Rush: Não é um clássico, mas ainda assim é muito bom
Resenha - Vapor Trails - Rush
Por Giales Pontes
Postado em 06 de dezembro de 2014
Nota: 8 ![]()
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Álbuns de "medalhões" do rock costumam sempre ser aguardados como a oitava maravilha do mundo, coisa que esse ‘Vapor Trails’ (2002) definitivamente não é.Já demonstrei postura semelhante em outras resenhas que fiz sobre álbuns de grandes bandas, e embora tenha recebido alguns xingamentos por parte da ala mais xiita dos fãs, não cedo em minhas opiniões.

Quando escutei esse trabalho pelas primeiras vezes há 12 anos, não "desci a lenha", pois entendo que isso sempre é uma atitude precipitada. Isso também havia acontecido com ‘Brave New World’ do Iron Maiden. E eu como fã inveterado dos britânicos, naquele momento simplesmente não consegui ver naquele álbum toda a magia descrita pela imprensa em geral e pelos seguidores mais fanáticos do Maiden. Então dei mais um tempo, e muitas audições se seguiram para que eu tentasse assimilar os pormenores embutidos naquele trabalho.
Com esse ‘Vapor Trails’ do Rush, foi parecido. Mas com uma diferença: hoje eu consigo curtir um pouco mais o ‘Vapor’ do que há 12 anos. Já o ‘Brave’ do Maiden, na minha visão ficou como uma espécie de "patinho feio não tão feio" na discografia maideniana.

"One Little Victory" inicia prometendo bastante, com Peart "fazendo das suas" em um groove alucinante usando pedal duplo. As guitarras de Alex iniciam meio tímidas e abafadas, e o que se escuta é uma série de camadas guitarrísticas executando linhas diversas e sobrepondo-se uma a outra progressivamente, até que Geddy entre com o peso do baixo. Distorção no talo, muito zunido e muita sujeira, o que na minha percepção, tirou um pouco do brilho das ótimas composições.
‘Ceiling Unlimited’ é uma das melhores. Aqui eu posso dizer que a distorção foi usada com um pouco menos de saturação, e isso ajudou decisivamente no resultado final. ‘Ghost Rider’ é outro grande momento do álbum, com sua introdução calma ao baixo, e linhas de guitarra melodiosas. As melodias vocais de Geddy são o ponto alto desse trabalho. São elas que evitam que sua sonoridade ultra-saturada provoque bocejos no ouvinte. ‘Peaceable Kingdom’ privilegia o baixo e também capricha na distorção. Os vocais de Geddy mais uma vez são a atração. A seguir, temos a boa ‘The Stars Look Down’, que segue a linha usual do CD: guitarras distorcidas no talo, baixo por cima de tudo e os belos vocais de Geddy se destacando.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | ‘How It Is’ é uma canção típica do Rush moderno, com bastante melodia. A quase faixa-título ‘Vapor Trail’ (por uma letra "S") também é uma das melhores, e apesar de trazer o mesmo excesso de saturação presente em todo o álbum, suas melodias a tornam bastante agradável. Tanto no lado vocal quanto no instrumental. O mesmo pode ser dito de ‘Secret Touch’ e ‘Earthshine’. Ótimas.
‘Sweet Miracle’ e ‘Nocturne’ também são muito boas, embora eu particularmente prefira a primeira. ‘Freeze (Part IV of "Fear")’ é a quarta parte da série de canções intitulada ‘Fear’, cuja temática trata de tópicos relacionados ao medo. Sim, não se trata de uma série conceitual, ou seja, contando partes de uma mesma história.A música é bacana, mas não é nada de espetacular. Por fim, a boa ‘Out Of The Cradle’, que segue mais ou menos a mesma linha de ‘Ceiling Unlimited’, e fecha o álbum dignamente.

Resenhar álbuns de bandas como Maiden ou Rush é sempre complicado, pois são dois supergrupos detentores de um exército de seguidores fanáticos, nos quais eu me incluo. Apenas não sou tão xiita a ponto de achar maravilhoso tudo o que eles lançam, simplesmente por serem supergrupos.
‘Vapor Trails’ não é um clássico, mas ainda assim é muito bom, até porque o Rush é daquelas bandas que simplesmente não conseguem fazer álbuns ruins! Jamais conseguirão, mesmo que tentem!
Não sei dizer se a intenção deles era essa quando decidiram encher o álbum com toda essa estática de rádio AM vagabunda. Se era, falharam miseravelmente, pois ainda que não possa ser comparado aos clássicos da banda, ‘Vapor Trails’ é sim um grande trabalho.

Line-up:
Geddy Lee (Baixo/Sintetizadores/Vocal)
Alex Lifeson (Guitarra/Violão)
Neil Peart (Bateria/Percussão)
Track-list:
1 . One Little Victory
2 . Ceiling Unlimetd
3 . Ghost Rider
4 . Peaceble Kingdom
5 . The Stars Look Down
6 . How It Is
7 . Vapor Trail
8 . Secret Touch
9 . Earthshine
10. Sweet Miracle
11. Nocturne
12. Freeze(Part IV of ‘Fear’)
13. Out Of The Cradle

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