Led Zeppelin II: Hard rock e blues rock na veia
Resenha - Led Zeppelin II - Led Zeppelin
Por Richely Campos
Postado em 18 de fevereiro de 2016
Matéria do dia: Biologia do rock. Quem sabe responder esta pergunta?
Qual conjunto musical nasce de um cruzamento entre um militar milionário chamado Ferdinand Adolf Heinrich August Graf Von Zeppelin, seu invento; a Primeira Guerra Mundial; o nazismo; desastre aéreo envolvendo o nome de um Presidente da Alemanha chamado Paul Von Hindenburg; os Estados Unidos da América e quatro rapazes britânicos? Resposta: LED ZEPPELIN.
Justificativa da resposta: Ferdinand Von Zeppelin inventou o dirigível LZ, este equipamento foi muito utilizado na Primeira Guerra Mundial. Em 1936 na Alemanha nazista uma empresa construiu o maior equipamento aéreo batizado de LZ 129 Hindendurg em homenagem ao Presidente da Alemanha falecido em 1934. Em meados de 1937 este mesmo dirigível no momento do pouso explodiu por falhas mecânicas e técnicas em território americano matando 36 pessoas. No ano de 1968 na cidade de Londres na Inglaterra, quatro rapazes de nome ROBERT PLANT, JIMMY PAGE, JOHN PAUL JONES e JOHN BONHAM formaram uma banda de rock e deram o nome em homenagem ao dirigível chamando assim LED ZEPPELIN. Na capa dos dois primeiros álbuns da banda é retratado o dirigível em chamas.
O LED ZEPPELIN dispensa apresentação, todos nós sabemos que é uma das melhores bandas da história do rock. O fruto desta resenha é sobre o álbum "LED ZEPPELIN II" hard rock e blues rock na veia.
A primeira música do álbum é como um chamamento divino para que você passeie por alguns minutos pelo céu, "WHOLE LOTTA LOVE" abre com um riff estrondoso, baixo exemplar, bateria monstruosa e vocal inigualável. Em certo momento passagem de uma viagem "orgasmatórica", bateria pulsante, solo fodástico e entrada novamente de seu principio arrebatador com mais agressividade.
"WHAT IS AND WHAT SHOULD NEVER BE" é uma balada bluesy com pegada hard rock, solo de PAGE com uso de slide deixando um clima sereno. Depois UHUHUH nos 03:30 a canção introduz um novo riff e cantada em cima da mesma base, excelente. Destaco o vocal arrepiante de PLANT.
"THE LEMON SONG" riff de guitarra rastejante e um blues moldado pelo baixo de JONES, extremamente digno do nome que o conceitua dentro da história do rock.
"THANK YOU" lídima balada folk acompanhada por um vocal lisérgico, bateria enérgica, acordes de PAGE divinos, teclados de JONES acrescentando uma ambientação nostálgica. Obrigado LED ZEPPELIN.
"HEARTBREAKER" o riff deste clássico é como um parasita que se aloja em seu corpo e o bom que não há remédio que o extermine, a sensação causada é tentadora. JIMMY PAGE cria um dos melhores riff da história do rock. Em certo momento da pauleira PLANT, JONES e BONHAM dá uma saída e PAGE sozinho demonstra seu solo inconcebível.
"LIVING LOVING MAID (SHE’S JUST A WOMAN)" parece uma continuação da canção anterior, com uma pegada distinta e hard rock na linha da proficiência. Com uma sonoridade dançante, baixo no fundo fazendo seu papel, os pratos de BONHAM parecem que vão quebrar, backing vocais aperfeiçoando a canção, perfeita.
"RAMBLE ON" novamente o LED ataca com um folk belíssimo arranjado pela guitarra acústica do mestre PAGE. A canção há momentos mais intensos em seu transcorrer alimentados conjuntamente pelo bumbo de BONHAM, os teclados de JONES dá uma impressão metafísica em uma parte e a interpretação de PLANT glorifica essa faixa.
O impacto da obra literária de Herman Melville e a odisseia musical de JOHN BONHAM caminham pelo espaço e tempo inatingíveis, estou falando da próxima canção do álbum a instrumental e delirante "MOBY DICK" inicia com um riff e solos monumentais, após o que se ouve é a magnificência da potência de um músico reverenciado e apelidado de "BONZO".
"BRING IT ON HOME" é uma homenagem visível do blues típico arrastado, vocal, gaita e baixo usuais do estilo e nos exatos 01:43 o blues rock entra em cena e a festança continua em vislumbrar os ouvintes pela qualidade desta banda maravilhosa.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
10 músicas ligadas ao rock que entraram para o "Clube do Bilhão" do Spotify em 2026
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
A dupla de rappers que Slash disse que sempre vinha com algo interessante
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Belo Horizonte entra na rota do rock internacional e recebe shows de Men At Work, Dire Straits Legac

O elogio inesperado que Jimmy Page fez a Ritchie Blackmore num encontro em Hollywood
A canção que Page e Bonham respeitavam, mas achavam que nada tinha a ver com o Led Zeppelin
A banda em que ninguém recusaria entrar, mas Steven Tyler preferiu dizer não
O maior álbum do Led Zeppelin para Jimmy Page e Robert Plant
Por que Jimmy Page exigiu controle total sobre o Led Zeppelin, segundo o próprio
Os vários motivos que levaram Eric Clapton a não gostar das músicas do Led Zeppelin
Os artistas que foram induzidos mais de uma vez ao Rock and Roll Hall of Fame
Jason Bonham admite que não seria baterista se o pai não tivesse morrido cedo
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme


