Ghost: Odes ao cramulhão repletas de climas sinistros

Resenha - Opus Eponymous - Ghost

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Por Junior Frascá
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Nota: 9

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Finalmente é lançado no mercado nacional, via Hellion Records, o disco de estréia dos suécos do GHOST, banda que é uma das novas sensações do meio metálico. E o trabalho dos caras é realmente impressionante, trazendo uma aura oitentista em pleno novo milênio, o que tem atraído milhares de fãs da música pesada.

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Além disso, a banda tem um visual bem teatral, fazendo apresentações bem interessantes e, aliados ao mistério acerca de seus integrantes, tornam a banda ainda mais especial (o que também atrai mais a atenção, convenhamos). Porém, de nada adiantaria tudo isso se a música apresentada não fosse boa, não é mesmo? Mas felizmente a qualidade musical é o que prepondera no trabalho desses suecos que, sem buscarem grandes inovações, apresentam um álbum realmente surpreendente.

Liricamente falando, a banda traz neste material nove odes ao cramulhão, com canções repletas de climas sinistros, pesados e obscuros, que contrastam surpreendentemente com os vocais suaves e sem exageros de Papa Emeritus, disparado o grande destaque do material, junto com os teclados que são os grandes responsáveis pelos climas tenebrosos mencionados. O trabalho de guitarras também é notável, com riffs e solos que remetem o ouvinte à fase clássica do metal, com influências que vão de Black Sabbath e Candlemass à Mercyful Fate e Iron Maiden, e a cozinha, apesar de simples, também é eficiente, e não compromete. Ademais, os músicos instrumentistas da banda são denominados apenas como “Nameless Ghouls”, sem qualquer outra informação, e se vestem como monges com mascaras pretas para impedir suas identificações.

O disco é todo excelente, sendo que cada faixa muito cativantes, em especial “Con Clavi Con Dio”, com um excelente trabalho de cordas e vozes; “Ritual”, com um refrão matador, sendo a melhor do trabalho, e já podendo ser considerada um clássico do estilo; e “Elizabeth”, que “homenageia” a condessa Elizabeth Bathory.

A qualidade de gravação também merece menção, pois deixou tudo sujo na medida certa, contribuindo para a sonoridade macabra da banda, sendo que o álbum foi gravado nos estúdios Manfire e White Light, mixado e masterizado por Jaime Gomes Arellano e produzido por Gene Walker.

Assim, o GHOST é uma banda que caminha a passos largos para se firmar entre as maiores revelações do metal nos últimos tempos, e já em seu debut conseguiu um resultado excelente, que deverá agradar a grande maioria dos fãs da música pesada. E agora, com o disco sendo lançado no mercado nacional, não há mais desculpa para não adquirir o seu, pois vale cada centavo investido. Obrigatório.

Opus Eponymous - Ghost
(2010 – Hellion Records - Nacional)

1. Deus Culpa
2. Con Clavi Con Dio
3. Ritual
4. Elizabeth
5. Stand by Him
6. Satan Prayer
7. Death Knell
8. Prime Mover
9. Genesis

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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