Resenha - Somewhere In Time - Iron Maiden

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Por André Toral
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Para começar, vale destacar a belíssima capa feita por Derek Riggs, o cara é um gênio! Existem muitas referências ao passado do Iron Maiden, até o ano de 1986. Não é difícil localizar o famoso Aces High Bar ou o Ruskin Arms, que era o local onde a banda fazia suas apresentações no início de carreira. Além disso, nos deparamos com um placar fictício do West Ham aplicando uma goleada histórica no Arsenal por 7X3 - isto somente no sonho de Steve Harris, fanático torcedor! Ao fundo, está a pirâmide de Powerslave, com a sombra da morte. Outros detalhes como a Long Beach Arena (local onde Live After Death foi gravado), o Ancient Mariner Seafood Restaurant e o relógio marcando 23:58 (2 Minutes to Midnight) também estão presentes, bem como o cinema Live After Death, com o filme Blade Runner em cartaz. Aliás, uma capa que traz um Eddie cibernético em um mundo futuro.
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No campo musical, Somewhere in Time se destaca por trazer, talvez, os solos mais belos de toda a história da banda, como podemos escutar na excepcional faixa-título. Além desta, vale destacar “Stranger in a Stranger Land”, que é dona de outro solo maravilhoso; o mesmo ocorre com todas as outras faixas do álbum. Bruce Dickinson está perfeito em músicas como a própria “Somewhere in Time”, “Sea of Madness”, “Heaven Can Wait”, “The Loneliness of the Long Distance Runner”, etc. Steve Harris, cavalgando como sempre, consegue fazer com que o baixo seja um destaque em todas as músicas. Dave Murray e Adrian Smith estavam em estado pleno de inspiração, não somente nos solos mas em bases e harmonizações gerais. Nicko McBrian se mostra muito preciso, especialmente em “The Loneliness of the Long Distance Runner”, que, aliás, também é notável. “Alexander the Great” é outro primor de composição e letra, com uma linha vocal grandiosa; fica a pergunta: porque a banda nunca a tocou ao vivo?

Todos nós sabemos que Somewhere in Time traz sintetizadores nas músicas, o que não impediu o Iron Maiden de ser criativo. Fora isso, soma-se o fato de que este álbum foi totalmente diferente do que vinha sendo feito antes, entre 1982 e 1984; não é totalmente errado dizer que, na época de seu lançamento, foi o grande divisor de águas. Por parte dos fãs houve certa reação negativa, mas o que se nota é que, atualmente, Somewhere in Time se tornou um clássico para a maioria. Outro fator curioso é que as composições foram feitas entre Steve Harris e Adrian Smith, sendo que Dave Murray tem crédito na belíssima “Deja-Vu”. Então, faz-se necessário dizer que Bruce Dickinson não tem participação nas composições, porque, segundo Steve, o mesmo não teria apresentado idéias que tivessem a ver com o que o Maiden queria para o álbum - Bruce teria apresentado material acústico na ocasião. Em termos de produção, é inegável que Martin Birch produziu o álbum de estúdio com maior excelência da banda, e que, daqui a 50 anos, Somewhere in Time ainda soará atual. Tenham certeza!

UP THE IRONS!

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Sobre André Toral

Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.

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