Matérias Mais Lidas

imagemMarcello Pompeu agradece mobilização de fãs

imagemA opinião de Arnaldo Antunes sobre a competição interna que havia nos Titãs

imagemO reencontro entre Steve Harris e Paul Di'Anno na Croácia

imagemAs composições de Paul McCartney nos Beatles preferidas de John Lennon

imagemEvanescence coloca baixista no cargo de guitarrista e anuncia nova baixista

imagemNicko McBrain, do Iron Maiden, mostra o seu novo (e enorme) kit de bateria

imagemGene Simmons compartilha tweet com meme da ex-presidente Dilma Rousseff

imagemDave Mustaine, do Megadeth, inicia vida de youtuber e mostra o ônibus de turnê da banda

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemFrank Zappa disse a Steve Vai que ele soava como "um pão com mortadela elétrico"

imagemO clássico do Helloween que fez Angra mudar nome original de "Running Alone"

imagemMetade das pessoas com menos de 23 anos desconhecem Pink Floyd, David Bowie e Bon Jovi

imagemDee Snider cutuca bandas com falsas aposentadorias e ingressos caros

imagemOzzy Osbourne diz que "tinha muito o que provar" com "No More Tears"

imagemJen Majura disse que sair do Evanescence não foi decisão dela e recebe apoio dos fãs


Symfonia: Um disco que veio ao mundo na época errada

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Por Ricardo Seelig
Em 07/04/11

publicidade

Nota: 7

Os vocais de Andre Matos (Viper, Angra, Shaman), a guitarra de Timo Tolkki (Stratovarius, Revolution Renaissance), o teclado de Mikko Härkin (Sonata Arctica, Kotipelto), o baixo de Jari Kainulainen (Stratovarius, Evergrey) e a bateria de Uli Kusch (Helloween, Masterplan): o estreante Symfonia tem um line-up respeitável e pra lá de experiente, com uma folha corrida de diversos serviços prestados à música pesada. Por isso, a expectativa em torno do debut do conjunto era imensa, com os mais apressadinhos já prevendo o surgimento de uma nova obra-prima. Não é bem assim.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A audição de "In Paradisum" deixa claro uma coisa: o álbum soa mais como Stratovarius com os vocais de Andre Matos do que com o Angra dos tempos de "Angels Cry" com a guitarra de Timo Tolkki. Uma sonoridade até previsível, visto que Tolkki sempre foi a força criativa por trás do grupo finlandês, enquanto Andre dividia as composições em seus tempos de Angra com Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É até estranho ouvir um álbum como "In Paradisum" em pleno 2011. O que sai das caixas de som é aquele metal melódico cristalino, acelerado e não tão pesado que fez a cabeça de uma multidão de fãs nos anos 90. Herdeiro direto de "Visions", o disco chave da carreira do Stratovarius, "In Paradisum" irá agradar mais os fãs da carreira de Tolkki do que qualquer outra pessoa. Ainda que reserve alguns bons momentos de alegria ao ouvinte, o CD não possui a energia e a inspiração que fizeram de "Visions" um dos melhores trabalhos da história do metal. E, como você deve imaginar, a falta desses dois elementos faz uma falta tremenda.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A abertura com "Fields of Avalon" é mais do mesmo, e você já ouviu faixas similares dezenas de vezes. O mesmo vale para "Come by the Hills", bem construída e redondinha, com coros interessantes no refrão, mas que não diz grande coisa a qualquer metalhead já veterano no estilo. "Santiago" tem um ótimo início, com guitarras agressivas e boas linhas vocais de Andre, mas cai em sua parte final em melodias pretensamente belas que, na verdade, soam apenas cafonas. Mesmo assim, a faixa acaba se destacando, com uma excelente performance dos músicos, principalmente Tolkki, que ratifica o seu status de guitar hero com louvor.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O início acústico de "Alayna" dá uma acalmada nos ânimos, e a faixa evolui para uma balada com bons vocais de Andre. Tolkki volta ao comando em "Forevermore", uma das melhores músicas de "In Paradisum", com tudo aquilo que irá empolgar os fãs: riffs de guitarras rápidos, excelentes linhas vocais de Andre Matos – aliás, o bom gosto do vocalista nessa faixa é digno de nota – e cozinha mandando ver na melhor tradição do metal melódico. Destaque para a passagem onde o teclado de Härkin toma à frente, que, apesar de breve, é bem interessante.

"Pilgrim Road" é uma boa faixa, grudenta e empolgante, daquelas que, ao ouvir, a gente imagina o público pulando e cantando junto nos shows. A épica faixa-título, com mais nove minutos, apresenta influências do Avantasia, notadamente de "The Metal Opera II" (2002), e também de "Infinite", álbum lançado pelo Stratovarius em 2000.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Rhapsody in Black" tem um bom riff de Tolkki e um andamento interessante, enquanto "I Walk in Neon" agrada na primeira audição. O play fecha com "Don´t Let Me Go", composição contemplativa perfeita para o encerramento do trabalho.

Em suma, "In Paradisum" é um disco deslocado no tempo. Se fosse lançado na época em que o heavy metal melódico dava as cartas no cenário, talvez hoje ostentasse o status de clássico. Atualmente, agradará apenas aqueles saudosos fãs do estilo – e, é claro, os devotos de Andre Matos e do Stratovarius. Um bom disco, feito claramente por quem entende e domina o gênero, mas que veio ao mundo na época errada, o que o faz soar fora de contexto.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Resumindo: o metal melódico se desgastou muito com a megaexposição que sofreu nos anos noventa, fazendo com que quem curtia o gênero migrasse para outras ramificações do heavy metal. Ou seja, a parcela de público do estilo atualmente é radicalmente menor àquela de quando ele estava no auge, fazendo com que o ouvinte potencial do Symfonia seja reduzido. Mas, mesmo assim, um fato é inegável: quem ainda mantém aceso o interesse pelo estilo irá curtir "In Paradisum" sem muito esforço. Se você faz parte desse grupo, compre já o seu!

Faixas:
1 Fields of Avalon 5:09
2 Come by the Hills 5:01
3 Santiago 5:54
4 Alayna 6:17
5 Forevermore 5:32
6 Pilgrim Road 3:57
7 In Paradisum 9:36
8 Rhapsody in Black 4:34
9 I Walk in Neon 5:45
10 Don't Let Me Go 3:57

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal


Outras resenhas de In Paradisum - Symfonia

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Resenha - In Paradisum - Symfonia

imagemResenha - In Paradisum - Symfonia

Resenha - In Paradisum - Symfonia

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp




Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig.