Resenha - Led Zeppelin II - Led Zeppelin

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Por Marcos A. M. Cruz
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Indubitavelmente o mais arquetípico grupo de "Rock Pauleira" setentista, o Led Zeppelin ficou marcado por sua trajetória meteórica e ao mesmo tempo trágica, além de terem vivido todos os "excessos" que estão impregnados no imaginário popular sobre os rockeiros (sexo, drogas & Rock'N'Roll); porém, graças à eles o termo "heavy-metal" incorporou-se definitivamente à nomenclatura roqueira.

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Provavelmente o trabalho mais "heavy" da banda, o Led Zeppelin II foi gerado em alguns breves intervalos entre um show e outro durante uma corrida turnê americana em 1969, tendo a maioria das faixas sido compostas em quartos de hotéis e gravadas em diversos estúdios nos EUA. Após uma breve pausa em setembro do mesmo ano se reúnem no Olympic Studios em Londres para finalizá-lo.

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O disco abre com o riff ameaçador de "Whole Lotta Love" - surrupiada de "You Need Love" do repertório do bluesman Willie Dixon - e lá pela metade se transforma numa sequência hipnótica de uivos e ruídos executados no theremim por Jimmy Page (alusão à um orgasmo?). Esta faixa tornou-se (à revelia da banda) o primeiro single lançado, à partir de uma remixagem editada em cerca de 2 minutos. Prossegue com "What Is And What Should Never Be", canção típica do Led pois alterna momentos suaves com intervenções "pauleiras". Depois vêm o blues lascivo de "The Lemon Song", cuja melodia foi inspirada em "Killing Floor" de Howlin' Wolf e a letra em "Squeeze My Lemon" de Robert Johnson. Encerra-se o lado A com a primeira parceria Page/Plant - "Thank You" - pungente balada cuja letra foi escrita por Plant para sua esposa, Maureen.

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O Lado 2 começa novamente com um riff poderoso - "Heartbreaker", no qual Jones, tocando um contrabaixo matador, divide a atenção com Page. Na sequência temos "Living Loving Maid", espécie de continuação de "Heartbreaker"; logo após vêm "Ramble On", cuja letra foi inspirada pela leitura de "O Senhor Dos Anéis", de J.R.Tolkien; em seguida temos um solo de John Bonham - "Moby Dick" - executada em parte sem as baquetas e como desfecho outra canção "emprestada" por Willie Dixon: "Bring It On Home", no qual após uma introdução "light" regada à gaita tocada por Plant a banda manda ver, demonstrando que os músicos estavam plenamente entrosados.

Antes mesmo de ir às lojas em 22 de outubro de 1969 este álbum já tinha cerca de 400 mil pedidos antecipados só nos EUA, conseqüentemente menos de uma semana após lançado pula da 199ª para a 15ª posição nas paradas, e poucos dias após chega ao segundo lugar, perdendo somente para o "Abbey Road" dos Beatles. Esta porém seria a última vez que perderiam algo para os Fab Four, pois no decorrer da década de 70 bateriam todos os recordes de público e vendagem estabelecidos anteriormente.

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Soma-se à isto a guitarra tonitruante de Page, os vocais soberbos de Plant, o baixo e os arranjos precisos de Jones, a pegada forte e característica de Bonham, e principalmente "Stairway To Heaven", que se tornou um dos principais hinos da década, e têm-se então uma idéia do motivo do Led ter se consolidado como uma das maiores e mais influentes bandas de Rock que existiram neste planeta!

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Track List:
Whole Lotta Love
What Is And What Shoud Never Be
The Lemon Song
Thank You
Heartbreaker
Living Loving Maid (She’s Just A Woman)
Ramble On
Moby Dick
Bring It On Home

Jimmy Page: guitarras, theremim
Robert Plant: vocais, gaita
John Bonham: bateria
John Paul Jones: baixo, teclados

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