Amaranthe: Saindo da mesmice e marasmo do Heavy Metal

Resenha - Amaranthe - Amaranthe

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Por Renato Trevisan, Fonte: ocaralhoa4.blogspot.com
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Se as críticas que eu recebi não tivessem surtido efeito, hoje, esse post estaria inundado por palavras de baixo escalão, visto a qualidade suprema desse primeiro full-length do Amaranthe. A banda sueca/dinamarquesa foi formada por integrantes de renomadas bandas europeias que, juntos, montaram uma super-banda que realmente faz jus ao adjetivo "super". Em 2009, o grupo lançou um EP que deixou meio mundo de queixo caído, visto a qualidade e a nova forma de fazer Metal que a banda explorou. De lá pra cá, o grupo lançou mais duas demos até que, finalmente, nesse mês, liberaram o seu primeiro full-length.

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O disco auto intitulado foi lançado oficialmente dia 13 de abril, pela Spinefarm Records. Aqui, a banda apresenta uma mescla incrível de mais poderoso Power Metal e do mais agressivo Death Metal Melódico. Aliado a isso, o grupo conseguiu colocar influências eletrônicas, do Metalcore e de pop music nas canções, logo, criaram uma atmosfera futurística, apocalíptica e envolvente que permanece perene em torno de todo o álbum. Indo nessa onda futurística, o instrumental é de outro planeta. Sempre muito moderno, pesado e agressivo (logo, esses serão os adjetivos mais citados durante a resenha), mas, ao mesmo tempo, que consegue ser melódico. Bases de guitarra muito pesadas e agressivas aliadas a uma cozinha de dar inveja em muita banda de Brutal, tamanha sua agressividade e peso. Já os teclados parecem ser uma das principais características do som do grupo, sempre dando um clima bem moderno e sendo os responsáveis pelas atmosferas.

Os vocalistas merecem um parágrafo a parte, já que não são 1 ou 2, mas sim 3! Você não leu errado, são 3 vocalistas mesmo. E o mais incrível de tudo: são totalmente distintos entre si. Logo, é incrível a quantidade de variações vocais que ouvimos durante a audição. Temos Elize Ryd dando conta dos vocais femininos, Jake E Berg com vocais limpos e Andy Solveström com guturais. Mas não se enganem... Eles não tocam nada, os 3 são vocalistas MESMO. As vezes alternando, às vezes cantando os três ao mesmo tempo, às vezes apenas dois e assim vai. Enfim, a matemática se faz necessária para podermos ter uma ideia do tamanho do leque de opções e tamanha maleabilidade que todos os 3 vocalistas dão às linhas vocais das canções.

Até o momento, esse se mostrou um dos melhores álbuns do ano. Digno de todas as honras possíveis a um disco. Um som que consegue misturar algo bonito, pesado, veloz e moderno. Que sai da mesmice e do marasmo em que boa parte do Heavy Metal se encontrava. Que mostra que ainda existem vertentes e caminhos a serem explorados dentro da música pesada (tanto, que foi um sacrifício conseguir classificar o som do grupo) e que revela uma das bandas mais promissoras do mundo. Sem mais, a nota pra tamanha grandiosidade não podia ser outra a não ser 10!

Olof Morck (NIGHTRAGE, DRAGONLAND) - Guitar, Keyboards;
Elize Ryd - Female Vocals;
Jake E (ex-DREAM EVIL, DREAMLAND) - Clean Vocals;
Andy Solvestrom (WITHIN Y, EVILDOER, CIPHER SYSTEM) - Screams;
Morten Lowe Sorensen (THE ARCANE ORDER, SUBMISSION) - Drums;
Johan Andreassen (ex-ENGEL) - Bass.

1. Leave Everything Behind - 03:16
2. Hunger - 03:11
3. 1.000.000 Lightyears - 03:14
4. Automatic - 03:24
5. My Transition - 03:47
6. Amaranthine -03:28
7. Rain - 03:42
8. Call Out My Name - 03:15
9. Enter The Maze - 04:03
10. Director's Cut - 04:47
11. Act Of Desperation - 03:02
12. Serendipity - 03:25


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