Alice In Chains: Nos brindando com mais um ótimo disco
Resenha - Devil Put Dinosaurs Here - Alice In Chains
Por Érico Ferry
Postado em 29 de maio de 2013
Nota: 9 ![]()
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O "Alice In Chains" é uma banda que vem inovando e renovando-se nos últimos anos após anunciarem o seu retorno e lançarem o bem sucedido Black Gives Way To Blue (2009). Com a entrada do vocalista/guitarrista William Duvall em 2005, a banda, composta por Jerry Cantrell (vocal/guitarras), Sean Kinney (Bateria) e Mike Inez (Baixo), o quarteto de Seattle ganhou uma nova identidade e provou que pode seguir adiante sem o carismático vocalista original Layne Staley (morto em 2002 por uma overdose acidental) explorando novos caminhos e sonoridades, e é nisso que The Devil Put Dinosaurs Here (que vazou na internet nessa quinta feira 23/05/2013) se destaca mais, ao explorar novos horizontes o AIC lança mais um álbum de altíssima qualidade, que mescla uma boa pitada de Stoner Rock com uma gota de Doom (perceptível nas faixas mais sombrias e arrastadas) e Heavy Metal, e que enquanto eu escrevo esta resenha , ainda está remoendo em minha cabeça com suas melodias marcantes e vocais pegajosos. A seguir, uma descrição faixa a faixa das impressões deixadas pelo álbum:
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01. Hollow - A faixa de abertura, que havia sido lançada previamente como o primeiro single do disco acompanhada de um clipe de altíssima qualidade, abre o novo trabalho da banda como um soco nos tímpanos. Com sua agressividade arrastada e melodia em um looping psicótico, a música já deixa bem clara a qualidade de TDPDH, com aquele clima mórbido e angustiado que permeia toda a carreira do AIC, e o refrão desta vai demorar um pouco para parar de entoar na mente de alguns.
02. Pretty Done - A segunda música segue a linha arrastada, pesada e suja de Hollow, com guitarras bastante distorcidas naquela clássica afinação em Drop C# da guitarra de Jerry Cantrell, com um refrão de clima doentio e cantado em uníssono por Cantrell e Duvall (como quase no disco inteiro, e por favor, senhoras e senhores, isso nunca cansa!).

03. Stone - A terceira faixa, também já liberada anteriormente, entra com uma linha de baixo pesadíssima do Sr. Mike Inez e se desenrola com aquele riff magnífico que já conhecíamos, talvez os vocais e o refrão mais pegajosos de todo o álbum com direito à um cortada brusca no andamento da música, e eis então que o som explode com um ataque furioso na bateria de Sean Kinney e nas cordas envenenadas das guitarras duplas que fazem um ótimo trabalho aqui.
04. Voices - A primeira música calma do disco (é quase impossível aplicar o termo balada a uma música do AIC), nos oferece agradáveis violões e versos, com um refrão bonito e inspirado, seguindo um pouco a linha de Your Decision do trabalho anterior da banda, porém com uma pegada mais obscura e, na minha opinião, chega a ser melhor do que esta, e uma das melhores do play.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | 05. The Devil Put Dinosaurs Here - A faixa título, é uma ótima mid tempo e possui um clima bastante diferenciado das demais, nos remetendo um pouco a Love Hate Love do debut da banda (Facelift, 1990), com uma certa influência de música oriental em suas guitarras e coros vocais. É uma faixa que se destaca pelo clima atmosférico que transmite, com um ótimo refrão e letra.
06. Lab Monkey - Aqui o disco perde um pouco de força, não que essa seja uma faixa ruim, longe disso, mas a música poderia ter sido um pouco mais trabalhada. No entanto Cantrell nos brinda com um ótimo solo de guitarra.
07. Low Ceiling - Aqui o disco retoma fôlego, e temos uma semiacústica, com ótimas linhas vocais de Jerry (que canta melhor a cada novo release da banda, e que está mais para o posto de vocalista principal nos últimos trabalhos do grupo do que Duvall, que se diga de passagem possui uma ótima potência e timbre vocal).

08. Breath On A Window - Uma boa música, com um bom refrão e ótimas guitarras, porém somente isso, nenhuma grande surpresa. Como já disse antes, a banda poderia ter se dedicado melhor nessa faixa.
09. Scalpel - A outra acústica do disco, com um andamento delicioso de se ouvir, bastante calma e até um pouco felizinha, com uma pegada meio country em alguns momentos, e um bom refrão mais uma vez.
10. Phantom Limb - Aqui o disco ganha agressividade e peso novamente, com um ótimo trabalho de guitarras, um pré-solo dilacerante e vozes como um clima bastante sombrio, uma das melhores do disco. A faixa já havia vazado na internet, e agora pode ser desfrutada com a sua qualidade original, excelente por sinal.

11. Hung On A Hook - Aqui entra novamente um clima sombrio regado à um dos melhores trabalhos vocais do disco, e um excelente desempenho de William Duvall, que eu queria muito que tivesse tido uma participação vocal maior no disco, quanta potência desperdiçada...
12. Choke - Violões soturnos e um solo inicial bastante emotivo abrem a última faixa do álbum, com um lindo refrão, e um clima tristonho que mexe com os sentimentos do ouvinte daquele jeito que o Alice In Chains sabe fazer muito bem fechando assim o mais novo trabalho de Cantrell & Cia com um ótimo clima.
Por fim, The Devil Put Dinosaurs Here é um ótimo álbum, mas que não supera Black Gives Way to Blue, pois em certos momentos parece que o que estamos escutando é que uma música é continuação da outra e aparenta ser mais do mesmo. Outra ressalva que gostaria de fazer fica pelo fato do vocal de William Duvall ter sido pouquíssimo explorado no disco, é desconfortável saber que mesmo tendo um cantor com uma bela e potente voz a banda deixou este elemento de lado, que poderia ter salvado os momentos mais fracos do disco. É fato que TDPDH não irá agradar a todos, ainda existe uma massa de fãs saudosistas que colocaram Layne Staley em um pedestal e de lá não o tiram mais ficando difícil assim absorver o atual som do grupo, mas o disco que temos em mão é um conjunto de músicas de altíssima qualidade, sem contar que você ainda vai ser pegar cantarolando uma delas.

Track List:
01. Hollow
02. Pretty Done
03. Stone
04. Voices
05. The Devil Put Dinosaurs Here
06. Lab Monkey
07. Low Ceiling
08. Breath On A Window
09. Scalpel
10. Phantom Limb
11. Hung On A Hook
12. Choke
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