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Symfonia: grupo não alçou um vôo tão alto quanto planejava

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Por Renato Trevisan
Fonte: ocaralhoa4.blogspot.com
Em 28/03/11

Nota: 7

Quem nunca pulou pra alcançar alguma coisa e não conseguiu, não sabe o que é algo broxante. Isso foi básicamente o que fez o Symfonia, super-grupo formado por estrelas do Metal Melódico mundial que todos vocês devem saber quem são e que, não alçou um vôo tão alto quanto planejava.

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Logo no final de 2010, quando saíram as primeiras notícias de que Timo Tolkki estava formando uma nova banda e, que tinha chamado nada mais nada menos do que Andre Matos para os vocais, o mundo do Metal entrou em alarde, visto a qualidade de dupla. Em seguida, o que era bom ficou ainda melhor, já que mais monstros do estilo, ex-membros de grandes bandas do Power Metal confirmaram suas participações nesse novo projeto. E finalmente, em dezembro do ano passado, Timo Tolkki (ex-Stratovarius/Revolution Renaissance), Andre Matos (ex-Angra/Viper/Shaman), Jari Kainulainen (ex-Stratovarius-Evergrey), Mikko Härkin (ex-Sonata Arctica, Cain's Offering) e Uli Kusch (ex-Helloween/Masterplan) entraram estúdio para gravar o debut do Symfonia, o broxante "In Paradisum".

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O álbum foi lançado dia 23 desse mês pela Marquee/Avalon Records e, se tratando de Timo Tolkki, não poderíamos esperar nada diferente: um majestoso Power Metal Melódico, feito por pessoas que foram forjadas nesse meio e técnicamente perfeito. Simplesmente isso. É como se fosse mais um álbum do Stratovarius na época de Tolkki, visto que o gordinho não consegue fazer mais nada diferente. Eu não tinha baixado nem ouvido nenhuma das músicas liberadas com antecedência. Preferi escutar tudo de uma só vez, mas já não sei se foi algo bom a se fazer, visto que tudo soa como as antigas bandas de Timo, muito previsível. Você, ao ver o line up, vai imaginar um som bem melódico, regado a melodias de teclados, com vocais agudos e cozinha extremamente veloz. E é justamente isso o que se trata. Mas convenhamos, inovar sempre é bom e fodam-se os puristas.

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Como já citado anteriormente, a qualidade técnica do grupo é algo que dificilmente será alcançada por outra banda do gênero. Todos estão entre os maiores instrumentistas do mundo, mas, faltou um pouco de capricho. Aqui acontece a mesma coisa que citei na resenha de "Elysium": Quase tudo, individualmente, é muito lindo, mas o conjunto da obra deixa a desejar. Falta aquela faixa mais explosiva, que faria um estádio vir abaixo, uma "Black Diamond".

Apesar de tudo, Tolkki ainda chuta bundas, mesmo com todas as polêmicas o gordinho é um dos maiores guitarristas do mundo. Sola feito poucos e tem uma levada veloz única. Mikko Härkin já era considerado um prodígio no teclado desde os seus tempos no Sonata Arctica e até hoje se mostra um dos melhores no que faz. Ambientações perfeitas, arranjos melódicos e modernos além de solos e duetos bem neo-clássicos, acompanhando Timo. Mas os timbres são tensos, pra dizer o mínimo. A cozinha, formada por Uli e Jari é um caso à parte, pois Uli não fez nem 50% do que fez em suas demais bandas e Jari, que era um dos baixistas diferenciados do Power Metal, dessa vez soou um tanto quanto normal. E sobrou pra Andre Matos o título de "pior coisa ouvida na audição". Nunca vi o vocalista soar tão chato como nesse álbum. Incrível como suas linhas vocais soam sem graça e enjoativas. Na tentativa de soar como Kotipelto, faltou agressividade e tudo que o cara cantou foi extremamente enfadonho, mesmo sendo tecnicamente perfeito.

