Resenha - Papyrus - Eterna
Por André Toral
Postado em 07 de junho de 2000
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formada por Alexandre Emanuel Cláudio (vocais/baixo), Paulo Frade (guitarras), Douglas Codonho (teclados) e Danilo Lopes (vocais/bateria), o Eterna entra, definitivamente, para o time de ouro do heavy nacional. Praticando um heavy metal ora tradicional ora power metal, a banda se destaca por tudo, absolutamente. Em seu segundo álbum, Papyrus, o instrumental é esplendoroso e virtual, sem soar exagerado. Aliás, esta é uma das características mais bem-vindas da banda, uma vez que seus músicos, excelentes, não se tornam uns chatos de exibição. As temáticas do Eterna são católicas, mas isso em nada influencia o som da banda, uma vez que são melhores que muitas bandas por aí, aqui mesmo no Brasil. Sobre isso, vale destacar que a banda não se torna chata ao repetir incansavelmente passagens bíblicas, pois aborda vários aspectos do cotidiano em suas letras. Tecnicamente, podemos reparar em influências como Dio, Queensryche e Iron Maiden; são apenas alguns toques, uma vez que o Eterna opta por desenvolver uma linha de heavy metal mais voltada à atualidade. Outro forte destaque são as divisões de vocal que rolam em Papyrus, com Danilo e Alexandre. Danilo, que também é baterista (!!), se destaca por ter uma voz rouca, aguda e agressiva, lembrando Dio e Russel Allen (Symphony X), e Alexandre, o baixista, também não fica atrás. Se este dueto matador for tão bom ao vivo quanto no estúdio... A produção salta aos ouvidos: pura, cristalina, perfeita. É incrível, pois pode-se dizer que é uma das melhores produções a nível nacional, dentro do heavy metal. Instrumentalmente, o Eterna é 100% eficiência: guitarras pesadas, baixo irretocável, teclado exato e bateria ultra-pesada e detalhada. O quê mais quer o ouvinte? Bem, são muitos os destaques, como: Working Man (clássico absoluto), Longevity (simplesmente maravilhosa, alternando peso e melodia, com melodia vocal soberba), Mary’s Son, Da Pacem Domine (outro clássico com introdução à base de slaps, no baixo), The War is Over! (balada sem clichês FM, pesada e bem estruturada), Papyrus (um metal épico dividido em duas partes). Enfim, das onze músicas, todas são clássicas. O Eterna prova que, em relação ao seu primeiro álbum, Shema Israel, houve uma enorme evolução; Papyrus traz tudo o que o fã quer, além de muito luxo em sua arte e informações adicionais que acompanham o cd. Bem, para terminar, não custa repetir: Eterna é 100%, portanto, conheçam esta magnífica banda já!

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Diva Satanica fala sobre ódio online: "São sempre as mesmas pessoas"
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
A música que Ronnie James Dio fez para deixar o Black Sabbath para trás
A letra de Ronnie James Dio que Tony Iommi e Geezer Butler quase vetaram
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
Cinco músicas lançadas há mais de 50 anos que continuam fazendo sucesso
John Paul Jones sobre o relacionamento do Led Zeppelin: "Não éramos amigos"
Simplicidade é para os falsos: o nome de banda mais complicado do mundo


Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Metallica: um DVD com título mais do que adequado



