Amaranthe: boas expectativas mais que alcançadas

Resenha - Amaranthe - Amaranthe

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Júlio André Gutheil
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Começou-se a ouvir o nome Amaranthe pelos corredores do universo heavy metal em meados de 2009. Na época, Olof Morck (Dragonland) resolveu criar uma banda paralela ao seu trabalho principal, e para tanto recrutou vários músicos suecos e começou a trabalhar em composições para tal projeto. Em pouco tempo o Amaranthe divulgou em seu myspace a demo “Leave Everything Behind”, que conta com cinco músicas que também constam (em versões diferentes e melhoradas) neste álbum de estreia auto-intitulado.
5000 acessosClassic Rock: revista elege 100 melhores músicas de rock5000 acessosGuns e Sabbath: semelhança entre Zero the Hero e Paradise City

Após isso foi continuado o processo de produção e gravação do disco. A banda ganhou um pouco mais de notoriedade quando a vocalista Elize Ryd foi convidada a fazer os backing vocals na curta turnê europeia do Kamelot no ano passado, que precedeu o lançamento de “Poetry for the Poisoned”. A amplitude da internet ajudou na divulgação da banda, que teve sua demo ouvida por pessoas de mundo todo, gerando bons comentários e deixando uma grande expectativa por seu debut.

Eu, pessoalmente, afirmo: essas expectativas foram mais que alcançadas.

Por ser uma banda tendo uma mulher a frente, muitos podem logo supor se tratar de mais uma banda pseudo-gótica clichê e de som batido. Mas não é nada seque parecido com isso. O que ouvimos nas 12 canções que compõe o Track List de “Amaranthe” é um metal absolutamente moderno, de veia pop latente, pitadas de death melódico muito bem colocadas, algo de power metal e uma energia vibrante e contagiante.

Outro diferencial muitíssimo interessante é que na verdade são três vocalistas. Elize, Jake E. Berg (ex-Dream Evil) fazendo clean vocals e Andy Solveström fazendo harsh vocals. A mistura foi muito bem balanceada, sem expôr algum mais que os outros. A química entre os timbres ficou simplesmente perfeita. Aliás, todos os elementos ficaram interessantemente bem entrelaçados.

As faixas são curtas e dinâmicas, mas isso não significa que sejam todas iguais, meros enlatados feitos em escala industrial; muito pelo contrário até. Cada uma das faixas tem sua alma, sua força, sua vibração. Todas são grandes canções, e nehuma se soprepõe muito mais que as outras, por isso seria uma tarefa muito ingrata apontar destaques maiores, por seria desmerecer as demais em suas peculiares qualidades.

Mas de qualquer forma podemos dizer que as faixas que já eram conhecidas da demos, 'Leave Everything Behind','Hunger' (com seu vídeo clipe cinematográfico), 'Enter the Maze' 'Act of Desperation' e 'Directors Cut' ficaram muito superiores a sua versão original, sendo mais elaboradas e melhor mixadas. Ou seja, melhorou ainda mais uma impressão que já era boa. Pensando bastante, podemos apontar com destaques também as faixas 'Automatic', super agitada e vibrante, 'Amaranthine', uma power balada de respeito e 'Call Out My Name' com uma pegada levemente eletrônica, que a deixa ainda mais interessante.

O trabalho de produção e mixagem é impecável, de som cristalino, com cada instrumento podendo ser identificado perfeitamente. Um esforço de primeira grandeza, muito esmerado, que redundou num material de alto nível para os fãs angariados ao longos dos meses e para os novos fãs que chegraão em breve tamanha qualidade desta banda jovem e cheia de vigor.

Com certeza muita gente purista dentro do cenário metálico vai torcer e muito o nariz para esta proposta do Amaranthe, dizendo que não passa de lixo comercial e isso e aquilo. Mas por favor, isso seria uma injustiça tremenda. O heavy metal vive um momento de cluastrofóbica saturação, onde mais e mais bandas genéricas e sem personalidade surgem como formigas de baixo de pedras a cada hora, e por isso, coisas corajosas e inovadoras como o Amaranthe merecem se não o apoio, no mínimo o respeito dos apreciadores de metal.

Minha aposta para revelação de 2011. E o disco vai ser lançado no Brasil via Hellion Records, fica a dica!

O Amaranthe é:
Elize Ryd – Vocais feminos
Jake E Berg - Clean Vocals
Andy Solveström - Harsh Vocals
Olof Mörck – Guitarras e teclados
Johan Andreassen - Baixo
Morten Løwe Sørensen – Bateria

Track List:
1. Leave Everything Behind (03:16)
2. Hunger (03:11)
3. 1.000.000 Lightyears (03:14)
4. Automatic (03:24)
5. My Transition (03:47)
6. Amaranthine (03:28)
7. Rain (03:42)
8. Call Out My Name (03:15)
9. Enter The Maze (04:03)
10. Director's Cut (04:47)
11. Act Of Desperation (03:02)
12. Serendipity (03:25)

My Space: http://www.myspace.com/amaranthemetal

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Amaranthe - Amaranthe

1593 acessosAmaranthe: Mesclando características de importantes bandas1435 acessosAmaranthe: Ascensão meteórica no mundo da música pesada936 acessosAmaranthe: Álbum de estreia que aponta futuro promissor2250 acessosAmaranthe: Saindo da mesmice e marasmo do Heavy Metal

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Amaranthe"

OriginalidadeOriginalidade
10 Bandas ou Projetos Inusitados

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Amaranthe"

Classic RockClassic Rock
Revista elege 100 melhores músicas de rock

Guns e SabbathGuns e Sabbath
Semelhanças entre faixas clássicas das bandas

Total GuitarTotal Guitar
Os melhores e piores covers da história

5000 acessosAerosmith: Tyler acha que Kiss é banda de história em quadrinhos5000 acessosRoqueiros conservadores: a direita do rock na revista Veja5000 acessosReligião: Top 10 citações sobre Deus e o Diabo5000 acessosEdguy: "nunca disse que odeio os EUA", diz Tobias Sammet5000 acessosWhitesnake: se eu gozasse sorvete minha vida seria perfeita5000 acessosPaul Di'Anno: Bruce Dickinson é um grande homem e vocalista

Sobre Júlio André Gutheil

Nascido em Feliz, interior do Rio Grande do Sul, de origem alemã e com 20 anos de idade. Grande fã de Blind Guardian, Paradise Lost e Opeth, além de outras várias bandas de diversos estilos distintos. Pretende cursar jornalismo e também se dedicar o máximo possível à crônica do mundo Heavy Metal. Escreve no blog www.metalmeltdowndiscos.blogspot.com. Twitter: @jagutheil.

Mais matérias de Júlio André Gutheil no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online