Sahg: refrescante sonoridade setentista e oitentista
Resenha - I - Sahg
Por Ricardo Santos
Postado em 18 de fevereiro de 2008
Formado em Bergen, na Noruega, no ano de 2004, o Sahg é uma banda de stoner/doom formada por Olav Iversen nos vocais e guitarra, Tom Cato Visnes (mais conhecido como King Ov Hell, também baixista do Gorgoroth) no baixo, Thomas Tofthagen na outra guitarra e Tor Bjarne Bjellan na bateria. A banda lançou seu segundo disco, "II" no primeiro dia do mês de fevereiro, porém, só agora o primeiro álbum do grupo, "I", será disponibilizado ao nosso país, via Hellion Records, tendo sido originalmente lançado em 2006, pela Regain Records. Azar de quem for mais afobado, como eu.

O som do quarteto é um Stoner/Doom inspirado nos moldes antigos, que em muito lembra o som de medalhões do estilo, como St. Vitus, Pentagram, Trouble, Candlemass e até Black Sabbath, ou seja, com uma refrescante sonoridade setentista/oitentista, lembrando a época quando o gênero realmente nasceu, cresceu e se desenvolveu.
E "I" honra suas influências e faz bonito, sendo um ótimo exemplar contemporâneo de Doom Metal mais antigo. Seria imbecilidade mandar um faixa a faixa do álbum pois todas as canções são ótimas, mas algumas delas merecem um destaque, como "Repent" e seu andamento pesado, viajante e lento, servindo como um ótimo cartão de visitas da banda, com afinações mais graves, performance vocal ótima de Iversen e instrumental caprichadíssimo. "The Executioner Undead" começa com guitarras dobradas e andamento cavalgado, além de possuir a melodia vocal do refrão similar a de "Revolution Is My Name" do Pantera (hã!?!), mas que não influi no resultado final da canção, muito boa, por sinal.
E o álbum mantém o alto padrão de qualidade, pois faixas como "The Alchemist", "Godless Faith" e "Soul Intruders" são realmente um bálsamo aos nossos ouvidos, além da belíssima vinheta acústica "Whisper Of Abaddon" que quebra um pouco do clima porrada do álbum, mas não decepciona, sendo muito eficiente.
A audição do álbum é muito agradável, sendo ótimo para se ouvir do início ao fim, devido ao alto requinte das composições, a qualidade dos riffs da velha escola Iommi de guitarristas e das melodias, além da indiscutível performance dos instrumentistas. Um álbum que irá agradar os doom-metallers mais antigos. Ao lado do Krux, O Sahg é um ótimo exemplar da criatura reverenciando o criador sem se tornar um deja-vú forçado, desnecessário e de qualidade pífia em relação aos clássicos gerados pelas bandas pioneiras. Vale a pena adquirir e escutar mais de uma vez, enquanto espera-se o segundo álbum da banda. Vale a pena
mesmo.
Sahg - "I"
(Regain Records - em breve pela Hellion Records)
01. Intro: Parade Macabre
02. Repent
03. The Executioner Undead
04. The Alchemist
05. Rivers Running Dry
06. Whispper Of Abaddon
07. Godless Faith
08. Soul Exile
09. Boundless Demise
10. Black Passage
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
35 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em fevereiro
A melhor fase da história do Megadeth de todos os tempos, segundo Dave Mustaine
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Dave Mustaine poderá escrever novas músicas mesmo após o fim do Megadeth
Rob Halford não sabe como Judas Priest sobreviveu às gravações de "Screaming for Vengeance"
Nicholas Barker luta contra falência renal e aguarda transplante este ano
Geezer Butler aponta o motivo e o momento em que o Black Sabbath começou a dar errado
João Gordo: ele comenta treta com Digão do Raimundos, que o chamou de "pela saco"
James Hetfield revela significado das três "Unforgiven" e diz se haverá continuação


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