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O álbum é cheio de altos e baixos. Já que passagens te deixam com os olhos cheio de água, entretanto, outras fazem você pensar se realmente valeu a pena toda essa espera. De qualquer modo, uma esticada com uma resenha música por música:

"Fields Of Avalon": Ja começamos com um riff bem "Episode". É um senhor Melódic Power Metal, com tudo que o gênero pede além de solos e punhetagens por parte da guitarra e dos teclados. O refrão é bem bonito, mas André Matos estraga tudo. Pior atuação vocal do disco, extremamente chata.

"Come By The Hills": Outra que segue a risca a fórmula Tolkki de fazer música. Entraria fácil em um "Visions" ou um "Episode". O refrão é bem melódico e a música tem uma levada ótima. Destaque para a cozinha totalmente clichê (risos) e devo dizer que reciclar e reaproveitar "Hunting High And Low" desse jeito foi um lance de gênio. lol

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"Santiago": Segue a mesma fórmula das anteriores, mas dessa vez, a música apresenta uma quebrada de ritmo na metade, fica lenta e bonita. Novamente é tudo muito clichês e em certas partes a música lembra "Forever Free". E Andre, vem com sua voz extremamente chata de novo.

"Alayna": Uma balada lindíssima. 6 minutos de coros, violões e teclados compondo uma atmosfera linda e envolvente. A levada é lenta e tudo foi muito bem dosado. Até mesmo os vocais casaram perfeitamente com a proposta da canção.

"Forevermore": Mais um Powerzão Melódico a lá Stratovarius, mas dessa vez, notamos traços do Angra, principalmente nos vocais, quando Matos soa mais parecido com antigamente. No mais, é uma música igual as outras, mas tem um SENHOR SOLO.

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"Pilgrim Road": Essa talvez seja a mais inovadora do disco. Tem um começo bem Folk, depois uma passagem mais eletrônica, apenas com teclados, e desemboca em um Heavy Metal Melódico mais cadenciado. Além de ser a mais curta do CD e ter mais um solo incrível. Mas justamente essa diferenciação fez eu achar "Pilgrim Road" a melhor do disco.

"In Paradisum": A faixa título também não tem nada de original, visto que várias bandas já exploraram esse lado mais progressivo, épico e atmosférico do Power Metal. Com seus 9 minutos, a canção explora todas as sonoridades que a banda apresenta durante a audição do CD. Equivale-se a faixa título do novo do Stratovarius e, pra ser mais polêmico, "The Power Of One", do Sonata Arctica, tem essa mesma estrutura.

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"Rhapsody In Black": Com um riff que por incrível que pareça, me lembrou KISS, essa é outra das poucas músicas "diferentes" desse CD. A canção é um Heavy Metal cadenciado, com um riff mais eletrônico e bons trabalhos vocais. Um solo curto e poderoso e uma levada mais alegre (alegre, não melosa, ok?) e mais "dançante" são os pontos mais altos da faixa.

"I Walk In Neon": Outra tipicamente Stratovariana. Tem interessantes melodias de teclado e um bom refrão. No mais tem um andamento bem em sal, faltando riffs e peso na guitarra e, graças a isso, a cozinha ganha destaque.

"Don't Let Me Go": E uma bela balada fecha o disco. Violão voz e teclado dão o tom, aliados a uma bela letra. É bem aquela faixa pra acalmar os ânimos do pessoal no show. Qualquer semelhança com "Forever", não é mera coincidência.

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Tentei ser imparcial, visto que sou um dos maiores amantes dessas bandas de Metal cor de rosa. Logo, digo que o álbum tem sim ótimos momentos, que todos os amantes de Metal Melódico adorarão e endeusarão. Mas os músicos tem gabarito e não precisavam provar mais nada, logo, inovar seria algo bom. Tanto que as canções em que a banda fez algo diferente foram as que mais me agradaram.

Andre Matos - vocais
Timo Tolkki - guitarra
Mikko Härkin - teclados
Jari Kainulainen - baixo
Uli Kusch - bateria

1. Fields of Avalon 05:09
2. Come by the Hills 05:01
3. Santiago 05:54
4. Alayna 06:17
5. Forevermore 05:31
6. Pilgrim Road 03:37
7. In Paradisum 09:36
8. Rhapsody in Black 04:37
9. I Walk in Neon 05:45
10. Don't Let me Go 03:57

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