Resenha - Rheingold - Grave Digger
Por Rafael Carnovale
Postado em 14 de julho de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois do lançamento do bom "The Grave Digger", que apesar de sua qualidade e extremo bom gosto gerou opiniões controversas entre os fãs, é para felicidade geral que Chris Boltendahl e cia anunciaram que seu sucessor seria o primeiro de uma trilogia, cujo tema inicialmente seria a Bíblia Sagrada. Mas "Rheingold" acabou sendo inspirado na obra "Ring of the Nibelungs" de Richard Wagner, narrando a eterna busca de deuses e guerreiros até o paraíso viking de "Valhalla". A banda também anunciou que esse seria o começo de uma nova trilogia, e que este álbum viria com mais partes orquestradas, contrariando o som mais direto e agressivo de seu antecessor. Como estaria o caminho até Valhalla?

"The Ring" é a perfeita introdução para uma ópera, com todo seu clima orquestrado e cativante. As faixas seguintes ,"Rheingold" e "Valhalla", mostram o tradicional power metal da banda, com guitarras bem agressivas e Chris cantando mais gutural do que nunca. Nem parece que a banda resolveu fazer um cd mais orquestrado. Mas em "Giants" já se nota a diferença: a faixa, que investe mais no hard rock, usa diretamente dos coros e passagens com teclados, muito bem encaixados pelo mascarado "HP Hatzenberg".
A grande diferença pode ser notada já na faixa "Maidens of War", alternando momentos tipicamente heavy com andamentos mais calmos e abusando dos excelentes coros e vocais dobrados. Chris canta mais contido e a banda esbanja talento. Talento que fica evidente na ultra-cadenciada "Sword" (uma das melhores) e na power-metal "Dragon" (duvido que o refrão "Kill,Kill" não grude na cabeça de quem ouvir).
O lado mais speed da banda fica caracterizado nas pesadíssimas"Liar" e "Murderer" (aonde as orquestrações dão um show a parte, sendo muito bem executadas, aliadas ao peso das guitarras de Manni Schmidt). Para encerrar esta parte da aventura dos deuses rumo a Valhalla, nada melhor que uma faixa épica e bem pesada, como "Twilight of the Gods". A edição nacional traz 2 faixas bônus: a épica "Hero" (que abusa dos coros e teclados) e a bela balada "Goodbye".
Um belo cd, que merece ser conferido. Falta a agressividade que "The Grave Digger" esbanjou, com certeza, mas sobra competência num grande momento de uma grande banda. Confira sem medo.
Obs: A primeira prensagem do cd veio com problemas de impressão no encarte. Se a sua for como a minha (que veio com o problema) a Century Media estará trocando os encartes a partir do dia 14/07.
Line Up:
Chris Botendahl – Vocais
Stefan Arnold – Bateria
Manni Schmidt – Guitarra
Jens Becker – Baixo
Hans Peter Hatzenberg – Teclado
Site oficial: www.grave-digger.de
Lançado pela Century Media Brasil em 2003.
Outras resenhas de Rheingold - Grave Digger
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Rush fará cinco shows no Brasil em 2027; confira datas e locais
O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
As duas vozes que ajudaram Malcolm Young durante a demência
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show
Até 60% de desconto em ofertas de vinis, CDs, smartphones, acessórios e outros na Amazon
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
A música do AC/DC que usa, de propósito, os acordes A, C, D e C
O cartaz de filme "estúpido" que originou o nome da banda mais importante do heavy metal
Rob Halford: a canção do Judas que ele fez para ex-namorado



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



