Em 24/10/2007 | Resenha - Glenn Hughes (Ópera 1, Curitiba, 24/10/07)

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Resenha - Glenn Hughes (Ópera 1, Curitiba, 24/10/07)


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A capital paranaense teve a oportunidade de presenciar pela primeira vez um show do lendário ex-baixista do Deep Purple, Glenn Hughes. Apelidado de “The Voice of Rock”, o músico, que também cantou na fase Hard Rock do Black Sabbath em 1986, apresentou um repertório com canções de toda a sua trajetória. O evento aconteceu em uma quarta-feira, 24 de outubro, e atraiu um limitado e ansioso público de 600 pessoas na casa noturna Ópera 1.

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Com muito vigor, Hughes tocou e cantou ao lado dos músicos JJ Marsh (guitarra), Ed Roth (teclado) e Stephen Stevens (bateria). A apresentação fez parta da turnê para divulgar o disco "Music For The Divine" (2006). Como não poderia deixar de ser, as canções que mais envolveram os fãs, do tradicional Hard Rock, foram os clássicos dos discos "Burn", "Stormbringer" e "Come Taste The Band", do Deep Purple. O show só não foi perfeito devido à ausência de uma canção do disco "Seventh Star", do Black Sabbath. A obra deveria ter sido lembrada. O lendário músico executou 11 canções. Parece pouco, mas como de costume, os arranjos eram prolongados com improvisos.

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A apresentação começou pontualmente às 23h com uma vigorosa versão de "Stormbringer". Nos primeiros minutos, o público percebeu que Glenn está em forma, com sua voz em perfeito estado. A vantagem é a experiência. O ex-Deep Purple está cantando melhor do que no conhecido show "Califórnia Jamming", gravado em 1974.

Para o público não perder o embalo, a banda soltou mais um clássico do Purple. A segunda faixa de "Burn", "Might Just Take Your Life", foi executada com total fidelidade. Com uma formação simples, o grupo de Hughes demonstrou que não veio para inventar. Quem estava presente, percebeu que as canções apresentavam arranjos iguais aos originais, mas com mais peso.

Em seguida, a canção executada foi "Land Of The Living", que antecedeu a clássica "Mistreated". Na ocasião, Hughes aproveitou para falar com o público. “Essa é a primeira canção que fiz para o ´Burn´. É uma música de amor. Quero que vocês cantem”. No decorrer da apresentação, o músico elogiou diversas vezes o Brasil. “Eu amo esse país. As pessoas brasileiras são lindas”, repetiu algumas vezes. Hughes recorria ao tecladista para conversar com o público. Ele é filho de brasileira e sabe se “virar” com a língua portuguesa.

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Do último trabalho de estúdio, a banda executou "You Got Soul" e "Steppin’ On". As novas composições também agradaram o público e expuseram o autêntico Hard Rock funkeado, que Hughes começou a desenvolver com mais nitidez no disco "Come Taste The Band". Foi fácil perceber que a maioria do público se envolveu com as canções novas, sem conhecer. Fora os títulos do Deep Purple, os trabalhos solos do baixista são raros no mercado fonográfico brasileiro.

Na segunda metade do show, o repertório priorizou canções do trabalho solo "Soul Mover" (2005) e "Come Taste The Band", do Purple. Em "Don’t Let Me Bleed", Glenn lamentou uma relação amorosa frustrada. “Essa canção é sobre uma namorada que fugiu com um amigo meu. Depois de 30 anos eu a encontrei e agradeci por ter fugido”, desabafou. Em diversos momentos o “Voice of Rock” demonstrou que é sentimental. Depois da pesada balada, o público voltou a fazer coro para "You Keep On Movin’", e o show começou a transparecer que estava no fim.

Depois de 9 canções, A banda encerrou formalmente a apresentação e voltou para o esperado bis. Sem muita cerimônia, Glenn Hughes retornou ao palco para apresentar "Soul Mover". Em seguida, os fãs ficaram anestesiados com a esperada "Burn". É incrível como a canção envolveu os mais jovens, com aproximadamente 18 anos, os antigos fãs da década de 70 e até os técnicos de som e roadies, que se movimentavam sem parar em volta do palco. Os agudos de Mr. Hughes no refrão impressionaram pelo vigor. É de fazer inveja a David Coverdale e, principalmente, Ian Gillan.

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Depois do grandioso encerramento, Hughes se despediu de maneira breve e deixou o público com gosto de quero mais. “Sweet Dreams”, disse a lenda do rock.

Abertura e fechamento de gala

As bandas que se apresentaram antes e depois de Glenn Hughes no Ópera 1 fizeram bonito. Os catarinenses do Perpetual Dreams subiram ao palco, às 22h, para apresentar seu heavy metal melódico com influências do Hard Rock Oitentista. Com um trabalho autoral, o grupo demonstrou que a cidade de Blumenau tem heavy metal de qualidade. O Perpetual priorizou os discos anteriores "Eyes Of Insanity" e "Arena". Além das canções próprias, a banda ainda executou temas instrumentais de Yngwie Malmsteen, e a cover do Whitesnake, "For Your Loving", conquistando de vez a simpatia do público que esperava Hughes.

A missão dos curitibanos do Motoroccker também não foi fácil. A banda subiu ao palco, após a apresentação do ex-baixista do Deep Purple, com um público bem menor, mas não se abateu. Não faltaram covers do AC/DC, Black Sabbath e canções do disco autoral "Igreja Universal do Reino do Rock". Na metade da apresentação, o vocalista Marcelus aproveitou para agradecer a oportunidade. “É uma honra tocar na mesma noite da apresentação de uma das maiores vozes do rock. O velho está cantando muito”, disse.

Repertório de Glenn Hughes:

Stormbringer
Might just take your life
Land of the livin
Mistreated
You got soul
Don’t let me bleed
Gettin Tighter
Steppin’ on
You keep on movin’

Soul mover
Burn

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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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