Resenha - Vapor Trails - Rush

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Por Fábio Faria
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Quase seis anos depois de lançar seu último álbum de estúdio, o trio canadense Rush volta à cena com seu novo trabalho batizado de "Vapor Trails", cuja ótima produção ficou a cargo dos próprios integrantes da banda – assessorados pelo engenheiro de som Paul Northfield. São treze canções que mostram o Rush do novo milênio revigorado e repleto de entusiasmo, soando como os fãs esperam, entretanto, deixando de lado sua veia mais progressiva para apostar no peso do power-trio propriamente dito. Nada de sintetizadores ou teclados, é guitarra, baixo e bateria em sua forma mais pura.

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Os riffs pesados criados pelo guitarrista Alex Lifeson mostram que a meta era deixar as canções – "One Little Victory" e "Nocturne", só para citar algumas - com uma sonoridade mais contemporânea – leia-se aí em relação cenário musical norte-americano. Talvez por isso, o guitarrista optou por não solar nas novas composições. O CD acaba e você, descrente, pergunta se não reparou nos solos. É verdade, eles não existem mesmo. Mas em compensação, sem o uso proposital dos teclados tão abundantes em outros álbuns do Rush, Lifeson pode explorar mais a fundo os sons de sua guitarra, que ao longo das 13 faixas do disco apresentam uma variedade de texturas que com certeza vão agradar os amantes do instrumento que não consideram como virtude escalas mirabolantes à velocidade da luz.

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Já Geddy Lee continua o mestre de sempre nas quatro cordas, criando linhas de baixo no mínimo inspiradíssimas – vide "Freeze", "Out of the Cradle", "Sweet Miracle" ou "Peaceable Kingdon", em que o baixo faz o papel da guitarra base. Como vocalista, Lee não perdeu o pique e mostra que a maturidade lhe permitiu o pleno domínio de sua voz tão característica.

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Quanto ao modo de composição do Rush, não houve mudanças, ou seja, Lee e Lifeson cuidam dos arranjos das canções e Neil Peart é o responsável pelas letras. Depois de se recuperar da morte - num período inferior a um ano - de sua única filha e de sua esposa, era de se esperar que os assuntos abordados por Peart deixassem de ser abstratos e passassem a mostrar um lado mais pessoal e introspectivo como letrista. Com as baquetas na mão e os pés nos bumbos, Neil Peart, um dos mais influentes bateristas da história do Rock, faz miséria. Desde a faixa de abertura "One Little Victory", passando por "Nocturne", até a última faixa "Secret Touch", o baterista deixa a entender que a precisão nos movimentos é o que ele busca, e isso aliado às famosas viradas, provam que Peart conseguiu superar as dificuldades em sua vida pessoal, que o deixaram um longo período sem tocar, e satisfazer seus admiradores com uma performance magnífica.

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Sempre que uma grande banda como o Rush fica um longo período de tempo sem gravar, as expectativas aumentam. Será que conseguirão se superar ou vão se transformar numa cópia deles mesmos? Ao ouvir os quase setenta minutos deste "Vapor Trails", concluí-se que a espera valeu a pena.

Track List

1. "One Little Victory"
2. "Peaceable Kingdom"
3. "Ghost Rider"
4. "Ceiling Unlimited"
5. "The Stars Look Down"
6. "How It Is"
7. "Vapor Trail"
8. "Out Of The Cradle"
9. "Earthshine"
10. "Sweet Miracle"
11. "Nocturne"
12. "Freeze (Part IV of "Fear")
13. "Secret Touch"

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Banda

Geddy Lee - baixo e voz
Alex Lifeson - guitarras
Neil Peart - bateria e percussão


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Sobre Fábio Faria

"Maidenmaníaco" convicto, nascido em 1973, passou a escutar Rock com 10 anos de idade. Primeiro disco adquirido foi "Destroyer" do Kiss. Logo depois conheceu o álbum "Killers" do Iron Maiden, e a identificação foi instantânea. Curte todos os estilos e sub-estilos do Rock e do Metal. Sem preconceito, escuta desde Black Sabbath, Yes, Janis Joplin, Slayer, In Flames, Sex Pistols até Dream Theater, U2, Blind Guardian, Slipknot, Carcass, etc. Bandas favoritas: Iron Maiden e Beatles.

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