As melhores músicas da história do Soundgarden, segundo Jerry Cantrell do Alice in Chains
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de dezembro de 2025
O peso do Soundgarden sempre foi tão particular que até músicos experientes têm dificuldade em descrevê-lo - e Jerry Cantrell é um deles. O guitarrista e vocalista do Alice in Chains, admirador declarado dos colegas de Seattle, voltou a exaltar o legado da banda em entrevista ao canal do Rock & Roll Hall of Fame no YouTube (via Loudwire). Como destacou o jornalista Jordan Blum, Cantrell começou rindo da própria missão: "Odeio ter que reduzir a três músicas que definam o Soundgarden, porque acho que o Soundgarden é meio indefinível".
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Cantrell admitiu que listas não são seu forte, principalmente quando envolvem um grupo que, segundo ele, "nunca escreveu uma música ruim". "Se fosse uma banda de um hit ou dois, seria mais fácil. Mas o Soundgarden escreveu tantas músicas fodas… Os discos que eles fizeram - o quê, seis discos? - todos são brilhantes", citou Blum ao reproduzir a fala do músico. Para Cantrell, escolher uma faixa acima das outras "é complicado porque tudo é muito bom, tudo é muito sólido".
Jerry Cantrell e Soundgarden
Ainda assim, uma música mexe com ele de forma especial: "The Day I Tried to Live", do clássico Superunknown (1994). Cantrell confessou: "Só de mencionar essa música, os pelos da minha nuca arrepiaram". A canção, carregada de intensidade emocional, representa bem o tipo de composição que, segundo ele, o prende "nos nervos mais sensíveis".
Durante a conversa, Cantrell relembrou uma série de faixas marcantes - das primeiras, como "Hunted Down" e "Flower", às mais emblemáticas, como "Limo Wreck", "Burden in My Hand", "Rusty Cage", "Superunknown", "Gun" e, claro, "Black Hole Sun". Para ele, cada uma é prova da genialidade coletiva do grupo: "Não acho que eles tenham feito algo ruim. Não acho que tenham lançado um disco ruim, nem escrito uma música ruim. Em termos de letra, é tudo poesia. Coisa de altíssima qualidade".
Na parte final da entrevista, Cantrell falou sobre a cena do noroeste americano e seu vínculo com os conterrâneos de Tacoma e Seattle. Ele reforçou o espírito comunitário que ainda existe entre os músicos da região: "Se alguém está tocando - tipo, se o Pearl Jam está tocando - eu vou. Se estamos tocando, alguém aparece para nos ver". Como observou Blum, Cantrell também destacou como a música mantém vivos aqueles que se foram, numa referência evidente a Chris Cornell: "Mesmo que você não esteja mais aqui, vive através da sua música. A música é você".
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