Dream Theater: Novo álbum não agrada de imediato
Resenha - A Dramatic Turn of Events - Dream Theater
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 02 de outubro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Sempre que um conjunto musical troca um de seus membros, cria-se uma certa especulação em torno do futuro deste grupo - especialmente quando o membro é um dos fundadores. MIKE PORTNOY, baterista que criou o DREAM THEATER com o baixista JOHN MYUNG e o guitarrista JOHN PETRUCCI, deixou seus colegas em 2010, sendo substituído no ano seguinte pelo talentoso MIKE MANGINI. O processo de seleção do novo músico foi um verdadeiro espetáculo registrado como documentário em formato de reality show. O novo álbum já era algo esperado, posto que o motivo da saída de PORTNOY foi justamente o fato de ele querer uma pausa, e o resto da banda querer continuar trabalhando. Trocado o baterista, o grupo se enfurnou no Cove City Sound Studios, nos EUA, e produziu seu décimo primeiro álbum de estúdio.
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O resultado foi uma produção típica do DREAM THEATER. Nada de baixo nível, é claro, mas facilmente ofuscável por outros álbuns mais interessantes, como Images and Words, Metropolis, Pt. 2: Scenes from a Memory, Octavarium, entre outros. A recepção deste álbum provavelmente será diversa: uns dirão que MANGINI substitui PORTNOY sem problemas, outros dirão que o DREAM THEATER mudou pra pior. Um "racha" entre fãs previsível e semelhante ao ocorrido com o STRATOVARIUS pós-TIMO TOLKKI ou o NIGHTWISH pós-TARJA TURUNEN. Mas a verdade é que o som da bateria é essencialmente o mesmo. O próprio grupo já havia demonstrado em seu documentário desinteresse por bateristas que tentassem adicionar o seu toque pessoal. Eles queriam alguém que tocasse as músicas do jeito que PORTNOY tocava. E assim fez MIKE MANGINI.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A faixa de abertura e primeiro single do álbum é On the Backs of Angels, primeira canção com o novo baterista a ser divulgada. Não empolga muito, mas ainda assim convida o ouvinte a experimentar mais do álbum. É interessante notar que os primeiros versos cantados pelo vocalista James LaBrie lembram o estilo de ANDREW MCDERMOTT, do THRESHOLD, mais precisamente no disco Dead Reckoning. A segunda, Build Me Up, Break Me Down, tem uma introdução interessante e uns toques eletrônicos, que mostram alguns elementos novos no som da banda. As duas primeira faixas, convém observar, são acompanhadas de uma orquestração que acompanha os solos e os arranjos sofisticados de JORDAN RUDESS. Mas o tecladista ainda tem muito espaço para mostrar por que é considerado um dos melhores do mundo em "Lost Not Forgotten", terceira do disco e uma das que passam dos 10 minutos.
"This is the Life" é uma das baladas do álbum: lenta e poderosa. Tem um belo solo de JOHN PETRUCCI. A posição da faixa talvez não tenha sido por mero acaso: ela precede a mais agressiva do disco, Bridges in the Sky, que traz o peso de Black Clouds & Silver Linings, álbum anterior do grupo. A faixa seguinte, Outcry, vem com o mesmo peso e traz um pouco mais de técnica. A curta Far from Heaven foi escrita por JAMES LABRIE, que é acompanhado apenas por piano e cordas - um respiro após mais de uma hora de muito peso que precede a faixa mais longa do disco, Breaking All Illusions. Fechando o álbum, a curta e leve Beneath the Surface, sem bateria: só cordas, voz, teclados e violão. Uma boa escolha para terminar este disco.
Como bem disse o crítico musical Rich Wilson, A Dramatic Turn of Events não agrada de imediato e "são necessárias várias escutadas para compreender totalmente o que a banda conseguiu aqui". De fato, o álbum não impressiona muito, para quem já ouviu Black Clouds & Silver Linings e outros álbuns citados acima, mas é preciso coragem para apontar um trabalho ruim de um grupo do naipe do DREAM THEATER, e este com certeza não o é. Pelo contrário, é uma obra bem produzida, equilibrada e de altíssima qualidade. Só não causou o impacto que alguns esperavam, para o bem ou para o mal.
Abaixo, o single On the Backs of Angels.
Tracklist:
On the Backs of Angels - 8:43
Build Me Up, Break Me Down - 6:59
Lost Not Forgotten - 10:12
This Is the Life - 6:58
Bridges in the Sky - 11:01
Outcry - 11:24
Far from Heaven - 3:56
Breaking All Illusions - 12:26
Beneath the Surface - 5:27
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