Resenha - Voyager - Manilla Road
Por Diogo Muniz
Postado em 16 de dezembro de 2020
O que acontece quando Mark Shelton decide gravar um disco inteiro com temática viking? A resposta para essa pergunta é "Voyager", o décimo quarto álbum de estúdio do Manilla Road. Infelizmente durante a época das gravações desse álbum a banda sofreu alguns revezes. Primeiro foi o vocalista Bryan Patrick que por problemas pessoais teve que afastar das gravações do disco, ou seja, em "Voyager" os vocais foram feitos inteiramente por Mark Shelton. Felizmente os problemas de Bryan foram resolvidos a tempo dele assumir os vocais para a turnê de divulgação do disco. Por outro lado, o baixista Harvey Patrick teve que sair da banda após as gravações, e para assumir as quatro cordas na turnê foi recrutado Vince Goleman. Apesar de ter sido um período turbulento nada foi grave o suficiente para atrapalhar ou afetar negativamente o vindouro disco; e "Voyager" se mostrou ser mais um ponto forte na carreira da banda.
Como já dito anteriormente, "Voyager" é um disco inteiramente voltado para a temática viking, e a capa mostra uma belíssima arte que mostra três vikings navegando em um uma embarcação cuja proa é ornada em forma de dragão. Uma capa que realmente chama a atenção.
O disco abre com "Tomb of the Serpent King (Butchers of the Sea)", uma canção de abertura totalmente diferente de tudo que o Manilla Road já havia feito até então, pois conta com uma introdução de quatro minutos narrada por Mark Shelton, preparando terreno para o que viria a seguir. Quando a música começa temos uma pedrada que apresenta apropriadamente os vikings. Aqui podemos ouvir Mark Shelton arriscando uns vocais guturais, que saíram muito bem executados, diga-se de passagem.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Em seguida temos "Frost and Fire", uma música mais cadenciada, mas que ainda mantém o peso e o clima da faixa de abertura. A letra retrata a resistência viking contra a conversão cristã.
A terceira faixa do disco é uma belíssima canção acústica. "Tree of Life", assim como o título sugere é sobre a Yggdrasil, a colossal arvore que na mitologia nórdica servia como o eixo dos nove mundos. Essa é uma canção que possui toda uma aura mística e um clima de magia, começando introspectiva e crescendo gradativamente culminando em um emocionante e inspiradíssimo solo de guitarra cuja base é altamente hipnotizante. É o tipo de canção que pega o ouvinte de jeito e o deixa viciado.
"Blood Eagle" possui uma introdução bem interessante feita ao som de órgãos, mostrando que Mark Shelton não estava com medo de experimentar novidades em suas composições. Após essa breve introdução temos mais uma pedrada. Facilmente uma das músicas mais pesadas, com riffs certeiros e novamente Mark Shelton investindo em vocais guturais.
Como não poderia deixar de ser, a fórmula (infalível) do Manilla Road - introdução lenta e introspectiva e refrão épico e grandioso – se faz presente em "Voyager", a faixa título. Entretanto aqui essa fórmula foi elevada a novos patamares, pois a intodução é de fato bem misteriosa e vai crescendo até chegar num refrão altamente épico e grandioso, digno de se escutar com os deuses em Valhalla. Um belo refrão feito para bater cabeça ou ficar apenas boquiaberto, tamanha é a sua grandiosidade. Facilmente um dos grandes destaques do disco, a ponto de deixar o ouvinte com as energias renovadas.
Mantendo aceso o espírito nórdico, temos uma contagem de um, dois, três, quatro em alemão. Essa contagem serve para nos guiar direto para "Eye of the Storm", mais uma canção acústica, no melhor estilo voz e violão. Outra canção introspectiva que ganha mais brilho na voz do velho bardo Mark Shelton. Uma canção que causa arrepios de tão fantástica.
Assim como um violento ataque viking, "Return of the Serpent King" já começa pesada e violenta, mostrando a que veio. É uma música que flerta bastante com o death metal devido a sua sonoridade mais agressiva. Vale a pena destacar os guturais de Mark Shelton e principalmente a bateria forte e marcante de Cory Christner. O rapaz parece espancar a bateria com vontade ao longo de todo o disco, mas nessa música parece que ele bate com mais vontade ainda.
Com uma introdução que lembra bastante "Masque of the Red Death" (canção do álbum "Mystification", de 1987), "Conquest" mantém o peso e agressividade. Alíás, ela chega a ser até mais pesada que a música anterior, com uma sonoridade ainda mais próxima de um poderoso death metalo, com Mark Shelton cantando inteiramente com vocais guturais.
Após esse ataque sonoro, somos conduzidos ao som de violões para a faixa de encerramento. "Totentantz (The Dance of Death)" também segue a fórmula clássica do Manilla Road com bastante elegância, inspiração e riffs cortantes. Aqui a voz envelhecida de Mark Shelton dá um clima ainda mais interessante para a música, dando a ela o clima épico que ela merece, principalmente em seu refrão que é daqueles grudentos. Uma faixa que encerra o disco da maneira que ele merece.
Desde que a banda retomou as atividades nos anos 2000, manter a estabilidade no line-up tem se mostrado um verdadeiro desafio. Entretanto Mark Shelton se manteve sempre focado em sua missão com o Manilla Road, enfrentando como um verdadeiro guerreiro viking todos os percalços que encontra. Além disso, toda a experiência com as gravações dos discos anteriores deram o know how necessário para que a banda continuasse produzindo discos de grande qualidade, tanto do ponto de vista técnico das composições quanto no quesito produção, e "Voyager" é mais uma prova da qualidade e valor do Manilla Road.
Tracklist:
Tomb of the Serpent King (Butchers of the Sea)
Frost and Fire
Tree of Life
Blood Eagle
Voyager
Eye of the Storm
Return of the Serpent King
Conquest
Totentantz (The Dance of Death)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
A melhor capa de disco, segundo Derrick Green, vocalista do Sepultura
O cantor que Robert Plant elogiou: "Sabem quem acho que tem a melhor voz que já ouvi?"
A melhor capa de disco de todos os tempos, segundo Vinnie Paul
A música do Genesis que a banda, constrangida, talvez preferisse apagar da história
Edu Falaschi comenta mudanças em sua voz: "Aquele Edu de 2001 não existe mais"
Paul Di'Anno tem novo álbum ao vivo anunciado, "Live Before Death"
Ferraris, Jaguars e centenas de guitarras: quando astros do rock transformaram obsessões em estilo
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Os 20 melhores discos de heavy metal lançados em 1997, segundo a Louder Sound
A única banda que uma criança precisa ouvir para aprender rock, segundo Dave Grohl
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
O que dizia contrato injusto do Secos & Molhados que Ney Matogrosso se recusou a assinar?
Regis Tadeu e as piores bandas de Power Metal de todos os tempos
O dia que Ney Matogrosso e Caetano constrangeram Renato Russo na casa de Regina Casé
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
