Matérias Mais Lidas

imagemA bizarra exigência de Ace Frehley para participar da última turnê do Kiss

imagemVital, o ex-Paralamas que virou nome de música e depois foi pro Heavy Metal

imagemEngenheiros do Hawaii e as tretas com Titãs, Lulu Santos, Lobão e outros

imagemRegis Tadeu explica porque Ximbinha é um dos melhores guitarristas do Brasil

imagemMax Cavalera revela como "selou a paz" com Tom Araya, vocalista do Slayer

imagem"Stranger Things" traz cena com "Master of Puppets", do Metallica

imagemO álbum do The Who que Roger Daltrey achou "uma m*rda completa

imagemLobão explica porquê todo sertanejo gostaria, no fundo, de ser roqueiro

imagemO grave problema do refrão de "Eagle Fly Free", segundo Fabio Lione

imagemEdu Falaschi descobriu que seu primo famoso tem mais seguidores que ele no Instagram

imagemAndreas Kisser conta quais os dez álbuns que mudaram a sua vida

imagemAlice Cooper diz que em sua equipe "todo mundo é tratado como a banda"

imagemPink Floyd: Gilmour nega alegação de Waters sobre "A Momentary Lapse of Reason"

imagemProdutor de "Temple of Shadows" conta problemas que teve com voz de Edu Falaschi

imagemGregório Duvivier: "Perto de Chico Buarque, Bob Dylan é uma espécie de Renato Russo!"


Stamp

Resenha - St. Anger - Metallica

Por Thiago Sarkis
Em 19/07/03

Nota: 6

O que "St. Anger" tem de instigante, inusitado e importante – mais à frente veremos o porque -, possui também de mal produzido, pensado e trabalhado. Um álbum que contém vários aspectos que poderiam marcar a redenção do Metallica, mas que foi enlameado pela maneira "nas coxas" como foram realizadas as gravações e toda a produção.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Vamos ao que há de interessante primeiro. Não é verdade que eles voltaram a tocar metal. Contudo, é fato, soa mais pesado que em discos ignóbeis precedentes. Talvez o estilo aquiescido pela banda seja um rock alternativo de certo peso, e isso tem lá sua importância. Mesmo não sendo essencialmente parte de uma vertente, leva o ‘tal’ "heavy" para as rádios, televisões, e cai no gosto do público. Em suma, consegue divulgar um movimento do qual deixou de fazer parte há tempos, a não ser pelo "metal" no princípio de seu nome.

Os músicos seguem bons e agora têm uma adesão popular maior. Não é porque riffs como os de "Frantic" ou "Invisible Kid" são dez vezes mais simples que qualquer coisa feita pelo conjunto nos anos oitenta, que deixa de ter lá seu valor. A faixa título, por exemplo, tem passagens muito boas, compassos bem divididos, em variáveis interessantes, diferentemente daquilo que esperávamos do medíocre Metallica que ‘carregou’ e ‘recarregou’ o saco de todos em meados da década de noventa. O que falar então de "Some Kind Of Monster" e o único solo de guitarra do disco? Algo totalmente fora das perspectivas de qualquer ouvinte. Um experimento de quem tem bagagem para se enveredar por caminhos diferentes.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O problema é que nada disso é exaltado. A mídia e os próprios membros e apêndices (leia-se Bob Rock) do grupo insistem em falar bobagens como: "queríamos soar crus, sinceros", "o objetivo era pegar a agressividade, o momento". Para isso é necessário ser porcalhão? Nevermore e Anthrax podem provar com vários CDs e shows e responder por mim: NÃO. O próprio Metallica já deu aula nesta matéria. "... And Justice For All" é um belo exemplo.

"St. Anger" seria um disco realmente nota dez...

- Se Bob Rock não existisse.

- Se Robert Trujillo (realmente um grande baixista, "sumkinda monster") tivesse gravado o baixo para o álbum.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

- Se houvessem pelo menos alguns solos de guitarra, o que, de sabedoria geral, chegou a ser um intento da banda, mas logo limado por "Bobo Rock".

- Se as músicas não durassem sempre dois minutos e meio mais do que deveriam.

- Se Lars Ulrich não estivesse tão influenciado pelo rock brasileiro e a língua portuguesa e não resolvesse levar tão a sério a expressão "Vamo Batê Lata" dos Paralamas do Sucesso.

Lançado pela Universal Music – 2003

Site Oficial – http://www.metallica.com

Formação:
James Hetfield (Vocais - Guitarra)
Kirk Hammett (Guitarra)
Roberto Trujillo (Baixo)
Lars Ulrich (Bateria)

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva


Outras resenhas de St. Anger - Metallica

imagemResenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Resenha - St. Anger - Metallica

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Airbourne 2022
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Satan: Brian Ross diz que o Metallica fez um ótimo trabalho ao defender Metal britânico


USA Today: as 20 maiores bandas de todos os tempos nos EUA



Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

Mais matérias de Thiago Sarkis.