Resenha - Papyrus - Eterna
Por André Toral
Postado em 29 de março de 2000
Formada por Alexandre Emanuel Cláudio (vocals/bass guitar), Paulo Frade (guitars), Douglas Codonho (keyboard) e Danilo Lopes (vocals/drums), o Eterna entra, definitivamente, para o time de ouro do heavy nacional. Praticando um heavy metal, ora tradicional, ora power metal, a banda se destaca por tudo, absolutamente. Em seu segundo álbum, Papyrus, o instrumental é esplendoroso e virtual, sem soar exagerado. Aliás, esta é uma das características mais bem-vindas da banda, uma vez que seus músicos, excelentes, não se tornam em chatos de exibição. As temáticas do Eterna são católicas, mas em nada influencia no som da banda, uma vez que são melhores que muitas bandas por aí, aqui mesmo no Brasil. Sobre isso, vale destacar que a banda não se torna chata ao repetir incansavelmente passagens bíblicas, pois aborda vários aspectos do cotidiano, em suas letras. Tecnicamente, podemos reparar influencias como Dio, Queensryche e Iron Maiden; são apenas alguns toques, uma vez que o Eterna opta por desenvolver uma linha de heavy metal mais voltada à atualidade. Outro forte destaque são as divisões de vocal que rolam em Papyrus, com Danilo e Alexandre. Danilo, que também é baterista(!!), se destaca por ter uma voz rouca, aguda e agressiva, lembrando Dio e Russel Allen (Symphony X), Alexandre, o baixista, também não fica atrás. Se este dueto matador for tão bom ao vivo, quanto no estúdio...A produção salta aos ouvidos: pura, cristalina, perfeita. É incrível, pois pode-se dizer que é uma das melhores produções a nível nacional, dentro do heavy metal. Instrumentalmente, o Eterna é 100% eficiência; guitarras pesadas, baixo irretocável, teclado exato e bateria ultra pesada e detalhada. Que mais quer o ouvinte? Bem, são muitos os destaques, como: Working Man (clássico absoluto), Longevity (extremamente maravilhosa, alternando entre o peso e melodia, com melodia vocal soberba), Mary’s Son, Da Pacem Domine (outro clássico com introdução a base de slaps, no baixo), The War is Over! (balada sem clichês FM, pesada e bem estruturada), Papyrus (um metal épico dividido em duas partes) Enfim, das onze músicas, todas são clássicas. O Eterna prova que, em relação ao seu primeiro álbum, Shema Israel, houve uma enorme evolução; Papyrus traz tudo o que o fã quer, além de muito luxo em sua arte e informações adicionais que acompanham o CD. Bem, para terminar, não custa repetir: Eterna é 100%, portanto, conheçam esta magnífica banda, já!

Maiores informações:
Internet: www.eterna.art.br
e-mail: [email protected]
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