Resenha - Vapor Trails - Rush

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Por Fernando Rocha
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"Vapor Trails" é o novo disco do lendário Power trio canadense Rush, que não gravava desde 96. "Vapor Trails" é o sucessor de "Test For Echo", disco que foi muito bem recebido pelos fãs de todas as fases da banda, desde o início progressivo até o hard rock dos anos 80.

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Logo após a turnê de "Test for Echo" a banda foi atingida por duas fatalidades que abalaram em muito o trio, especialmente o baterista e principal letrista, Neil Peart. Sua filha morreu num acidente de carro e logo após o câncer levou sua mulher (o disco "Different Stages" foi todo dedicado à memória das duas). A banda resolveu "dar um tempo".

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O primeiro a lançar um trabalho solo foi o guitarrista Alex Lifeson, com um som completamente diferente do que estamos acostumados no Rush. Mais tarde o frontman Geddy Lee mostrou o seu trabalho, cheio de influências de seus amigos de Seattle (Matt Cameron, ex Soundgarden, atual Pearl Jam, gravou as baterias do disco). Enquanto isso Peart saía numa viagem de motocicleta cruzando os Estados Unidos. Munido de lápis e papel o baterista voltou com muitas letras e um livro, "Ghost Rider", a ser lançado.

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A banda então entra em estúdio para fazer o disco que marcaria a volta do Rush. Muita especulação rondou todo o processo de composição do disco. Alguns diziam que o álbum seria obscuro, melancólico, outros acreditavam na volta do som mais progressivo da banda. Mas o que surgiu foram letras altamente filosóficas alternadas com simples composições sem maiores pretensões.

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O som se afastou muido do estereótipo "progressivo", seguindo os passos dados desde o fim dos anos 80 com "Roll the Bones", sem longos solos de guitarra e sem intermináveis passagens de teclado. Um som mais direto, cru, mas sem deixar de lado as mudanças de rítmo e a bateria pesada e certeira do mestre Neil Peart.

No geral é um bom disco de rock, mas não é de forma alguma um disco que possa figurar junto à discografia "clássica" da banda. É recomendado para qualquer um que curta o bom rock n' roll, direto, bonito e bem feito. Com esse disco, a banda mostra que não se prende a nenhum rótulo, mas também não deixa sua identidade mudar.

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