Resenha - Somewhere In Time - Iron Maiden
Por André Toral
Postado em 15 de fevereiro de 2001
Nota: 10 ![]()
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Para começar, vale destacar a belíssima capa feita por Derek Riggs, o cara é um gênio! Existem muitas referências ao passado do Iron Maiden, até o ano de 1986. Não é difícil localizar o famoso Aces High Bar ou o Ruskin Arms, que era o local onde a banda fazia suas apresentações no início de carreira. Além disso, nos deparamos com um placar fictício do West Ham aplicando uma goleada histórica no Arsenal por 7X3 - isto somente no sonho de Steve Harris, fanático torcedor! Ao fundo, está a pirâmide de Powerslave, com a sombra da morte. Outros detalhes como a Long Beach Arena (local onde Live After Death foi gravado), o Ancient Mariner Seafood Restaurant e o relógio marcando 23:58 (2 Minutes to Midnight) também estão presentes, bem como o cinema Live After Death, com o filme Blade Runner em cartaz. Aliás, uma capa que traz um Eddie cibernético em um mundo futuro.

No campo musical, Somewhere in Time se destaca por trazer, talvez, os solos mais belos de toda a história da banda, como podemos escutar na excepcional faixa-título. Além desta, vale destacar "Stranger in a Stranger Land", que é dona de outro solo maravilhoso; o mesmo ocorre com todas as outras faixas do álbum. Bruce Dickinson está perfeito em músicas como a própria "Somewhere in Time", "Sea of Madness", "Heaven Can Wait", "The Loneliness of the Long Distance Runner", etc. Steve Harris, cavalgando como sempre, consegue fazer com que o baixo seja um destaque em todas as músicas. Dave Murray e Adrian Smith estavam em estado pleno de inspiração, não somente nos solos mas em bases e harmonizações gerais. Nicko McBrian se mostra muito preciso, especialmente em "The Loneliness of the Long Distance Runner", que, aliás, também é notável. "Alexander the Great" é outro primor de composição e letra, com uma linha vocal grandiosa; fica a pergunta: porque a banda nunca a tocou ao vivo?
Todos nós sabemos que Somewhere in Time traz sintetizadores nas músicas, o que não impediu o Iron Maiden de ser criativo. Fora isso, soma-se o fato de que este álbum foi totalmente diferente do que vinha sendo feito antes, entre 1982 e 1984; não é totalmente errado dizer que, na época de seu lançamento, foi o grande divisor de águas. Por parte dos fãs houve certa reação negativa, mas o que se nota é que, atualmente, Somewhere in Time se tornou um clássico para a maioria. Outro fator curioso é que as composições foram feitas entre Steve Harris e Adrian Smith, sendo que Dave Murray tem crédito na belíssima "Deja-Vu". Então, faz-se necessário dizer que Bruce Dickinson não tem participação nas composições, porque, segundo Steve, o mesmo não teria apresentado idéias que tivessem a ver com o que o Maiden queria para o álbum - Bruce teria apresentado material acústico na ocasião. Em termos de produção, é inegável que Martin Birch produziu o álbum de estúdio com maior excelência da banda, e que, daqui a 50 anos, Somewhere in Time ainda soará atual. Tenham certeza!
UP THE IRONS!
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