O Bad Religion é daqueles raros casos no rock em que praticamente todas as “tribos” dentro deste estilo musical apreciam. O quinteto de Los Angeles está completando 30 anos de história e não poderia escolher forma melhor para comemorar senão na estrada, junto aos fãs. Nesta quinta-feira, dia 13 de outubro, foi a vez do Via Funchal, na capital paulista, receber a banda para um show memorável repleto de clássicos.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.


Texto: Durr Campos/ Fotos: Leandro Anhelli (www.anhelli.com.br)
Estranhei o pouco público quando cheguei, mas em questão de minutos a casa já estava quase lotada. Nada mal para uma noite chuvosa em meio de semana. Não houve banda de abertura, mas a atração principal só iniciou seu show cerca de duas horas após a abertura dos portões. Assim que os músicos foram surgindo a euforia tomava proporções inacreditáveis. Os gringos mal acreditavam mesmo esta tendo sido sua sétima visita ao Brasil (nota do redator: A primeira aconteceu em 1996, quando se apresentaram no extinto Close-Up Festival junto aos Sex Pistols). Atualmente, estão na banda três integrantes da formação original: o antropólogo, geólogo, Ph.D. e, logicamente, vocalista Greg Graffin, o guitarrista Brett Gurewitz e o baixista Jay Bentley. Mas é interessante destacar também o guitarrista Greg Hetson, que ingressou na banda em 1984 e lá permanece.


O set-list abrangeu praticamente toda a discografia e até mesmo as canções do recente The Dissent of Man (2010), a exemplo das ótimas “The Resist Stance”, que iniciou a noite, e “Wrong Way Kids”, caíram nas graças do povo e foram cantadas letra a letra. Greg, simpático como sempre, teve a plateia nas mãos durantes os aproximadamente 90 minutos de concerto. O Bad Religion possui tantos coringas que poderia ter feito um show com o dobro do tempo e mesmo assim ainda faltaria uma imensa lista de hits. “Social Suicide”, “21st Century Boy”, “Los Angeles is Burning” e “Sinister Rouge” estão aí para comprovar o que vos escrevi logo acima.
Com mais de 15 álbuns de estúdio lançados em sua carreira, selecionar o repertório não deve ser das tarefas mais fáceis para o Bad Religion. Felizmente, este grande nome do punk mundial entendeu que em nosso país o “bicho pega” pra valer e rechearam sua apresentação de canções super especiais. A belíssima “Before You Die” e uma de minhas favoritas deles, a poderosa “Do What You Want”, deram continuidade e podia-se ouvir o Via Funchal cantando em uníssono.


Em seguida, um fato muito interessante: um rapaz trajando uma camiseta com os dizeres “por favor, me deixem cantar ‘Modern Man’ com vocês” (ou algo assim), o que foi prontamente atendido. Resultado, o sortudo soltou o gogó em frente a milhares de fãs, fez bonito e impressionou a banda, que não conseguia esconder sua satisfação. A dileta pessoa ainda realizou um stage diving para então retornar aos seus amigos no meio da multidão. “Fuck Armageddon... This is Hell”, única do debut, How Could Hell Be Any Worse (1982), encerrou o set regular.


O bis não demorou a acontecer e não trouxe surpresas em relação aos shows já relizados nesta “perna” da tour. “American Jesus”, talvez sua obra mais conhecida, passando pelas não menos importantes “Infected” e “Sorrow”, as quais encerraram com maestria uma apresentação para jamais ser esquecida.
Set-list:
1. Resist Stance
2. Social Suicide
3. 21st Century (Digital Boy)
4. Los Angeles Is Burning
5. Wrong Way Kids
6. Overture
7. Sinister Rouge
8. I Want to Conquer the World
9. Come Join Us
10. New Dark Ages
11. Atomic Garden
12. Before You Die
13. Recipe For Hate
14. Do What You Want
15. You
16. Modern Man
17. Generator
18. The Defense
19. Let Them Eat War
20. No Control
21. Anesthesia
22. Along the Way
23. Fuck Armageddon... This Is Hell
Encore
24. American Jesus
25. Infected
26. Sorrow










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Jornalista atuando na área de Marketing em Eventos de um grande rede de TV, costuma dizer que depois das canções infantis pulou direto pra música pesada (na verdade no meio disso tudo ouvia synthpop, electroclash, acidhouse, new wave e afins). Não tem o mínimo pudor em curtir, seguidamente, Journey, Deep Purple, Morbid Angel, voltar para um ABBA, seguir com Sodom, Styx e finalizar o dia ao som do "Scum" do Napalm Death. Simples assim. De tempos em tempos escreve ou traduz algumas coisas para webzines e portais pelo mundo e agora tem estado feliz por fazer parte, meio que indiretamente, do Whiplash!
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