Por que Luis Mariutti nunca se pronunciou sobre ruptura do Sepultura
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de novembro de 2023
Em uma entrevista exclusiva a Gustavo Maiato, o renomado baixista brasileiro, Luis Mariutti, revelou o motivo por trás de sua postura de nunca emitir opiniões a respeito da divisão da icônica banda Sepultura. Mariutti, que já integrou outras bandas de sucesso e viveu os desafios comuns à maioria das bandas, compartilhou sua perspectiva sobre o tema.
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Relembrando os primórdios do Sepultura, Mariutti mencionou o lançamento do álbum "Bestial Devastation" e também a banda Dorsal Atlântica, que marcaram o início de uma jornada musical inesquecível. Ele destacou a música "Princesa do Prazer" da Dorsal Atlântica como uma de suas favoritas naquela época, elogiando sua natureza única e intensa.
O baixista também fez menção à influência do Sepultura no cenário musical, particularmente à entrada "bem black metal". Além disso, Mariutti mencionou o impacto da banda Vulcano em seu repertório musical, referindo-se ao álbum ao vivo do Vulcano, que ele ouviu com entusiasmo, embora não pudesse recordar exatamente onde.
Quando questionado sobre o racha e as rupturas frequentes que ocorrem nas bandas, Mariutti compartilhou sua visão sobre a dinâmica intrincada desses grupos musicais. Ele destacou que problemas de formação são comuns em bandas, e é algo que ele mesmo experimentou ao longo de sua carreira. O músico enfatizou que, nesses casos, ele prefere não emitir opiniões, pois acredita que apenas aqueles diretamente envolvidos sabem realmente o que aconteceu e o que está em jogo.
Mariutti acrescentou que, em sua opinião, familiares e pessoas muito próximas aos membros da banda são as que podem oferecer uma perspectiva mais precisa sobre a situação, já que estão mais familiarizadas com os detalhes e as complexidades das relações dentro do grupo.
Concluindo a entrevista, Luis Mariutti deixou claro que nunca se sentiu compelido a emitir opiniões sobre a separação do Sepultura ou de qualquer outra banda. Ele enfatizou que nunca pensou seriamente sobre o assunto e acredita que sua postura é consistente com sua abordagem respeitosa em relação às questões internas das bandas.
Confira a fala na íntegra aqui: "Eu já peguei o primeiro, que era o ‘Bestial Devastation’, né? Era o split ali com o Dorsal Atlântica, se não me engano. A música do Dorsal Atlântica que eu mais curtia nessa época era uma chamada ‘Princesa do Prazer’. Era uma música muito louca. E o Sepultura, que tinha aquela entrada bem black metal. O Vulcano também é uma banda que ouvi. O disco do Vulcano ao vivo, não lembro onde era. Nossa, ouvi muito.
Agora, eu tive as minhas bandas, e as minhas bandas também tiveram problemas de formação. Qual banda não teve? Então, nesses casos, prefiro fazer assim: eu não dou opinião. Quem está dentro que sabe o que é, né? Então, ali, os familiares e as pessoas muito próximas são as que podem opinar, falar alguma coisa sobre. Cara, sinceramente, assim, não tenho opinião sobre as rupturas do Sepultura. Nunca pensei nisso, sabe? Emitir uma opinião sobre a separação do Sepultura ou de qualquer outra banda".
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