A canção "estilo Led Zeppelin" do Genesis, onde Phil Collins assume seu lado John Bonham
Por Bruce William
Postado em 14 de agosto de 2025
Entre as faixas mais pesadas do Genesis, "Squonk" ocupa um lugar especial, não só pelo peso de suas guitarras e bateria, mas também por seu papel decisivo na história do grupo. Lançada no álbum "A Trick Of The Tail" (1976), foi um dos primeiros registros da banda após a saída de Peter Gabriel, e acabou revelando que o sucessor ideal estava mais perto do que imaginavam.
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A composição, assinada por Tony Banks e Mike Rutherford, tem como título o nome de uma criatura imaginária do folclore norte-americano. Segundo a lenda, o "Squonk" dissolve-se em um poço de lágrimas para evitar ser capturado. A história da estranha criatura foi registrada pela primeira vez em 1910, no livro "Fearsome Creatures of the Lumberwoods, With a Few Desert and Mountain Beasts", de William Thomas Cox. Décadas depois, foi mencionada por Jorge Luis Borges em "O Livro dos Seres Imaginários" (1969), uma versão expandida de seu "Manual de Zoologia Fantástica" (1957).
Para o Genesis, a música teve um peso simbólico. Quando Gabriel deixou o posto de vocalista, a banda iniciou uma série de audições para encontrar um substituto. Um dos candidatos chegou a passar pelas etapas iniciais, mas na hora de cantar "Squonk" ficou claro que não se encaixava no tom da banda. Foi então que o baterista Phil Collins decidiu assumir o microfone, e a performance foi tão convincente que ele acabou se tornando o novo vocalista.
"A Trick Of The Tail" marcou, portanto, a estreia de Collins como frontman, mantendo também seu papel na bateria. E foi justamente em "Squonk" que ele explorou uma abordagem mais pesada, lembrando gigantes do rock setentista. Em depoimento no DVD do álbum, resgatado pela Songfacts, Collins explicou: "'Squonk' sempre foi um destaque musical. Era a nossa música meio Zeppelin, um pouco de 'Kashmir', um pouco de 'When The Levee Breaks'. Quando você ouve, não parece exatamente, mas era essa a intenção, com os acordes de guitarra pesados e eu vestindo meu chapéu à la John Bonham".
Com uma atmosfera densa e andamentos bem marcados, "Squonk" se destaca como um momento em que o Genesis flertou com uma sonoridade mais crua e vigorosa, sem perder a sofisticação progressiva que definia o grupo. Mais do que uma faixa de destaque, foi o ponto de virada que consolidou Phil Collins como a nova voz da banda.
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