Empresário afirma que se Andre Matos tivesse mais esmero, carreira teria deslanchado
Por Bruce William
Postado em 11 de maio de 2022
Paulo Baron, empresário do Angra, fala neste corte de sua entrevista ao ibagenscast como foi sua relação com o vocalista Andre Matos.
"O Andre e eu tínhamos um relacionamento de muita confiança. Eu entendia a cabeça do Andre e entendia onde ele queria chegar. Nunca tive medo de falar, me posicionar, de fazer a coisa acontecer. O Andre era mais metódico, pensava muitas vezes, e precisava de um cara como eu, em quem ele confiava", diz Baron.
Depois de falar sobre a banda solo de Andre, que de acordo com Paulo foi ideia dele, o empresário mostra alguns exemplos que conforme ele provam que Andre tinha muita confiança nele, e em seguida explica o que teria sido o principal motivo para a carreira solo do vocalista não emplacar de forma mais efetiva: "O Andre sempre teve o lado dele, ele gostava que as pessoas seguissem o ritmo dele, que começava muito tarde. Eu já falei antes, não gosto que as pessoas me deixem na geladeira, minha vida tem que andar, eu sou hiperativo, sempre pensando e sempre trabalhando, não gosto de ficar parado. A vida do Andre começava às seis horas da tarde, enquanto para mim o dia já tinha terminado, ainda mais aqui no Brasil em que as pessoas saem do trabalho às seis da tarde. Nesta hora não tinha mais como tomar uma decisão, e isso foi me consumindo".
Em seguida Paulo conta que quando deixou o Angra ele acredita que o Andre não conseguiu mais se entender com ninguém na banda. "Eu tenho uma personalidade forte", diz Paulo. "E quando você tem uma personalidade forte, com ideias para o artista, você termina acostumando a pessoa a isso. E quando você encontra uma pessoa que é passiva, te escuta, ele não entra na mesma frequência que você está acostumado"(...) "Eu e o Andre passávamos os dias juntos, ele vinha dormir em casa, eu ia dormir na casa dele, tivemos um relacionamento de amizade muito forte, combinávamos nas próprias ideias, falávamos sobre antropologia, sobre os Astecas, o que pensávamos sobre a natureza, assim como ficávamos nós dois sentados na praia olhando tudo, sem fazer nada".
Depois de reforçar a amizade que mantinha com Andre, já ao final do corte, Paulo retoma o tema do ritmo diferente que ele e Andre tinham: "Meu pavio era menor, hoje é um pouquinho maior. Mas naquela época era tipo, passar três dias aguardando era como perder uma eternidade. E eu sinto muito por isso, pois eu tenho certeza que se tivesse tido um pouquinho mais de esmero do Andre, se a vida dele começasse ao meio dia ou uma hora da tarde, com certeza nós teríamos conquistado o mundo com o projeto. Mas Deus sabe o que faz", finaliza Paulo.
A entrevista completa de Paul Baron para o ibagenscast pode ser vista no vídeo abaixo.
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