Alice in Chains: mais um grande e pesado trabalho

Resenha - Devil Put Dinosaurs Here - Alice in Chains

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Por André Breder Rodrigues
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Em 2009 com o lançamento do álbum "Black Gives Way to Blue", o Alice in Chains mostrou que poderia sim sobreviver sem a presença do seu carismático e excelente vocalista Layne Staley. E com o novo álbum "The Devil Put Dinosaurs Here" a banda consegue reafirmar isso, com mais um grande e pesado trabalho.
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Todas as características da banda continuam intactas, onde o peso e a melodia se chocam e formam uma sonoridade perfeita. As linhas vocais em duetos, uma marca registrada da banda, continuam levando o ouvinte a uma viagem sonora com sabor de melancolia.

Os singles "Hollow" e "Stone" (que ganharam vídeos antes do lançamento do álbum) já davam uma ideia do que iria se encontrar neste novo trabalho, mas o restante da obra consegue ser ainda mais agradável, como não poderia deixar de ser.

"The Devil Put Dinosaurs Here" é um trabalho cujas músicas poderiam muito bem fazer parte de álbuns tidos hoje como clássicos da banda, como o excepcional "Dirt" ou o álbum auto-intitulado do grupo, sem o menor problema. Enquanto muitas bandas mudam demais o seu som no decorrer dos anos, onde umas ficam mais "pop" ou outras apenas ganham novas características; o Alice in Chains mostra que não faz parte deste grupo, e que se mantém fiel a sua sonoridade que a fez uma das bandas mais bem sucedidas na década de 1990. Algo bastante positivo na minha opinião.

Faixas bem pesadas e densas como "Phantom Limb" e "Hollow" fazem um contraste bacana com canções acústicas ou com levadas mais lentas como "Scalpel" e "Choke". A melancolia que a banda sempre carregou em suas músicas continua viva, mesmo sem a voz insubstituível de Layne Staley para dar ainda mais "dramaticidade" para as composições.

"The Devil Put Dinosaurs Here" mostra que o Alice in Chains continua vivo, queira os fãs mais radicais ou não. Um disco que não é recomendado para pessoas que sofram de depressão ou sensíveis demais, pois aqui a tristeza de algumas das canções é quase palpável. Numa era onde existem por aí tantas bandas medíocres ou que eram excelentes mas se tornaram uma verdadeira piada, é muito bom comprovar que o velho e bom Alice in Chains continua relevante e fazendo boa música.

Faixas:

01. Hollow(5:43)
02. Pretty Done(4:35)
03. Stone(4:23)
04. Voices(5:42)
05. The Devil Put Dinosaurs Here(6:38)
06. Lab Monkey(5:59)
07. Low Ceiling(5:15)
08. Breath on a Window(5:18)
09. Scalpel(5:21)
10. Phantom Limb(7:07)
11. Hung on a Hook(5:34)
12. Choke(5:44)

Tempo Total: 1:05:09

Formação:

Jerry Cantrell – vocais, guitarras
William DuVall – vocais, guitarras
Sean Kinney – bateria, percursão
Mike Inez – baixo, vocais de apoio

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Sobre André Breder Rodrigues

André Breder começou a ouvir rock na adolescência e desde aquela época se mostrou bem eclético: ouvia Nirvana, Aerosmith, Metallica e Iron Maiden, tudo numa boa. Não gosta de rótulos, e sim de boa música, mesmo que tenha que assumir que possui no Heavy Metal tradicional seu gênero preferido.

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