Amaranthe: Álbum de estreia que aponta futuro promissor
Resenha - Amaranthe - Amaranthe
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 09 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
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A comunidade do heavy metal é estranha e, muitas vezes, hilária. Rebanhos formados por marmanjos com idade mental que varia entre 6 e 12 anos, que não enxergam, na maioria das vezes, nada além do próprio umbigo, julgando como ruim qualquer coisa que não caia em seu gosto pessoal. Gosto esse, diga-se de passagem, fincado de maneira profunda no que há de mais conservador no estilo. Tudo isso faz com que qualquer grupo um pouco mais inovador ou ousado seja, instantaneamente, rotulado como ruim. Uma estupidez sem tamanho, afinal é justamente a evolução e a expressão de novas ideias que faz não só a música, mas o próprio mundo andar para frente.
Porque eu falei tudo isso? Porque essa mentalidade está sendo aplicada ao grupo sueco Amaranthe, nova sensação do heavy metal europeu e que desembarca agora no Brasil através da Hellion Records. Bem vestidos, bem apessoados e muito bem produzidos, os caras lançaram em 2011 o seu disco de estreia, um trabalho inovador e sem um mínino de receio às reações radicais da ala mais tradicional do metal.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Instrumentalmente, o Amaranthe tem elementos de death metal melódico, com as partes mais pesadas bastante influenciadas por nomes como Soilwork, In Flames e Deadlock. No outro extremo, temos passagens mais limpas que aproximam o som dos caras do pop. E, para fechar o bolo, os coros lembram o que de melhor o Avantasia produziu.
As composições têm velocidade, melodia, quebras interessantes, passagens extremas que remetem ao death metal, tudo embalado com um apelo pop que torna o disco cativante.
O maior destaque é a performance vocal dos três vocalistas. Elize Ryd (que participou da turnê brasileira do Kamelot, em 2011), Jake Lundberg e Andy Solveström fizeram um trabalho primoroso, que dá um brilho todo especial ao álbum. As vozes masculinas se alternam entre vocais limpos (a cargo de Jake) e guturais (por conta de Andy), enquanto Elize fica com os trechos mais pops. Vale mencionar que o baterista Morten Sorensen toca também na excelente banda dinamarquesa Mercenary.
Esse primeiro disco do Amaranthe é um álbum de estreia muito bom, que aponta para um futuro promissor. A turma mais conservadora do heavy metal vai detestar, mas, sinceramente, quem se importa com a opinião de jurássicos que pensam que o estilo se resume a Black Sabbath, Iron Maiden e Manowar? Ouça, vale a pena!
Faixas:
Leave Everything Behind
Hunger
1.000.000 Lightyears
Automatic
My Transition
Amaranthine
It's All About Me (Rain)
Call Out My Name
Enter the Maze
Director's Cut
Act of Desperation
Serendipity
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