisa do Symbolic, obra-prima do Death. Bom gosto, a gente se vê por aqui. E no refrão a casa cai, o pau tora, é o Tazmania quando fica brabo. Dois bumbos moendo e viradas de cair o c* da bunda. Brutal. Mas é do miolo pro final que a banda brilha. Um groove pesadão de balançar qualquer cabeça e fraseados deliciosos do Andreas são tomados de assalto por bongôs e atabaques taquicardíacos, alternando com solos maravilhosos do alemão, pra depois descambar pra porradeira final com direito a blast beats e a sensação do mundo ruindo. CARAAAAALLLLHHH!!! 11
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Tsunami: É a que menos gosto do Mediator, a minha música "botão FF". Bons riffs, bateria correta – se é que o Eloy consegue ficar quieto... Sempre rola umas viradas no contra e uns bumbos prrrrrrrr -, mas no geral, pouco inspirada. O ponto fraco é o vocal cachorro velho e histérico do Derrick que resolveu dar as caras, finalmente. O alto, a parte inicial do solo que lembrou muito o final de Crystal Mountain, do Death. Ó os caras aí de novo... Acho que o Andreas andou escutando bastante o Chuck, tanto que até cover deles tem no disco! 6
The Bliss of Ignorants: Essa é fácil. Se você gosta do Roots, vai gostar dessa música. É o único som do disco que eu consigo remeter diretamente a alguma coisa do passado do Sepultura. Ela poderia estar tranquilamente no último álbum da era Max Cavalera, seja pelos riffs graves e pesadíssimos, seja pela percussão onipresente. O refrão é de uma pressão absurda, e o negão urra de um jeito que dá gosto, cheio, grave, monstro, RRRUUUÓOOOOHH! Hahaha. Fueda. E se você, baterista, já viu o Eloy solando, sabe muito bem que aquela baderna que rola no começo da música é ele sozinho, não tem outro layer de percussão, não. Pois é. Vai lá tirar, vai. 9

Grief: E olha só, pessoal, o Sepultura fez uma música bonita. Sepultura, metaleiro, maloqueiro, cabeludo, tem uma canção que atende pelo nome "Células de Embrião Morto", tem um negão de 2 metros de altura na banda cujo apelido é Predador, tem a porra dum cavalo na bateria. Os caras se intitulavam de possessed, skullcrusher. Hahaha! Então, eles fizeram uma música bonita, bonita mesmo, triste, melancólica. Música f*da pra caralh*! No refrão, a parada toma um ar meio doom, meio black. Derrick desesperado, um misto de terror e depressão sem fim. Surpreendente. Música linda, cara, sério mesmo. =(~ 10
The Age of the Atheist: Essa talvez seja a música mais experimental do Sepultura em todos os tempos. Aos poucos eu vou me acostumando com ela, mas ainda não sei o que achar, não digeri por completo... talvez nem vá. É muita informação, muito detalhe, muita camada, os riffs param, começam outros, a bateria é uma zona. Tem uns lances HC, uns riffs new metal. Que zona! Por que diabos foram soltar ela como single? O refrão tem bastante energia, e a parte do solo é muito legal, também. O resto é uma salada que eu não faço a menor idéia de como eles juntaram tudo e fizeram uma música completa. 6

Obsessed: Finalizando a porção autoral da bolacha, Obsessed volta com a thrashera moedora de ossos para a realização final dos apreciadores do bom e velho som porrada. Riffs ultra-velozes e batera ocupadíssima, bumbo pra tudo que é lado. A participação do mestre Dave Lombrado, supremo absoluto da bateria cachorro-louco, contribui com não mais de 10 segundos de virada de caixa no meio da música solamiente. Poderia ter sido muito melhor aproveitado. E fica por aí, nada de mais, nada de novo, o mesmo de sempre. Sepultura requentado pra finalizar o disco. 7
Nota final: 8,5

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