Manilla Road: segredo bem-guardados do underground

Resenha - Voyager - Manilla Road

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Não, caro leitor da nova geração... Este não é mais um disco de alguma banda do tal Viking Metal. Muitos já consideraram o Manilla Road como um destes segredos bem-guardados do underground norte-americano, pois, com uma discografia colossal que começou em 1980, alcançou o status de lenda no underground mundial a partir da década seguinte, quando seus discos em vinil passaram a ser relançados no formato CD e atingiram um maior público.
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Com seu já consagrado estilo épico, “Voyager” apresenta as canções mais diversificadas liberadas nos últimos tempos, com muitas das características já exploradas em seus registros anteriores. A voz do mestre Mark Shelton continua com aquele peculiar jeitão ‘cansado’ (no melhor dos sentidos!) e muito do poder de fogo deste disco deve ser novamente creditado ao seu excelente trabalho nas guitarras (atentem aos solos!), além do bastante técnico Cory Christner, que pulveriza seu kit de bateria com muita criatividade.

Geralmente com temas relacionados à história e mitologia, desta feita Shelton escreveu uma ficção sobre os vikings, usando constantes melodias acústicas. E, como não poderia deixar de ser, a produção de “Voyager” soa totalmente datada... Todos os instrumentos aparecem em seus devidos lugares, mas é fato que se tem a completa impressão de que estamos escutando um disco que saiu de algum lugar da década de 1980.

As nove canções são praticamente irretocáveis, seja lá com suas estruturas mais simples ou complexas. Mas há ocasiões especiais, como “Butchers Of The Sea” com seus poderosos riffs e bateria idem, que conta também com a participação do baixista Patrick Harvey cantando o refrão com sua voz bem agressiva; a melancólica “Tree Of Life” e “Eye Of The Storm”, que se caracterizam por serem acústicas e, por fim, “Conquest”, uma das faixas mais rápidas e pesadas já composta pela banda.

Os anos vão passando e o Manilla Road continua sendo subestimado... Sem problemas, pois o grupo com certeza já aprendeu a conviver com este fato. E, passando por cima de todas as modas e tendências musicais que apareceram (e tantas já deixaram de existir...) durante as últimas três décadas, continua deixando sua marca com ótimos álbuns do mais puro Heavy Metal. E isso diz muito sobre a integridade de alguém, certo?

Formação:
Mark Shelton - voz, guitarra e teclados
Harvey Patrick - voz e baixo
Cory Christner - bateria

Manilla Road – Voyager
(2008 / My Graveyard Productions – importado)

01. Tomb Of The Serpent King / Butchers Of The Sea
02. Frost And Fire
03. Tree Of Life
04. Blood Eagle
05. Voyager
06. Eye Of The Storm
07. Return To The Serpent King
08. Conquest
09. Totentanz (The Dance Of Death)

Homepage: www.truemetal.org/manillaroad

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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