Amaranthe: Álbum de estreia que aponta futuro promissor
Resenha - Amaranthe - Amaranthe
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 09 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A comunidade do heavy metal é estranha e, muitas vezes, hilária. Rebanhos formados por marmanjos com idade mental que varia entre 6 e 12 anos, que não enxergam, na maioria das vezes, nada além do próprio umbigo, julgando como ruim qualquer coisa que não caia em seu gosto pessoal. Gosto esse, diga-se de passagem, fincado de maneira profunda no que há de mais conservador no estilo. Tudo isso faz com que qualquer grupo um pouco mais inovador ou ousado seja, instantaneamente, rotulado como ruim. Uma estupidez sem tamanho, afinal é justamente a evolução e a expressão de novas ideias que faz não só a música, mas o próprio mundo andar para frente.
Porque eu falei tudo isso? Porque essa mentalidade está sendo aplicada ao grupo sueco Amaranthe, nova sensação do heavy metal europeu e que desembarca agora no Brasil através da Hellion Records. Bem vestidos, bem apessoados e muito bem produzidos, os caras lançaram em 2011 o seu disco de estreia, um trabalho inovador e sem um mínino de receio às reações radicais da ala mais tradicional do metal.
Instrumentalmente, o Amaranthe tem elementos de death metal melódico, com as partes mais pesadas bastante influenciadas por nomes como Soilwork, In Flames e Deadlock. No outro extremo, temos passagens mais limpas que aproximam o som dos caras do pop. E, para fechar o bolo, os coros lembram o que de melhor o Avantasia produziu.
As composições têm velocidade, melodia, quebras interessantes, passagens extremas que remetem ao death metal, tudo embalado com um apelo pop que torna o disco cativante.
O maior destaque é a performance vocal dos três vocalistas. Elize Ryd (que participou da turnê brasileira do Kamelot, em 2011), Jake Lundberg e Andy Solveström fizeram um trabalho primoroso, que dá um brilho todo especial ao álbum. As vozes masculinas se alternam entre vocais limpos (a cargo de Jake) e guturais (por conta de Andy), enquanto Elize fica com os trechos mais pops. Vale mencionar que o baterista Morten Sorensen toca também na excelente banda dinamarquesa Mercenary.
Esse primeiro disco do Amaranthe é um álbum de estreia muito bom, que aponta para um futuro promissor. A turma mais conservadora do heavy metal vai detestar, mas, sinceramente, quem se importa com a opinião de jurássicos que pensam que o estilo se resume a Black Sabbath, Iron Maiden e Manowar? Ouça, vale a pena!
Faixas:
Leave Everything Behind
Hunger
1.000.000 Lightyears
Automatic
My Transition
Amaranthine
It's All About Me (Rain)
Call Out My Name
Enter the Maze
Director's Cut
Act of Desperation
Serendipity
Outras resenhas de Amaranthe - Amaranthe
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



11 bandas que nunca fizeram um disco tão bom quanto o primeiro
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
Fabio Lione reage extremamente irritado após Circo Voador admitir erro sobre show
O clássico do rock que explodiu no verão de 1972 e volta todo ano na mesma época
O melhor álbum e a melhor faixa do heavy metal de 1980, segundo a Noise Creep
5 hits de 2001 que ainda serão ouvidos 100 anos depois, segundo a Far Out
O álbum do Judas Priest que não fez sucesso no lançamento, mas virou um clássico
Richie Sambora faz show com seu substituto no Bon Jovi, Phil X
5 clássicos do rock que chegam ao ápice já na introdução, segundo a Far Out Magazine
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Lucas Inutilismo
O clássico do Black Sabbath em que Ronnie James Dio atingiu a nota mais alta de sua carreira
Canhão do palco cai do lado e assusta Brian Johnson durante show do AC/DC em Las Vegas
Steve Harris defende "No Prayer for the Dying", oitavo álbum do Iron Maiden
Slipknot já falava em se separar antes do segundo disco, revela produtor
O guitarrista que Jimmy Page chamou de gênio antes da fama: "Facilmente o melhor"
Richard Wright e seu álbum preferido do Pink Floyd; "Eu escuto esse álbum por prazer"
Motorhead: os 22 álbuns da banda, do pior para o melhor
As regras do Punk Rock



Elize Ryd, vocalista do Amaranthe, gostava de trabalhar lavando pratos em restaurante
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



