Resenha - Vapor Trails - Rush
Por Fernando Rocha
Postado em 01 de junho de 2002
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Vapor Trails" é o novo disco do lendário Power trio canadense Rush, que não gravava desde 96. "Vapor Trails" é o sucessor de "Test For Echo", disco que foi muito bem recebido pelos fãs de todas as fases da banda, desde o início progressivo até o hard rock dos anos 80.
Logo após a turnê de "Test for Echo" a banda foi atingida por duas fatalidades que abalaram em muito o trio, especialmente o baterista e principal letrista, Neil Peart. Sua filha morreu num acidente de carro e logo após o câncer levou sua mulher (o disco "Different Stages" foi todo dedicado à memória das duas). A banda resolveu "dar um tempo".
O primeiro a lançar um trabalho solo foi o guitarrista Alex Lifeson, com um som completamente diferente do que estamos acostumados no Rush. Mais tarde o frontman Geddy Lee mostrou o seu trabalho, cheio de influências de seus amigos de Seattle (Matt Cameron, ex Soundgarden, atual Pearl Jam, gravou as baterias do disco). Enquanto isso Peart saía numa viagem de motocicleta cruzando os Estados Unidos. Munido de lápis e papel o baterista voltou com muitas letras e um livro, "Ghost Rider", a ser lançado.
A banda então entra em estúdio para fazer o disco que marcaria a volta do Rush. Muita especulação rondou todo o processo de composição do disco. Alguns diziam que o álbum seria obscuro, melancólico, outros acreditavam na volta do som mais progressivo da banda. Mas o que surgiu foram letras altamente filosóficas alternadas com simples composições sem maiores pretensões.
O som se afastou muido do estereótipo "progressivo", seguindo os passos dados desde o fim dos anos 80 com "Roll the Bones", sem longos solos de guitarra e sem intermináveis passagens de teclado. Um som mais direto, cru, mas sem deixar de lado as mudanças de rítmo e a bateria pesada e certeira do mestre Neil Peart.
No geral é um bom disco de rock, mas não é de forma alguma um disco que possa figurar junto à discografia "clássica" da banda. É recomendado para qualquer um que curta o bom rock n' roll, direto, bonito e bem feito. Com esse disco, a banda mostra que não se prende a nenhum rótulo, mas também não deixa sua identidade mudar.
Outras resenhas de Vapor Trails - Rush
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
Filmagem inédita do Pink Floyd em 1977 é publicada online
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
Os 11 maiores discos de onze bandas gigantes dos anos oitenta, segundo a Loudwire
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Sepultura anuncia última tour norte-americana com Exodus e Biohazard abrindo
O álbum que, segundo John Petrucci, representa a essência do Dream Theater
A bebedeira que pode ter originado título de álbum clássico dos anos 80
A banda de rock que Dave Grohl acha boba demais: "Eu realmente acredito nela? Bem, não"
O comovente significado da cruz da capa de "Appetite for Destruction", segundo Axl Rose



Rush anuncia reedição expandida do álbum "Grace Under Pressure"
Mike Portnoy se declara feliz por não ter sido convidado a tocar com o Rush
O desconhecido baterista que jamais será esquecido, segundo Neil Peart do Rush
De Neil Peart a Ozzy: 10 ícones do rock e do heavy metal que faleceram nos anos 2020
A música do Rush que mudou a forma como Kirk Hammett toca guitarra
O baixista que, para Geddy Lee, está acima de Paul McCartney - e que o próprio Paul não nega
O "músico mais talentoso" com quem Geddy Lee do Rush já trabalhou: "Teimosamente determinado"
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
O pior momento do Rush, segundo Neil Peart; "não dava nem pra pagar a equipe"
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



