Ghost: Por trás da tratralidade, música muito interessante

Resenha - Opus Eponymous - Ghost

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Por Ben Ami Scopinho
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Independente de todo o inteligente marketing que rondou os primeiros meses após o lançamento do disco "Opus Eponymous", em 2010, o fato é que toda a aura de satanismo e mistério auto-imposto pelo Ghost deu muito certo. Muitas atenções se voltaram para a banda sueca e, melhor, pode-se comprovar que por trás da teatralidade das vestes inspiradas nos mantos da igreja medieval, capuzes e máscaras, sua música era muito, mas muito interessante.

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A movimentação que este disco gerou fez com que seu lançamento atingisse muitos países, e inclusive a Hellion Records tomou a iniciativa de liberá-lo no mercado brasileiro. Musicalmente, "Opus Eponymous" resgata todo aquele clima setentista soturno e pesado, mas meio lisérgico, além de letras com um satanismo tão descartável que fatalmente adquire contornos humorísticos. Mas, como dito, o Ghost tem tudo planejado e esses temas satânicos aí, aliado ao carregado visual empregado em suas apresentações, faz com que o pacote tenha impacto e funcione muito bem.

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Ou seja, tudo é construído de forma a segurar (ou hipnotizar?) a atenção do ouvinte. O grupo transparece uma incrível naturalidade ao resgatar, readaptar e potencializar tantos elementos clássicos no universo do Hard Rock e Heavy Metal que é praticamente impossível não se sentir cativado pelo repertório, que possui pelo menos duas canções que são unanimidade entre a crítica e público: "Ritual" e "Elisabeth".

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Quem acompanha os lançamentos dos últimos anos já deve ter percebido que muitas bandas iniciantes estão vasculhando e estudando o passado para compor as canções neste novo século. Isso resultou em grandes discos mundo afora, mas "Opus Eponymous" conseguiu se sobressair e transformar o Ghost em um gratificante fenômeno, indispensável aos devotos de Black Sabbath, Mercyful Fate, Pentagram e Blue Öyster Cult. Se este é você, confira!

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Contato:
http://www.ghost-official.com
http://www.myspace.com/thebandghost

Formação:
Papa Emeritus - voz
Nameless Ghouls - guitarras, baixo, teclados e bateria

Ghost – Opus Eponymous
(2010 / Rise Above Records – 2012 / Hellion Records – nacional)

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01. Deus Culpa
02. Con Clavi Con Dio
03. Ritual
04. Elizabeth
05. Stand By Him
06. Satan Prayer
07. Death Knell
08. Prime Mover
09. Genesis


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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