Led Zeppelin II: Hard rock e blues rock na veia

Resenha - Led Zeppelin II - Led Zeppelin

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Por Richely Campos
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Matéria do dia: Biologia do rock. Quem sabe responder esta pergunta?

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Qual conjunto musical nasce de um cruzamento entre um militar milionário chamado Ferdinand Adolf Heinrich August Graf Von Zeppelin, seu invento; a Primeira Guerra Mundial; o nazismo; desastre aéreo envolvendo o nome de um Presidente da Alemanha chamado Paul Von Hindenburg; os Estados Unidos da América e quatro rapazes britânicos? Resposta: LED ZEPPELIN.

Justificativa da resposta: Ferdinand Von Zeppelin inventou o dirigível LZ, este equipamento foi muito utilizado na Primeira Guerra Mundial. Em 1936 na Alemanha nazista uma empresa construiu o maior equipamento aéreo batizado de LZ 129 Hindendurg em homenagem ao Presidente da Alemanha falecido em 1934. Em meados de 1937 este mesmo dirigível no momento do pouso explodiu por falhas mecânicas e técnicas em território americano matando 36 pessoas. No ano de 1968 na cidade de Londres na Inglaterra, quatro rapazes de nome ROBERT PLANT, JIMMY PAGE, JOHN PAUL JONES e JOHN BONHAM formaram uma banda de rock e deram o nome em homenagem ao dirigível chamando assim LED ZEPPELIN. Na capa dos dois primeiros álbuns da banda é retratado o dirigível em chamas.

O LED ZEPPELIN dispensa apresentação, todos nós sabemos que é uma das melhores bandas da história do rock. O fruto desta resenha é sobre o álbum “LED ZEPPELIN II” hard rock e blues rock na veia.
A primeira música do álbum é como um chamamento divino para que você passeie por alguns minutos pelo céu, “WHOLE LOTTA LOVE” abre com um riff estrondoso, baixo exemplar, bateria monstruosa e vocal inigualável. Em certo momento passagem de uma viagem “orgasmatórica”, bateria pulsante, solo fodástico e entrada novamente de seu principio arrebatador com mais agressividade.

“WHAT IS AND WHAT SHOULD NEVER BE” é uma balada bluesy com pegada hard rock, solo de PAGE com uso de slide deixando um clima sereno. Depois UHUHUH nos 03:30 a canção introduz um novo riff e cantada em cima da mesma base, excelente. Destaco o vocal arrepiante de PLANT.

“THE LEMON SONG” riff de guitarra rastejante e um blues moldado pelo baixo de JONES, extremamente digno do nome que o conceitua dentro da história do rock.

“THANK YOU” lídima balada folk acompanhada por um vocal lisérgico, bateria enérgica, acordes de PAGE divinos, teclados de JONES acrescentando uma ambientação nostálgica. Obrigado LED ZEPPELIN.

“HEARTBREAKER” o riff deste clássico é como um parasita que se aloja em seu corpo e o bom que não há remédio que o extermine, a sensação causada é tentadora. JIMMY PAGE cria um dos melhores riff da história do rock. Em certo momento da pauleira PLANT, JONES e BONHAM dá uma saída e PAGE sozinho demonstra seu solo inconcebível.

“LIVING LOVING MAID (SHE’S JUST A WOMAN)” parece uma continuação da canção anterior, com uma pegada distinta e hard rock na linha da proficiência. Com uma sonoridade dançante, baixo no fundo fazendo seu papel, os pratos de BONHAM parecem que vão quebrar, backing vocais aperfeiçoando a canção, perfeita.

“RAMBLE ON” novamente o LED ataca com um folk belíssimo arranjado pela guitarra acústica do mestre PAGE. A canção há momentos mais intensos em seu transcorrer alimentados conjuntamente pelo bumbo de BONHAM, os teclados de JONES dá uma impressão metafísica em uma parte e a interpretação de PLANT glorifica essa faixa.

O impacto da obra literária de Herman Melville e a odisseia musical de JOHN BONHAM caminham pelo espaço e tempo inatingíveis, estou falando da próxima canção do álbum a instrumental e delirante “MOBY DICK” inicia com um riff e solos monumentais, após o que se ouve é a magnificência da potência de um músico reverenciado e apelidado de “BONZO”.

“BRING IT ON HOME” é uma homenagem visível do blues típico arrastado, vocal, gaita e baixo usuais do estilo e nos exatos 01:43 o blues rock entra em cena e a festança continua em vislumbrar os ouvintes pela qualidade desta banda maravilhosa.

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