Amaranthe: Álbum de estreia que aponta futuro promissor

Resenha - Amaranthe - Amaranthe

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ricardo Seelig, Fonte: Collectors Room
Enviar Correções  

publicidade

8


A comunidade do heavy metal é estranha e, muitas vezes, hilária. Rebanhos formados por marmanjos com idade mental que varia entre 6 e 12 anos, que não enxergam, na maioria das vezes, nada além do próprio umbigo, julgando como ruim qualquer coisa que não caia em seu gosto pessoal. Gosto esse, diga-se de passagem, fincado de maneira profunda no que há de mais conservador no estilo. Tudo isso faz com que qualquer grupo um pouco mais inovador ou ousado seja, instantaneamente, rotulado como ruim. Uma estupidez sem tamanho, afinal é justamente a evolução e a expressão de novas ideias que faz não só a música, mas o próprio mundo andar para frente.

Amaranthe: vocalista e guitarrista cantam "I Will Survive" durante live (vídeo)Capas de disco: como seriam se fossem gifs animados

Porque eu falei tudo isso? Porque essa mentalidade está sendo aplicada ao grupo sueco Amaranthe, nova sensação do heavy metal europeu e que desembarca agora no Brasil através da Hellion Records. Bem vestidos, bem apessoados e muito bem produzidos, os caras lançaram em 2011 o seu disco de estreia, um trabalho inovador e sem um mínino de receio às reações radicais da ala mais tradicional do metal.

Instrumentalmente, o Amaranthe tem elementos de death metal melódico, com as partes mais pesadas bastante influenciadas por nomes como Soilwork, In Flames e Deadlock. No outro extremo, temos passagens mais limpas que aproximam o som dos caras do pop. E, para fechar o bolo, os coros lembram o que de melhor o Avantasia produziu.

As composições têm velocidade, melodia, quebras interessantes, passagens extremas que remetem ao death metal, tudo embalado com um apelo pop que torna o disco cativante.

O maior destaque é a performance vocal dos três vocalistas. Elize Ryd (que participou da turnê brasileira do Kamelot, em 2011), Jake Lundberg e Andy Solveström fizeram um trabalho primoroso, que dá um brilho todo especial ao álbum. As vozes masculinas se alternam entre vocais limpos (a cargo de Jake) e guturais (por conta de Andy), enquanto Elize fica com os trechos mais pops. Vale mencionar que o baterista Morten Sorensen toca também na excelente banda dinamarquesa Mercenary.

Esse primeiro disco do Amaranthe é um álbum de estreia muito bom, que aponta para um futuro promissor. A turma mais conservadora do heavy metal vai detestar, mas, sinceramente, quem se importa com a opinião de jurássicos que pensam que o estilo se resume a Black Sabbath, Iron Maiden e Manowar? Ouça, vale a pena!

Faixas:
Leave Everything Behind
Hunger
1.000.000 Lightyears
Automatic
My Transition
Amaranthine
It's All About Me (Rain)
Call Out My Name
Enter the Maze
Director's Cut
Act of Desperation
Serendipity


Outras resenhas de Amaranthe - Amaranthe

Resenha - Amaranthe - AmarantheResenha - Amaranthe - AmarantheResenha - Amaranthe - AmarantheResenha - Amaranthe - Amaranthe



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Amaranthe: vocalista e guitarrista cantam "I Will Survive" durante live (vídeo)

Originalidade: 10 Bandas ou Projetos InusitadosOriginalidade
10 Bandas ou Projetos Inusitados


Capas de disco: como seriam se fossem gifs animadosCapas de disco
Como seriam se fossem gifs animados

Iron Maiden: Video mostra erros da banda ao vivoIron Maiden
Video mostra "erros" da banda ao vivo


Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig no Whiplash.Net.

adWhipDin adWhipDin adWhipDin