Bruce Springsteen: o maior espetáculo da história do Rock in Rio
Por Jorge Felipe Coelho
Fonte: Rádio Catedral do Rock
Postado em 20 de junho de 2020
Em 2013, Bruce Springsteen voltou ao Brasil após 25 anos para brilhar no Rock in Rio junto com sua competente E Street Band. Com 63 anos na época, o "Boss" fez tudo o que um artista pode fazer para colocar sua apresentação em um patamar antológico. A maratona de quase 3 horas de suor escorrendo começou com ele abrindo o espetáculo simplesmente tocando "Rauuuuuul". Bruce fez uma versão de "Sociedade Alternativa", do Raul Seixas, e já começou ganhando o público em uma noite que não era ele o artista mais popular.
Bruce Springsteen - Mais Novidades
O primeiro CD produzido em uma fábrica nos EUA foi Born in the USA, de 1984, o maior clássico e best seller de Bruce. Em determinado ponto da apresentação ele avisou que a noite traria algo especial, pois tocaria o álbum completo para deleite da galera. A esta altura, todos já estavam encantados com o carisma e o vigor físico de um senhor que cantava, dançava, tocava guitarra, brincava com sua banda, chamava o público, esfregava a cara em um balde de gelo e sorria o tempo todo emendando músicas sem cansar.
Bruce chamou vários fãs ao palco para cantar o hit "Dancing in the Dark", deu o microfone para um menino de 10 anos cantar um trecho de "Waiting On a Sunny Day". Interagiu com a plateia sem parar, conversou em português (lendo um monitor) e desceu até o público para dar as mãos às pessoas. Nenhuma poupança de esforços para agradar e fazer do seu show no festival uma experiência única. A prova de que ele não queria ir embora é a de que os fogos de artifício, que tradicionalmente anunciam o encerramento dos shows no palco principal, foram lançados e Bruce continuou tocando.
O músico escolheu encerrar o show com o astral ainda mais para cima em uma versão da dançante "Twist and Shout", dos Beatles, usando ainda um trecho de "La Bamba", de Ritchie Valens. Como se não bastasse, voltou novamente com um violão para cantar sozinho "This Hard Land". Felizmente tenho esse show guardado em qualidade Full HD para rever sempre que quiser.
É claro que o Queen ficou marcado na história por ter gerado o momento de maior brilho no Rock in Rio de 1985 com o belo coro de vozes em "Love of My Life", mas a proposta dessa pauta é falar verdades, ainda que sejam polêmicas inconvenientes: Bruce Springsteen não fez um show, mas sim uma celebração de amigos, o maior espetáculo da história do Rock in Rio no Brasil.
Leia mais no Boletim do JF, disponível no link abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Alter Bridge, um novo recomeço
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
Bangers Open Air anuncia 5 atrações para Pré-Party exclusiva em abril de 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
Roger Waters dobra a aposta após falar de Ozzy; "não gosto de quem morde cabeça de morcego"
Kreator divulga clipe de "Krushers of the World", faixa-título de seu novo disco
O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt


O cara que é o "avô da música americana", segundo o lendário Bruce Springsteen
Soto lembra quando fãs acharam que Bruce Springsteen e Yngwie Malmsteen eram a mesma pessoa
As 10 turnês de rock mais lucrativas de 2025
6 artistas que regravaram músicas que escreveram, mas originalmente foram registradas por outros
Frontman: quando o original não é a melhor opção
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton


